Correio B

SANFONEIRO

Dino Rocha morre aos 67 e deixa legado para o chamamé

Dino Rocha era autodidata e desde criança tocava acordeão

Redação

18/02/2019 - 09h40

Mato Grosso do Sul e o Brasil perdem um de seus mais apaixonados chamamezeiros, o sanfoneiro Dino Rocha, os 67 anos. Por complicações do diabetes, pressão alta e problemas respiratórios, ele morreu ontem à noite, no Hospital Regional em Campo Grande, onde estava internado desde 25 janeiro.  O velório, segundo a ex-mulher Ruth Haruko Ishikawa, acontecerá a partir do meio-dia, no Memorial Park, onde ele será enterrado amanhã, às 9h.

Conhecido no Estado e Brasil afora por seu talento no instrumento e nas composições, Dino Rocha tocava não só individualmente como fez parte do grupo Chalana de Prata ao lado de Paulo Simões, Guilherme Rondon e Celito Espíndola.

Autor de dezenas de composições, sendo a mais lembrada “Gaivota Pantaneira”, Dino Rocha era autodidata e desde criança tocava acordeão. 

Filho de músicos - a mãe era alemã e o pai, paraguaio. Em 1971, mudou-se para a cidade de Campo Grande e, aos 16, apresentou-se com seu primeiro grupo, “Los 5 Nativos”, em Ponta Porã.

Segundo a ex-mulher, Dino nunca deixou de defender musicalmente o chamamé e fazia questão de sempre estar junto da família . “Ele foi um pai fantástico, meu amigo, irmão, um ensinador que deixa um legado de novos talentos, sanfoneiros, acordeonistas.

Ele é  um incentivo para isso tudo continuar, porque sempre defendeu o chamamé. Desde criança ele 
optou pelo chamamé, nunca mudou o repertório. Vai deixar um grande vazio  na cultura de MS".

Mesmo enfrentando problemas de saúde nos últimos anos, Dino Rocha não deixava de se apresentar e nem de sonhar com novos projetos. “Ele estava aguardando uma verba ser liberada pelo Governo do Estado para a gravação de um DVD. Tinha músicas gravadas e algumas imagens captadas”, conta Ruth.

Para o diretor cultural do Instituto do Chamamé de MS, o Estado e o Brasil perdem um grande talento musical. “Estamos consternados com esta perda, tristes. Dino Rcoha manteve  a fidelidade ao chamamé,  que é a musica autêntica do nosso Estado, do povo de Mato Grosso do Sul e deixa composições importantes. Uma figura musical da maior importância. Dino Rocha deixa três filhos, todos músicos.

representando ms

Idealizador do 'Tereré e Quadrinhos' vai pela 4.ª vez à FIQ em BH

Emmanuel Merlotti participa pela quarta vez do Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte, um dos principais palcos para os produtores desse formato de histórias que buscam catapultar projetos

04/11/2026 10h07

correio b terere

correio b terere Emmanuel Merlotti participa pela quarta vez do Festival Internacional de Quadrinhos de BH / Acervo Pessoal

Continue Lendo...

DIÁLOGO

A reeleição de Lula para mais quatro anos de mandato jogou um balde de... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quarta-feira (4)

04/11/2026 00h02

8603c51d 751d 4b37 89cb fe2c5ad0fc99 13_2

8603c51d 751d 4b37 89cb fe2c5ad0fc99 13_2

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).