A mala do Dylan está quase pronta. O brinquedo favorito já está separado, assim como a caminha, o cobertor, a ração, o floral, a guia e a carteirinha de vacinação. O schnauzer de 7 anos se prepara para a primeira grande viagem. Vai sair de Campo Grande em direção a Búzios, no Rio de Janeiro. O trajeto inclui várias paradas para que ele possa beber água, se alimentar e também fazer xixi.
A viagem de férias só se tornou da família com a inclusão do terceiro passageiro, que mora desde filhotinho na casa de André e Dáfini. “A gente via cachorro na praia em vídeo e foto e ficava pensando que um dia queria levar. Quando passamos muito tempo longe de casa, ele fica sozinho, então pensamos em levar para fazer um passeio diferente para ambos. Nós e ele”, conta o arquiteto André Vilela Pereira, 33 anos.
Serão 11 dias conhecendo as praias do Rio de Janeiro, mas tudo com muito planejamento. “Vamos parando na casa de parentes e amigos e também estamos atentos a algumas questões de segurança, para ele ficar seguro no carro”, completa. A principal delas é quanto ao cinto de segurança preso à guia, que vai deixar Dylan confortável e seguro.
Além das paradas estratégicas em casas de amigos, os donos de Dylan fizeram pesquisas na internet de lugares “pet friendly” e também pediram indicações aos amigos que já viajaram em família. E até um brunch eles vão conseguir fazer com o bichinho.
DE MOTO
Não dá para dizer que Dorinha não tenha uma vida agitada. A poodle toy já foi até de motocicleta para Dourados e também Rio Verde. Os destinos escolhidos foram dentro do Estado, justamente em razão de o percurso não a cansar tanto sobre duas rodas. Aos 4 anos, a bichinha viaja dentro de bolsa própria para isso e vai entre a dona Zenilda e o marido. Como já é acostumada a viajar de carro e ficar na janela, Dorinha quis porque quis colocar a cabecinha para fora e ir curtindo o vento. Este foi o único cuidado que Zenilda aprendeu para as próximas aventuras. “Ela nunca sente nada, mas dessa vez ela ficou com um pouquinho de dor de ouvido, o que eu vou evitar”, alerta a técnica em contabilidade, Zenilda Vieira, 54 anos.
Em casa, todas as viagens são programadas incluindo a cadelinha. “Todas as vezes eu faço questão de levar, ela é muito boazinha e comportada. Só falta falar, é um bichinho especial, que conhece a gente, até os nossos sentimentos”, ressalta a dona.
No fim do ano, por exemplo, o casal dispensou vários hotéis justamente por não aceitarem animais.
“Pagamos mais caro para a Dorinha ficar mais à vontade e ela foi tratada como princesa”, garante Zenilda.
VAMOS VIAJAR, FRIDA?
Famosa, Frida é a vira-latinha de 9 anos que conheceu praticamente todo o Brasil. Durante três anos, ela e a dona, Michelle Cristina, viajaram 15 mil quilômetros, partindo de Maceió, no Nordeste. Como o desejo de Michelle era viajar, ela não pensou duas vezes em levar a “cãopanheirinha”. Quase todo o trajeto foi feito de carona. “Só peguei dois ônibus e dois BlablaCar [aplicativo de caronas]”, conta a culinarista de 40 anos. A viagem começou em 2014 e foi até 2017. “A gente desceu de Maceió até Paraty, passando por Sergipe e pelo sul da Bahia. Depois fomos até o Rio de Janeiro e de lá, voltamos por Valença, Morro de São Paulo até João Pessoa”, conta Michelle.
E todo o trajeto era feito com Frida na caixinha e Michelle com a vida nas costas, dentro da mochila. “Ela assumiu a caixinha como a casinha dela”, brinca. Até hoje, se ouvir a frase “vamos viajar?”, Frida já procura seu meio para ser transportada. A dica de ouro era seguir os horários de alimentação da bichinha. “Eu parava entre uma carona e outra para ela comer uma fruta ou uma cenoura, dar uma volta e fazer xixi”, descreve. Fora da casinha, Frida aprendeu a dormir na barraca junto da dona. “Foi muito legal essa viagem, hoje eu não tenho mais essa disposição”, ri Michelle. A aventura rendeu a página no Facebook “Frida, Vamos Viajar?”, que já não é mais atualizada, mas mostra por onde as meninas passaram.