Em uma realidade distópica, dois detentos se encontram em uma cela por cometerem crimes diferentes. O primeiro é um prisioneiro rústico, que se envolve em um sequestro, acaba sendo preso e condenado. O segundo difere-se radicalmente do primeiro, sendo um criminoso de alto nível, ou seja, um político metido até o pescoço em corrupções. “Essa peça foi apresentada pela primeira vez em 1994, na época em que não havia presos por colarinho-branco. Hoje, para quem assiste, a apresentação fica ainda mais atual”, explica o ator Marcos Alexandre, o intérprete do político.
O elenco tem na outra extremidade, do preso rústico, o ator Yago Garcia. “Apesar de hoje alguns políticos serem presos, a situação em que ambos se encontram ainda é um absurdo, porque esses presos não ficam juntos na cela”, ressalta Marcos.
Definindo a peça como uma comédia, Marcos explica que é interessante retornar aos palcos com um roteiro polêmico. “Há um contraste cultural e social”, indica.
Segundo o ator, a peça propõe uma reflexão sobre o atual panorama político do País e faz uma sátira do sistema carcerário.
O espetáculo se alicerça no trabalho do ator, lançando mão dos recursos de figurino, cenário, sonoplastia, utilizando estes apenas como complemento.
As apresentações serão realizadas este sábado e domingo, às 20 horas, no Teatral Grupo de Risco, na Rua José Antônio, 2.170. O preço do ingresso é de R$ 20,00.