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Dica da semana: "Bojack Horseman"

Dica da semana: "Bojack Horseman"

Denis Felipe

Denis Felipe

27/11/2019 - 10h15

Ser famoso não é tão fácil quanto parece, especialmente para quem já passou do auge. Existem diversos casos de celebridades que, em meio ao ostracismo, vivenciam períodos de alcoolismo, abuso de drogas e depressão. Em uma temática tão grave, é até difícil imaginar que uma comédia possa nascer dessa situação, mas “Bojack Horseman”, série original Netflix, provou justamente o contrário.

Bojack Horseman

            Passada em um universo em que todos os animais são parcialmente humanos, a animação conta, em seis temporadas, a trajetória de Bojack Horseman, um cavalo humanóide que ficou famoso por uma sitcom nos anos 90. Muito distante de seus dias de glória, o protagonista se vê imerso em um ciclo vicioso de festas, bebidas e drogas, e está certo de que não consegue sair. Até que ele conhece Diane Nguyen, escritora responsável por botar no papel as memórias da antiga celebridade. Ao conhecê-la melhor, Bojack começa a se abrir, e mostra que ainda tem esperanças de ser uma pessoa melhor.

            A partir daí, o cavalo passa a se preocupar mais com seu círculo de amigos, além de tentar ressuscitar sua carreira de ator, mas sem nunca perder sua essência de preguiçoso e beberrão. Conforme a narrativa se desenvolve, Bojack ganha novas responsabilidades, e nem sempre ele consegue lidar com elas da melhor maneira possível, e, ao contrário de muitas sitcoms, os episódios não necessariamente terminam com um final feliz.

            As seis temporadas aprofundam como o protagonista chegou no ponto que está, e, apesar de tratar os assuntos de forma cômica, fica claro que a temática abordada é de alta seriedade. Falar sobre abuso de drogas, depressão e morte nunca é fácil, especialmente em uma comédia. E “Bojack Horseman” consegue a proeza de fazer o espectador gargalhar sem perder o foco na seriedade da mensagem.

Noite quase feliz

 

No dia 28 de novembro estreia na Netflix “Feliz Natal e tal”, série de comédia ambientada em uma reunião familiar para a comemoração das festas de fim de ano

 

            Com a aproximação do fim de ano, começa a temporada dos especiais de Natal. Na Netflix não é diferente. No dia 28 de novembro entrará para o catálogo mais uma produção com temática natalina: “Feliz Natal e tal”. A série de comédia vai abordar as dinâmicas de uma reunião familiar entre a época do Natal e do Ano Novo, retratando de forma bem-humorada os conflitos de uma excêntrica família da Filadélfia. Com um elenco repleto de caras conhecidas - Dennis Quaid (“The Day After Tomorrow”), Ashley Tisdale (a famosa Sharpey da trilogia de filmes “High School Musical”), Brigdit Mendler (“Boa Sorte Charlie”) e Brent Morin (“Como Ser Solteira”) -, a produção original da plataforma de streaming promete causar muitas risadas. 

Feliz Natal e tal

            A série é protagonizada por Don Quinn, policial e pai de uma família bastante complicada, mas da qual faz de tudo para agradar. Porém, a mesma cordialidade e consideração que têm com seus familiares não se estende de forma tão amigável para os membros “agregados” da mesma. Assim, quando sua filha mais nova (Emmy) chega na Filadélfia para passar o fim de ano com os pais acompanhada de seu novo namorado, o aspirante a músico Matt, os conflitos são inevitáveis.

            Além disso, a série também aborda, sempre de forma bem-humorada, as questões dos outros membros da família, que é composta por cinco pessoas no total. Um exemplo é personagem Kayle, filha de Quinn e irmã de Emmy, que tenta descobrir o rumo de sua vida pós separação. Ao todo a série terá 8 episódios, tendo sido produzida e escrita por Tucker Cawley (“Everybody Loves Raymond") e dirigida por Pamela Fryman (“How I Met Your Mother”). “Feliz Natal e tal” é uma comédia leve e divertida, no melhor estilo sitcom, perfeita para embalar as comemorações de fim de ano em família.

 

 

Inimigas para sempre

 

Série original da GloboPlay é baseada numa série de “tweets” que viralizou em 2017

 

            Fundado em 2006 nos Estados Unidos, o Twitter precisou de apenas dois anos para se popularizar no Brasil, que atualmente retém a segunda posição no ranking de países com mais usuários ativos na plataforma. Apesar de contar com apenas 280 caracteres por “tweet”, ela se tornou um espaço para divulgar notícias, piadas e até mesmo histórias que podem rapidamente viralizar. Diante de tamanha magnitude, seria ingenuidade pensar que as principais criadoras de conteúdo ao redor do mundo não buscam inspiração no conteúdo postado. E foi exatamente ocaso da narrativa de Eduardo Hanzo sobre o ódio entre sua avó e a vizinha, que chegou até Gloria Perez e Miguel Falabella e foi adaptada para o formato de série em “Eu, a Vó e a Boi”, que estreia na GloboPlay dia 29 de novembro.

           

Eu, a Vó e a Boi

A série retrata uma inimizade que se mantém a 60 anos em Tudo Afogado, uma rua absolutamente cinza e monocromática com arquitetura inspirada no subúrbio do Rio de Janeiro. Suas responsáveis são Turandot (Arlete Salles) e Yolanda (Vera Holtz), a Boi – apelido concedido pela rival por considerar o termo “vaca” muito machista. Separadas por uma vala que surge como elemento figurativo para retratar todo o ódio e rancor que existe entre elas, é impossível escapar da troca de farpas diária. Porém, quando Norma (Danielle Winits) e Montgomery (Marco Luque), filhos das inimigas, em uma reviravolta shakespeariana se apaixonam e casam, parece que a sentença para o caos foi assinada. 

            Em meio a esse ambiente conflituoso vive Roblou (Daniel Rangel), o neto em comum que atua tanto como protagonista quanto narrador da história. Assim, o público é apresentado ao modo de vida caótico de um garoto de 18 anos que tenta sobreviver frente a uma rivalidade tão profunda. Para isso. Encontra em Demimur (Valentina Bulc), uma garota que sonha em ser bailarina, algo parecido com um porto seguro.      

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