Fundado em 2006 nos Estados Unidos, o Twitter precisou de apenas dois anos para se popularizar no Brasil, que atualmente retém a segunda posição no ranking de países com mais usuários ativos na plataforma. Apesar de contar com apenas 280 caracteres por “tweet”, ela se tornou um espaço para divulgar notícias, piadas e até mesmo histórias que podem rapidamente viralizar. Diante de tamanha magnitude, seria ingenuidade pensar que as principais criadoras de conteúdo ao redor do mundo não buscam inspiração no conteúdo postado. E foi exatamente ocaso da narrativa de Eduardo Hanzo sobre o ódio entre sua avó e a vizinha, que chegou até Gloria Perez e Miguel Falabella e foi adaptada para o formato de série em “Eu, a Vó e a Boi”, que estreia na GloboPlay dia 29 de novembro.
A série retrata uma inimizade que se mantém a 60 anos em Tudo Afogado, uma rua absolutamente cinza e monocromática com arquitetura inspirada no subúrbio do Rio de Janeiro. Suas responsáveis são Turandot (Arlete Salles) e Yolanda (Vera Holtz), a Boi – apelido concedido pela rival por considerar o termo “vaca” muito machista. Separadas por uma vala que surge como elemento figurativo para retratar todo o ódio e rancor que existe entre elas, é impossível escapar da troca de farpas diária. Porém, quando Norma (Danielle Winits) e Montgomery (Marco Luque), filhos das inimigas, em uma reviravolta shakespeariana se apaixonam e casam, parece que a sentença para o caos foi assinada.
Em meio a esse ambiente conflituoso vive Roblou (Daniel Rangel), o neto em comum que atua tanto como protagonista quanto narrador da história. Assim, o público é apresentado ao modo de vida caótico de um garoto de 18 anos que tenta sobreviver frente a uma rivalidade tão profunda. Para isso. Encontra em Demimur (Valentina Bulc), uma garota que sonha em ser bailarina, algo parecido com um porto seguro.
Não foi disponibilizado um trailer de “Eu, a Vó e a Boi”