Marcelo Argenta classifica seu trabalho em “Gênesis”, da Record, como intenso. A trama bíblica, que apresenta os primórdios da humana na versão criacionista, conta com um texto denso e dramático. No entanto, além da complexidade do roteiro, o ator também precisou encarar exaustivas sequências de batalha e luta. Apesar de seguir todos os passos coreografados das cenas, Marcelo precisou lidar com o forte calor do Rio de Janeiro durante as extensas gravações.
“Quando se está tudo ensaiado direitinho, tudo vai bem, o que foi mais intenso foram algumas sequências serem gravadas durante todo um dia, debaixo do sol, calor do Rio de 50 graus (risos). Fiz por volta de cinco ou seis sequências de batalha, duas, em especial pela complexidade, estou muito ansioso para ver. Todas as cenas têm muita ação, foram muito bem escritas e dirigidas”, valoriza o ator, que interpreta o oficial Gurik.
Diferentemente dos demais personagens, Gurik é um papel ficcional do folhetim bíblico e integra o elenco da fase de “Ur dos Caldeus”. Ele começa a trama como um oficial, que acompanha a caravana de Terá, vivido por Ângelo Paes Leme. Seguindo a história, ele se torna General de Ur, servindo e sendo fiel ao seu Rei Ibbi-Sim, de Felipe Roque.
“O Gurik é braço direito do Rei Ibbi-sim. É nele que o rei confia, troca confidências e discute as questões de guerra, de batalhas e a quem o rei irá muito se apoiar para discutir questões de dentro do castelo, os conflitos”, afirma Marcelo, que viu todo o cronograma de gravações ser atrasado por conta da pandemia do novo coronavírus. “No início do ano passado, eu já estava envolvido com as gravações. Então, de repente, tudo parou. Eu também ia estrear uma peça em julho e acabou não acontecendo. Espero em breve retomar esse projeto”, completa.
Nome: Marcelo Messias Argenta.
Nascimento: Em 2 de maio de 1981, em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul.
Atuação inesquecível: “Difícil citar uma, ou injusto deixar alguma de fora”.
Interpretação memorável: Coringa, vivido por Heath Ledger.
Um momento marcante na carreira: “Meu primeiro personagem em uma novela, fazendo parte do elenco principal. Foi em ‘Amor a Vida’, do Walcyr Carrasco”.
O que falta na televisão: “Falando em televisão, penso na tevê aberta. Então, mais séries. Produtos nossos. Assim como está tendo no streaming”.
O que sobra na televisão: “Acho que programa de culinária (risos). Me estendo para tevê fechada”.
Com quem gostaria de contracenar: Tony Ramos.
Se não fosse ator, o que seria: “Fiz faculdade de Ciência da Computação, mas não me formei. Acredito que seguiria nessa área”.
Ator preferido: Daniel Day Lewis.
Atriz preferida: Sarah Paulso.
Novela preferida: “Não sei se tenho, mas aponto ‘Vale Tudo’. Essa novela está no meu subconsciente, a música tema... ‘Brasil mostra tua cara...’”
Vilão marcante: Coringa, do filme “Batman – Cavaleiro das Trevas”, de Christopher Nolan
Que novela gostaria que fosse reprisada: “Amor à Vida”, de 2013, da Globo.
Que papel gostaria de representar: “O que vive o mais distante do meu mundo, do meu universo. Não sei dizer agora se algum em específico”.
Filme: “Clube da Luta”, de David Fincher.
Diretor favorito: Christopher Nolan.
Uma mania: “Acho que procurar sempre manter a casa em ordem.... principalmente a louça, a pia da cozinha (risos)”.
Um medo: “São vários”.
Projeto: “Estar sempre com pessoas boas, seja na vida pessoal, seja na profissional. O resto as coisas se encaminham....”.