Uma dieta balanceada é composta normalmente por proteínas, frutas, verduras e gorduras consideradas “boas” para o organismo. Nesse ponto, muita gente pode ficar em dúvida sobre como adotar uma alimentação vegetariana sem perder a qualidade nutricional.
De acordo com a nutricionista Vaneise do Nascimento, estudos científicos demonstram que é possível atingir o equilíbrio e adequação nutricional com a alimentação vegetariana – que pode permitir ovos e leitos - e até veganas, em que não há o consumo de nenhum alimento de origem animal.
“As dietas vegetarianas, quando atendem às necessidades nutricionais, podem promover o crescimento, desenvolvimento e manutenção adequados e podem ser adotadas em qualquer ciclo de vida”, afirma.
Neste caso, a alimentação deve ser planejada e ter uma grande variedade de alimentos no cardápio.
“O planejamento de uma dieta vegetariana saudável deve enfatizar a variedade, o consumo de alimentos na sua forma mais natural e a adequação de nutrientes que podem ter o risco de ingestão insuficiente, como: proteínas, ácidos graxos ômega 3, zinco, cálcio, vitaminas D e B-12”, frisa.
Segundo Vaneise, que também é instrutora do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), a teoria de que as proteínas vegetais não são suficientes igual a de origem animal está defasada.
“A grande preocupação da dieta vegetariana é com relação ao aporte proteico. O termo “proteínas incompletas”, usado ao se referir às proteínas de origem vegetal, está defasado. Não existem aminoácidos faltando nesses alimentos e sim uma presença menor de algum deles, considerados aminoácidos limitantes. No entanto se feita a combinação de alimentos, como o exemplo do tradicional arroz e feijão, característico da dieta dos brasileiros, conseguimos obter o equilíbrio necessário”, pontua. Como fontes de proteínas estão ainda a soja, o grão-de-bico, o feijão e lentilha, além de algumas oleaginosas.
O ideal é seguir o que a Organização Mundial de Saúde recomenda, com refeições compostas com 55 a 75% do valor energéticos total proveniente de carboidratos, 15 a 30% de lipídeos e 10 a 15% de proteínas, com um consumo adequado de fibras, vitaminas e minerais.
De acordo Vaneise, quem deseja adotar uma alimentação vegetariana ou vegana pode contar com a ajuda de um médico ou nutricionista para auxiliar no cardápio.
“Embora o consumo de carnes ou de outros alimentos de origem animal, como o de qualquer outro grupo de alimentos, não seja absolutamente imprescindível para uma alimentação saudável, a restrição de qualquer alimento obriga que se tenha maior atenção na escolha da combinação dos demais alimentos que farão parte da alimentação. Quanto mais restrições, maior a necessidade de atenção e, eventualmente, do acompanhamento por um nutricionista ou médico”, frisa.