Desde que estreou na Netflix, a minissérie “O Gambito da Rainha” virou uma sensação entre os praticantes de xadrez, principalmente as mulheres. Ao apresentar uma protagonista que foge dos estereótipos, inteligente e ao mesmo tempo autodestrutiva e sexy, a história conseguiu dar uma atmosfera interessante a um jogo que nas últimas décadas tornou-se restrito.
Todo esse hype – gíria utilizada para descrever algo que está na moda – em torno da minissérie causou uma tendência fora das telas, sendo a principal delas a recuperação do carinho pelo xadrez e o interesse de novas jogadoras.
A estudante Ludimila Viana Ferreira, 19 anos, por exemplo, foi uma das fisgadas pele minissérie. “Meu interesse veio logo após eu assistir a série da Netflix, ‘O Gambito da Rainha’, pois achei muito interessante a intensidade do jogo e também pela protagonista ser uma mulher, achei supermoderno e também uma grande ‘quebra’ na maneira de muitos acharem que só homens jogam”, comenta.
Ludimila trabalha como recepcionista e também é acadêmica do curso de Estética e Cosmética. Segundo ela, o interesse pelo jogo sempre existiu, porém, a aparente dificuldade da prática a afastou durante um tempo das partidas.
“É difícil, mas basta ter tempo para aprender. Mas se você gostar mesmo, passa rápido e se torna bem divertido”, pontua. Agora, ela é só elogios ao jogo. “Eu gosto da concentração que o xadrez nos traz e também por ajudar a adquirir muita paciência”, ressalta.
Em família
A refrigerista Laura de Vooght, 33 anos, é uma jogadora “raiz”, mas também apaixonada pela minissérie. “Eu aprendi a jogar xadrez quando era adolescente e sempre jogo on-line. Normalmente me reunia com os amigos e jogávamos, e em Campo Grande eu comecei a frequentar os encontros do Xadrez Capivara”, explica Laura.
Natural de Campo Grande, Laura morou em Aquidauana e foi lá que fez as primeiras jogadas de xadrez. “Faz uns dois anos que eu voltei para Campo Grande. Normalmente aqui eu jogava on-line e às vezes competia com meu namorado”, conta.
Mãe de uma adolescente, Laura também ensinou o jogo para a filha. “Minha filha gosta, ela tem 14 anos, a gente gosta de jogar juntas e em Aquidauana ela participava de competições na escola”, completa.
Para ela, o melhor do xadrez está na capacidade de incentivar o raciocínio. “A prática mexe muito com a inteligência, a gente tem que dominar, saber qual jogada vamos fazer. Também há muita adrenalina durante o jogo, de pensar qual vai ser a próxima jogada do outro e a nossa”, frisa.
Laura confessa que é competitiva e não gosta de perder. “Quando eu perco, quero jogar de novo para tentar ganhar”.
Normalmente, a campo-grandense joga de uma a duas vezes na semana. “On-line é mais, porque como é pelo celular, dá um tempinho a gente joga. Às vezes dá para jogar on-line e chamar os amigos também”, explica.
Para ela, o xadrez realmente é emocionante, como a minissérie descreve. “Tem que ter muita habilidade e é um jogo que mexe com o raciocínio da gente”, afirma.
Quem também é uma jogadora “das antigas” é a corumbaense Edinara Regiele dos Santos Sanches, 21 anos. “Eu jogo desde 2015. Comecei a jogar na escola em um projeto que unia xadrez e lições de raciocínio lógico”, explica.
Edinara lembra que o projeto era da disciplina de Matemática. “Meu professor achava que o xadrez auxiliaria na aprendizagem, principalmente da Matemática”, relata. O plano deu certo. Segundo Edinara, as notas na época do Ensino Fundamental aumentaram e ela chegou a participar de campeonatos municipais e estaduais.
“Nessa época eu jogava bastante. No Ensino Fundamental, as minhas melhores notas foram de Matemática. Depois que eu parei, no Ensino Médio, as notas não foram tão boas. Antes era só 10. Eu acho que é por causa da concentração”, acredita.
Técnica em enfermagem atualmente, Edinara mora em Campo Grande e também decidiu participar das partidas organizadas pelo Xadrez Capivara.
“Eu sempre joguei com meu namorado, com a minha irmã em casa, mas fiquei sabendo do Xadrez Capivara e é bem legal, tem bastante gente para jogar. Sinceramente, é muito bom para mim porque eu tenho ótimas recordações do tempo em que jogava xadrez e também me incentiva na concentração e a pensar melhor”, pontua.
Clube Xadrez Capivara
Pode não parecer, mas o nome Xadrez Capivara nada tem a ver com o animal, mas sim com uma gíria do ramo. Segundo o organizador do clube, capivara é uma forma de identificar jogadores amadores. “Foi meu filho que escolheu o nome, e ele remete aos jogadores que não tem muita experiência”, explica Fábio Aquino.
A ideia de criar o clube e de organizar as reuniões no Shopping Bosque dos Ipês também partiu da parceria entre pai e filho.
“Antes disso eu já jogava com o meu filho, mas era só eu e ele e às vezes aparecia alguém diferente. Por essa dificuldade de achar jogadores, a gente resolveu divulgar nas redes sociais, mas para isso pedimos autorização do shopping, até porque a gente vive em um período complicado de pandemia”, relata.
Com a parceria, o Shopping Bosque dos Ipês disponibiliza aos enxadristas amadores e profissionais uma área reservada da praça de alimentação para a prática da atividade.
Os encontros ocorrem todos os sábados, das 15h às 19h. “O objetivo do projeto é incentivar a prática do xadrez. É totalmente gratuito e todos os materiais são disponibilizados pelo clube, como tabuleiros e relógios marcadores de tempo”, comenta o organizador.
Além disso, a intenção de Fábio é estimular as pessoas a participarem do clube de xadrez, atendendo aos mais variados públicos, em especial àqueles que estão começando.
“O interesse foi grande. O primeiro sábado teve por volta de umas 30 pessoas. No dia 22 foi mais gente, eu calculo que tenham ido umas 40 pessoas. Para evitar aglomeração, ficam apenas duas pessoas jogando em cada mesa e as outras precisam esperar em outros pontos do shopping”, frisa.
Para conhecer melhor o projeto, acesse as redes sociais do Clube Xadrez Capivara. Instagram:
@xadrezcapivara, Facebook: Xadrez Capivara, Twitter: @CapivaraXadrez ou pelo WhatsApp: (67) 99895-9137.
Com a parceria, o Shopping Bosque dos Ipês disponibiliza aos enxadristas amadores e profissionais uma área reservada da praça de alimentação para a prática da atividade.
Os encontros ocorrem todos os sábados, das 15h às 19h. “O objetivo do projeto é incentivar a prática do xadrez. É totalmente gratuito e todos os materiais são disponibilizados pelo clube, como tabuleiros e relógios marcadores de tempo”, comenta o organizador.
Além disso, a intenção de Fábio é estimular as pessoas a participarem do clube de xadrez, atendendo aos mais variados públicos, em especial àqueles que estão começando.
“O interesse foi grande. O primeiro sábado teve por volta de umas 30 pessoas. No dia 22 foi mais gente, eu calculo que tenham ido umas 40 pessoas. Para evitar aglomeração, ficam apenas duas pessoas jogando em cada mesa e as outras precisam esperar em outros pontos do shopping”, frisa.
Para conhecer melhor o projeto, acesse as redes sociais do Clube Xadrez Capivara. Instagram:
@xadrezcapivara, Facebook: Xadrez Capivara, Twitter: @CapivaraXadrez ou pelo WhatsApp: (67) 99895-9137.