Eternos namorados
Dupla comemoração. Flávia Alessandra e Otaviano Costa estampam a capa da primeira edição do Caderno B+, do Correio do Estado, e ainda a de comemoração do Dia dos Namorados. Numa entrevista intimista e exclusiva, os dois, que já estão casados há 15 anos, deixam claro que não existe segredo para uma relação dar certo.
No caso deles, prevaleceu amor, admiração, carinho e gentilezas, e ainda a sabedoria para superar momentos de altos e baixos, comum a qualquer relacionamento.
Um dos casais mais queridos da televisão brasileira, eles garantem que têm uma relação real, nada idealizada, em que a leveza e a transparência prevalecem no casamento, sem espaço para ruídos ou mal-entendidos.
Para o dia 12 de junho Otaviano garante que vai ter uma surpresa especial, porém, prefere, por enquanto, não dar spoiler, deixando tudo em segredo.
E nós, assim como Flávia Alessandra, ficamos curiosos...
Vocês estão juntos há 15 anos. O que faz a relação dar tão certo? Foi amor à primeira vista?
Flavia: Eu acredito que o que faz dar certo é a nossa vontade de estar junto. Gostamos da companhia um do outro.
A gente tem uma troca muito boa. Não lembro, por exemplo, de dormirmos brigados. A gente não estende as coisas, sabe? Somos um casal real, nada idealizado, mas que se ama (risos).
Foi admiração à primeira vista (risos). Nós nos conhecemos num cruzeiro, estávamos a trabalho e rolou um encantamento logo de cara.
Otaviano: Acho que é muito importante não perder esse clima de namorados, sabe?
Nós temos esse cuidado com o nosso relacionamento, no dia a dia e com pequenos gestos, carinhos e gentilezas um com o outro.
E alimentamos sempre o romance, o nosso momento como casal.
Às vezes, a vida impõe uma rotina corrida e a gente sempre tenta quebrar isso.
E, claro, leveza é sempre bom numa relação.
Digo que nosso casamento foi um “bom humor” à primeira vista.
E difícil conviver com as diferenças? A maturidade ajuda nesse processo de entender, ceder e até dar limites?
Flávia: Conviver é um exercício diário.
E, de verdade, que bom que existem as diferenças porque elas somam.
Às vezes, O Otaviano dá uma opinião diferente da minha e isso me traz outra visão sobre determinado assunto.
E isso é bom. Mas não temos grandes diferenças porque as afinidades precisam ser maiores para um casal.
Altos e baixos existem em qualquer relacionamento. Qual é a forma ideal para encarar essas oscilações que fazem parte da vida?
Otaviano: Isso é normal em qualquer relação.
Somos um casal que enfrenta desafios pessoais e profissionais, que precisam ser “temperados” com uma dose de sabedoria para que tudo se resolva da melhor maneira possível, e isso sem comprometer o nosso relacionamento.
É preciso dialogar, trocar, escutar, aprender, respeitar... Eu e Flávia não gostamos muito de ‘DR’, mas a gente, por exemplo, não deixa nenhum mal-entendido crescer e gerar ruído.
O lema é: “Bora resolver isso!”. Somos um casal que inspira outros casais, mas acima de tudo, vivemos os mesmos desafios de toda vida a dois.
O que mais admira no Otaviano?
Flávia: Ele é um grande comunicador, um cara muito criativo e bem-humorado.
Eu admiro muito isso nele.
E também o fato de ser um grande companheiro, um parceiro que divide a vida comigo, um paizão e um filho muito amoroso...
E você: o que mais lhe surpreende na Flávia?
Otaviano: Eu a admiro como mulher, na sua maneira mais completa.
Às vezes, eu me pego olhando para ela pensando: “que mulher bonita” (risos).
Mas a admiração cresce ainda mais quando a vejo como mãe das nossas filhas (Giulia e Olívia), a atriz talentosa e a mulher forte empreendedora que é.
A Flávia é um mulherão mesmo!
Em casa quem comanda com maestria o mundo do forno e fogão?
Flávia: Sou eu! Adoro cozinhar, mas ele costuma ficar na cozinha ao meu lado conversando, enquanto eu preparo alguma coisa.
Hoje, aos 47 anos, diverte-se mais com a vida e se cobra menos?
Flávia: Eu tenho que levar a vida com leveza. Lá em casa, somos leves, somos da brincadeira e do riso... Ao mesmo tempo, sigo sendo exigente comigo em relação ao trabalho e aos negócios. Mas sei separar bem isso.
Sente-se orgulhosa com a trajetória trilhada até aqui? Mudaria algo?
Flávia: Eu tenho orgulho sim. Gosto muito das escolhas que fiz. Não mudaria nada. Sou tão grata pelas minhas conquistas profissionais e pessoais. Só tenho mesmo é que agradecer.
Você, Giulia e Olívia, além de mãe e filhas, são amigas. A maternidade mudou a sua vida, não?
Flávia: Eu amo ser mãe. É algo que me realiza. As prioridades mudam completamente. Você deixa de pensar somente em você e canaliza energia, amor e atenção a outro ser.
E isso de uma forma imensurável.
Eu sou muito mais feliz por causa delas. As coisas que eu faço são pensando nelas, na nossa família.
É claro que ainda tenho sonhos e desejos, mas a família tem uma proporção gigante. Eu me realizo com eles.
Você está no ar na reta final de “Salve-se Quem Puder”. O que o público pode esperar dos momentos finais do folhetim?
Nós temos muita história até o fim. O público ainda vai se surpreender com muita coisa que vai acontecer.
A cena da revelação de Luna (Juliana Paiva) contando que é filha de Helena promete.
O próprio Daniel Ortiz (autor) disse que é uma das mais emocionantes da trama.
E eu concordo. Imagina para uma mãe que pensou que a filha estivesse morta, descobrir que ela está viva? Podem separar o lencinho.
Vocês vão preparar algo especial para a comemoração do Dia dos Namorados?
Otaviano: Ah, sempre gosto de inventar uma surpresa. Mas isso é segredo...