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Uma estreia com um toque de poesia...

Nessa nova coluna - ‘Histórias de Nós’, vou compartilhar com vocês muitas delas, seremos ‘Nós’.

Denis Felipe

Denis Felipe

11/06/2021 - 05h00

Bom, eu não posso estrear o meu novo espaço aqui no Correio B+ sem uma breve apresentação. 

Meu nome é Flavia Viana, tenho 43 anos (dizem que não pareço), sou apaixonada por comunicação, por ballet (voltei a dançar faz 13 anos), pelos animais e pela vida. 

Ah! E eu adoro contar histórias, inclusive as minhas.

Nessa nova coluna - ‘Histórias de Nós’, vou compartilhar com vocês muitas delas, seremos ‘Nós’. 

O meu objetivo aqui é que tudo seja real, inspirador e que você possa se identificar, refletir e se perguntar, afinal de contas, passamos por muitas situações na vida da gente o tempo todo, e que facilmente poderiam virar um episódio (ou vários) de séries como Modern Love, Sexy And The City ou Os Homens são de Marte e é Pra Lá que Eu Vou, da querida atriz Mônica Martelli, não é mesmo?

Confesso que essas três citações são minhas maiores inspirações para estar aqui com vocês a partir de hoje.

 

Eu sempre gostei de ler, assistir filmes e séries ao ponto de ir a uma locadora de vídeo e sair de lá com 10 fitas VHS. Sério! Via tudo em um final de semana. 

Na verdade, desde muito nova eu queria transformar momentos da minha vida em filmes e séries que eu amava assistir repetidamente, tipo, Dirty Dancing, Grease, os seriados Felicity, Dawson’s Creek (Amo a Katie Holmes), e tantos outros nessa mesma linha...

Eu me identificava mesmo!

Então hoje, além da minha breve apresentação, de citar algumas das minhas inspirações e falar de filmes e séries que eu adorava assistir na minha adolescência, eu quero estrear o meu novo espaço com um pouco de poesia, até porque, é dia dos namorados, então eu vou aproveitar esse momento e dividir com vocês uma história muito especial que aconteceu comigo recentemente.

 

Há pouco tempo eu conheci um poeta. 

É até engraçado, porque quando você pensa em um poeta o que vem à cabeça da gente é no mínimo um senhor de idade, de cabelos brancos, usando óculos de grau redondinho, podendo acrescentar nessa composição aí um chapéu marrom. Certo?

No meu caso, errado!

O poeta que eu conheci é alto, moreno, inteligente, bonito, tem uma voz linda, nadador, aliás, um super atleta, com o abdômen definido, um cara do mar que na realidade é a sua grande inspiração. 

Além de todos esses adjetivos, ele é romântico, claro, ele é um poeta, doce, mas vamos chamá-lo por aqui de poeta do mar.

Quando eu o conheci, apesar de eu não ser romântica (ele odeia quando eu afirmo isso) o nosso papo fluiu, sincronizou e se encaixou, desde o primeiro momento. 

Senti que quando você se permite conhecer a poesia ela envolve você, acredite, e eu acho que nos permitirmos e nos deixarmos levar.

Não imaginava que em tão pouco tempo eu poderia aprender tanto com alguém, até porque a vida ensina através de nossas escolhas também e de personagens que passam por ela, mas que também podem permanecer em nosso caminho.

Depois de algumas semanas em contato diário com o nosso poeta do mar, marcamos um encontro. Mas não foi um simples encontro, até porque ele mora em outro estado, então tudo se tornou ainda mais especial e muito esperado.

Fiquei encantada com a sensibilidade e a forma que ele tinha de enxergar e fazer tudo.

Não é fácil visualizar coisas boas em meio ao caos. Não é fácil escrever coisas doces em meio ao seu caos também. Pois é, mas ele é assim... Doce.

Planejamos tudo, e cada um de um lado roteirizando o seu filme com a sua trilha sonora.

 

Todos os dias eu passei a ter o privilégio de aprender sobre a sua poesia, ele abriu a porta e eu entrei.

Os dias se passaram e nas lacunas da nossa distância física ele tomou algumas decisões, deu alguns passos e chegou até aqui, por nós dois.

Imagino que queira saber como foi, não é?

Então! Pensem em algo bagunçado e desencontrado, foi assim o nosso primeiro e único encontro fisicamente.

Mas depois que ele foi embora eu percebi algo importante...

A minha falta de sensibilidade e principalmente de dedicação para aquele momento tão esperado, porque eu me acomodei na segurança que ele sempre me deu, achei que ele tivesse que fazer tudo. 

E olha, não é fácil admitir algo assim, nem enxergar. 

É mais fácil bater de frente e defender a nossa razão. É automático!

Percebi a mágoa que causei e bons momentos que desperdicei por um julgamento feito de atitudes e diferenças que poderiam ser contornadas de forma leve e sincera como a personalidade dele.

 

No final, o nosso poeta do mar, que hoje poderia ser ‘meu’ poeta foi embora sem de fato saber quem eu sou verdadeiramente. 

Quem ele realmente conheceu.

Na verdade, eu me senti naquele filme que eu amo que passa sempre na sessão da tarde, ‘Como Perder um Homem em 10 Dias’, com a Kate Hudson e o maravilhoso Matthew McConaughey? A diferença é que eu perdi em três.

Então, no dia dos namorados eu escolhi compartilhar com vocês um pouco dessa história, para deixar uma reflexão...

Antes de julgar, conviva, observe e sinta...

Sejam mais tolerantes, aprendam a ficar em silêncio quando ele for solicitado, e valorize o que de fato tem importância.

Com ele (o poeta do mar), eu entendi que as diferenças podem aproximar, ensinar e que as coisas boas podem vir disfarçadas de desafio.

Que não precisamos falar tudo na mesma hora, algumas coisas podem se transformar no dia seguinte se você não se precipitar.

Não escolham ter a certeza de um sentimento somente quando o perdeu.

Eu sinto falta dele, dia sim e outro também...

Hoje, eu gostaria que o mar trouxesse o nosso poeta de volta, eu apenas não sei se ele iria querer nadar novamente na minha direção...

“Não precisa estar certo. Ou escolher um lado. Mas de querer estar perto

De estar nos planos de Um amor simples e não complicado.

Apenas amar e ser amado”. Um pouco dele...

 

 

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