No imaginário popular, Diana redefiniu o que é ser uma princesa.
Autentica e carinhosa, mesmo em tempos em que se era esperado que as pessoas sobrevivessem às suas atribulações em silêncio, ela se recusou a seguir as regras.
Falou de depressão pós-parto, de ansiedade, distúrbios alimentares, traumas da separação dos pais, a expectativa de formar uma família e outros assuntos considerados tabu nos anos 80.
Mas, o tópico que até hoje gera maior empatia é o de Diana, a mulher traída.
Como se dizia na época (e se aplica até hoje): o mundo todo se apaixonou por Diana, menos o príncipe Charles.
Se Diana, linda, famosa e adorada era uma mulher traída, o que as “meras mortais” poderiam esperar? A pergunta, por si só, já seria suficiente para que ganhasse apoio popular, porém foi além.
Como Diana não aceitou a situação em silêncio, e mais do que isso, se revoltou quando aludiram que seria “sua culpa” o fato de que o marido não a queria, a Monarquia britânica jamais será a mesma.
Diana abriu o jogo e falou tudo e a história não pode ser contada sem a sua versão para os fatos.
Conhecemos o drama, que é perfeito para um filme, não é? Exceto que Hollywood não acertou até hoje.
Depois de ter fracassado com Diana, estrelado por Naomi Watts, há no momento um longa (já em edição), a ser estrelado por Kirsten Stewart.
Isso mesmo, você não leu errado.
A atriz de Crespúsculo é a estrela de Spencer, que será dirigido pelo talentoso Pablo Larraín.
O diretor assinou Jackie, portanto é conhecido por sua sensibilidade e experiência com biografias.
Natalie Portman chegou a ser indicada ao Oscar, no final das contas.
A trama de Spencer é basicamente a mesma da próxima temporada de The Crown, que é justamente a “virada” de Diana para conseguir o divórcio e compartilhar a verdade sobre seu casamento.
A série da Netflix tem um mérito incrível de ser até agora a única a acertar na narrativa da trajetória da princesa, com uma mais do que perfeita Emma Corrin no papel na última temporada.
Para gerações que ainda não conheciam Diana, foi uma grande oportunidade de revisar a história e entender tudo o que ainda rola atrás das paredes dos palácios britânicos.
Se estivesse viva, Diana completaria 60 anos em 2021. Hoje é dia de maratonar a 4ª temporada de The Crown, para matar as saudades da princesa que é a rainha dos nossos corações.