Anteriormente um programa que possibilitava o intercâmbio entre Brasil e Estados Unidos, o Jovens Embaixadores precisou se adaptar para a nova realidade imposta pela pandemia do coronavírus.
No formato on-line, a experiência precisou ser repensada e inovada. Em vez da viagem e dos estudos no exterior, os jovens estão participando de cursos e reuniões a distância.
O programa está em andamento entre 14 de junho e 13 de agosto deste ano, com jovens embaixadores brasileiros e americanos.
São atividades e oficinas sobre liderança, cultura e comunicação, cidadania digital, mudança social em sua comunidade e em nível global e para compartilhar, sempre virtualmente, um pouco de sua história e cultura por meio de suas famílias e comunidades.
Em Mato Grosso do Sul, dois jovens foram selecionados, João Pedro Haufes e João Victor Vasconcelos Cunha Ferreira.
“Primeiramente, eu acho que o processo para se tornar um jovem embaixador é bem complicado”, confessa João Pedro Haufes.
Estudante do último ano do Ensino Médio técnico do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), Haufes explica que o processo seletivo tem sete etapas.
“As principais etapas desse processo foram o envio de documentação e algumas perguntinhas básicas sobre autoconhecimento, como o que você quer fazer no futuro e o que o programa agregaria na sua trajetória de vida", conta.
"Depois teve uma prova escrita, também de cunho pessoal, para entrar em contato e saber um pouco mais sobre a nossa habilidade de escrita na língua inglesa e conhecer um pouco mais sobre a nossa história”, completa.
Posteriormente, João Pedro ainda teve de encarar uma entrevista com os próprios embaixadores. “Depois a gente foi para as entrevistas, realizadas pela Embaixada dos Estados Unidos. Fomos entrevistados por embaixadores, então eu estava bem nervoso, para falar a verdade”, ri.
Os estudantes realizam durante o programa atividades complementares, com o objetivo de consolidar o conhecimento adquirido por meio do intercâmbio de experiências.
De acordo com a embaixada, serão propostas atividades que visam estimular o processo criativo e inovador dos participantes, contando com missões, desafios e projetos criativos “mão na massa”.
“Tivemos várias atividades sobre autoconhecimento e troca de experiências culturais com jovens embaixadores de outros países. É interessante, porque o programa está acontecendo em conjunto com outros jovens embaixadores pelo mundo", diz.
"Está sendo muito legal, estamos no começo do programa ainda, mas já deu para agregar bastante à minha experiência de vida, não só como um jovem protagonista, mas para entender melhor e me tornar um cidadão global”, acredita.
Programa
Desde 2003, 667 jovens brasileiros já participaram do programa, que tem como parceiros o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), as secretarias estaduais de Educação, a rede de centros binacionais Brasil-Estados Unidos, além de empresas e a Associação de ex-Bolsistas de Programas do Governo Americano (Usbea).
Atualmente, o programa Jovens Embaixadores é realizado em todos os países do continente americano e conta, ainda, com um programa inverso para jovens norte-americanos representarem os EUA na América Latina. Em razão da pandemia de Covid-19 que atingiu o mundo no último ano, em 2021 o programa ocorre de forma virtual.