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CULTURA

Reforma do Centro Cultural José Octávio Guizzo deve ser iniciada no fim deste ano

O teatro, que está localizado dentro do Centro Cultural José Octávio Guizzo, faz parte das obras de intervenção anunciadas pelo governo do Estado

Fechado desde 2016, o Teatro Aracy Balabanian – que integra o Centro Cultural José Octávio Guizzo – deve ganhar uma reforma completa, com início previsto para dezembro deste ano ou janeiro de 2022, segundo informações da Gerência de Patrimônio Cultural da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS).  

O teatro, que está localizado dentro do Centro Cultural José Octávio Guizzo, faz parte das obras de intervenção anunciadas pelo governo do Estado para o local, no valor de R$ 5,5 milhões. “O projeto está sendo finalizado para ir a licitação. 

Ele não está totalmente finalizado porque estamos fazendo alguns ajustes para algumas alterações nele. Por enquanto, estamos na fase de projeto e adequação de planilha”, afirma a arquiteta Claudia Lá Picirelli de Arruda Carlana, da Gerência de Patrimônio Cultural da Fundação de Cultura.  

Por enquanto, entre as mudanças que estão confirmadas estão a alteração na cor da fachada e do paisagismo do Centro Cultural, assim como a reforma das galerias e salas multiúso. 

A revitalização também vai incluir a parte elétrica, hidráulica, iluminação e algumas intervenções na estrutura do Teatro Aracy Balabanian. 

“O teatro será todo reformado. O projeto cenotécnico e acústico, a sonorização, tudo novo. Vamos trocar as poltronas, [partes] elétricas, os banheiros serão reformados. Os camarins serão ampliados, então o que existia não vai mais existir”, pontua. Outro destaque ressaltado por Claudia é a adequação de acessibilidade no teatro e no Centro Cultural.  

A expectativa é de que a obra saia do papel entre dezembro deste ano e janeiro de 2022.  

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Importância

Localizado dentro do Centro Cultural José Octávio Guizzo, o Teatro Aracy Balabanian é um dos principais espaços culturais da cidade e faz falta para os grupos artísticos, que carecem de locais adequados para apresentações.  

A intervenção foi anunciada como parte das obras que envolvem o Centro Cultural e o pacote lançado pelo governo do Estado, que prevê R$ 18,6 milhões em reformas de locais que fazem parte do patrimônio cultural de Mato Grosso do Sul. 

Este investimento trata-se de mais uma medida do programa Retomada MS, que visa ajudar os setores que mais foram atingidos durante a pandemia.

O Teatro Aracy Balabanian está fechado para reforma desde 2016. O local, que fica na Rua 26 de Agosto, nº 453, na região central da Capital, já havia sido fechado em 2011 para manutenções, porém, as reclamações da classe artística indicavam que o espaço precisava de um cuidado maior.

Em outubro de 2020, a Fundação de Cultura divulgou o resultado da licitação para contratação de empresa que elaborou o projeto arquitetônico de restauração e ampliação do Centro Cultural José Octávio Guizzo e do Teatro Aracy Balabanian. Com valor total de R$ 244.412,82, a empresa Ilume Arquitetura Eirelli-EPP venceu a licitação.

Casa do artesão

Outro ponto importante para a cultura de Mato Grosso do Sul, a Casa do Artesão também será reformada. A previsão é de que a licitação para contratação de empresa que fará a revitalização seja lançada em agosto deste ano, segundo a Gerência de Patrimônio Cultural da Fundação de Cultura.  

A Casa do Artesão terá recursos no valor de R$ 2,2 milhões, para serem utilizados na reforma completa do prédio.

O projeto foi licitado, e a vencedora e responsável é a Restaura Arquitetura. A tradicional sede, principal centro de comercialização do artesanato produzido no Estado, recebeu a última revitalização e restauro em fevereiro de 2002. 

Para o prédio anexo, foi proposto um pequeno café na área externa do pavimento térreo, que também contemplará um pequeno jardim contemplativo, com um jardim vertical e um pergolado para proteger de intempéries.

A reforma vai incluir também a readequação dos espaços para melhor fruição e uso, com copa para funcionários, estoque, almoxarifado e lavanderia separados. 

A cobertura do anexo deverá ter todas as telhas francesas removidas para reúso no telhado principal, e a estrutura de madeira do telhado deve permanecer para receber novas telhas com baixa condutividade térmica. 

Além disso, o prédio terá laje para abrigar as máquinas de ar-condicionado, que não podem estar aparentes em decorrência da poluição visual no patrimônio histórico.

A Casa do Artesão foi construída entre 1918 e 1923, sob as ordens de Francisco Cetraro e Pasquele Cândida, com projeto do engenheiro Camillo Boni. Foi a primeira sede do Banco do Brasil (cujo cofre é uma das atrações do local), comércio e autarquia pública.

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