Por Flávia Viana
Bom, essa semana a minha coluna tem como objetivo fazer todas vocês se questionarem e refletirem junto comigo, sim comigo, não sou diferente de ninguém, e eu acredito que isso seja sempre muito positivo.
Não interessa o momento que estamos vivendo em nossas vidas, é sempre muito bom!
Li tantas coisas nos últimos dias que me fizeram pensar...
Bora conversar...
Vocês viram como a cantora Gretchen foi bombardeada pela imprensa e em suas redes sociais?
Ouvi também a crônica falada da jornalista Patricia Parenza dessa semana e acompanho diariamente a jornalista Cynthia Grainer de quem sou uma grande fã desde o começo dos anos 2000. São só alguns exemplos tá?
Cheguei à conclusão de algo que é automático em todas nós: a crítica e a falta de apoio entre nós mulheres. E aí me perguntei: porquê?
Quem aí saberia me responder?
Adorei o recado que a cantora Gretchen deixou gravado em suas redes sociais.
Nele, ela diz o quanto está feliz e que se ela está parecendo uma outra pessoa por causa de seus procedimentos estéticos e cirurgias plásticas é uma escolha dela.
Gratchen afirma que graças a Deus está parecendo outra pessoa, porque ela se gosta e se ama assim e que o marido dá o maior apoio também.
A jornalista Patricia Parenza de 50 anos (que eu adoro), fala abertamente e maravilhosamente que nós precisamos nos apoiar mais, deixar de lado tantas críticas e também que devemos nos elogiar mais.
E, qual é o problema de levantarmos e elogiarmos outras mulheres?
Ela assume que quando era jovem preferia a roda dos homens para conversar do que a das mulheres. E vocês sabem porquê? Ela se achava mais descolada e especial.
“E não é nada disso! Isso é machismo...”, afirma Patricia.
Cynthia Grainer que também é jornalista (vale acompanhar seus posts todos os dias), faz questionamentos importantes no momento em que nós mulheres estamos vivendo.
Ela fala do mercado de trabalho e tudo que envolve o nosso universo. Ela sempre nos faz pensar... É muito interessante!
Quero deixar bem claro que não vim aqui para criticar ninguém.
Vim como sempre dividir com vocês assuntos que permeiam a minha e as nossas vidas em situações cotidianas.
E essa semana não pude fugir desse assunto.
Aí fiquei pensando...
Qual é o problema de elogiarmos outras mulheres? De levantarmos e compartilharmos de coisas boas dentro do nosso universo?
Nem todos sabem, mas eu trabalhei anos da minha vida em revistas masculinas, nas principais do país na verdade, e sempre fui stylist, produzi e coordenei ensaios sensuais lindíssimos com mulheres belíssimas e nunca me senti mal por isso.
Exercemos papéis diferentes, mas somos igualmente importantes e especiais, eu sempre senti e vi dessa forma.
Senão, não teria trabalhado tantos anos nesse segmento.
Então porque temos que ser tão julgadoras e rivais?
Somos todas dignas de respeito.
Então qual a finalidade de não gostarmos de algo e irmos até as redes sociais dessa pessoa criticá-la por suas escolhas? São mulheres como nós, mas muitas vezes com escolhas diferentes.
Estamos em 2021, e somos mulheres muito mais bem resolvidas. Devemos nos apoiar com mais amor, empatia, sabedoria e maturidade.
Somos livres e cada uma pode escolher fazer aquilo que quiser, sem precisar agredir ninguém. Não existe um padrão, as pessoas buscam se sentirem felizes e precisamos respeitar. Vamos viver para agradar ou nos agradar?
Nós mulheres somos incríveis e podemos tudo, acreditem!
Se apoiem, se elogiem e como a Patricia colocou em sua crônica...
Não vamos nos comparar e nem nos sabotar para chamar a atenção de ninguém, inclusive do universo masculino.
Não se deixem humilhar, trair, criticar, que faltem com o respeito e nos exponham, de forma alguma.
Muitas sugestões vêm com um peso de repreender disfarçado de “sugerir”. O que é bom para uma pode não ser a vontade da outra, então prestem atenção! Não interessa se vem de outra mulher ou de um homem.
Que possamos ser mais aliadas e humanas umas com as outras.
Que possamos nos amar acima de tudo e antes de qualquer coisa, e estarmos mais juntas umas das outras. Seja aquela mulher que levanta outras mulheres... Sempre!