Por Ana Claudia Paixão
Em muitas histórias de amor do cinema e da literatura, cartas “perdidas” unem casais improváveis em reviravoltas fascinantes.
A lista de filmes com essa premissa é longa, penso de cara em Uma Carta de Amor, Cartas para Julieta, Mensagem para Você...
Em tempos em que hoje usamos o telefone para mandar mensagens em vez de sentar para escrever cartas ou até mesmo e-mails, essa fonte vai secar em breve.
Uma pena, porque sempre rendeu boas comédias românticas!
Por isso foi uma boa surpresa quando esbarrei com uma produção recente, na Netflix, que junta todo os clichês e ainda assim você torce e curte como se fosse novidade.
A Última Carta de Amor é uma história romântica tradicional que já vimos mil vezes. Uma mulher dos dias atuais, cínica, encontra uma carta perdida em um livro, revelando um romance proibido, e, no processo de buscar o autor, redescobre ela mesma o amor.
A obra saiu do best-seller de mesmo nome de JoJo Moyes, a mesma autora de outro sucesso açucarado, Como eu era antes de você.
Acompanhamos duas histórias, a de 1965, onde o casamento infeliz de Jennifer Stirling (Shailene Woodley) a leva se apaixonar pelo jornalista Anthony O’Hare (Callum Turner), com desfecho trágico.
E, no presente, a repórter Ellie Haworth (Felicity Jones) descobre as cartas de amor dos dois e decide solucionar o mistério, com a ajuda de um arquivista encantador (Nabhaan Rizwan).
A trama é muito parecida com um grande sucesso do início dos anos 2000, Possessão, estrelado por Gwyneth Paltrow e nada fácil de localizar mesmo nos streamings.
Nele, dois pesquisadores descobrem poemas inéditos e um romance proibido entre dois autores lendários.
Ao juntar os pontos, acabam se apaixonando também. Bem parecido com A Última Carta de Amor, que levou 10 anos para ser feito.
Uma das outras qualidades do filme é a reconstituição de época, com linda trilha sonora e figurinos. As boas atuações equilibram a previsibilidade da trama. É para uma sessão da tarde despretensiosa, mas ultra agradável. Para os românticos!