Por Ana Claudia Paixão
Há um certo preconceito em geral com conteúdo “água com açúcar”, muitas vezes chamado de “conteúdo de mulher” como se fosse algo menor ou com menos mérito.
Assuntos densos, violentos ou até fantasiosos têm menos preconceito.
Eu sou um trator consumista de conteúdo e não tenho problema com quase nenhum gênero (curto com menor entusiasmo filmes de “terror”), portanto sempre me incomodou um pouco que, quando gostava de algo “fofo”, sentia um forte julgamento na minha direção.
Ora, mas não tem momento para tudo?
Um bom conteúdo que defenda positividade e até sim – meu Deus! – final “feliz”, tem seu lugar e mérito. Não precisamos sofrer e chorar para achar que uma história de amor foi bem contada! (Lembrando que amo um amor infeliz também!)
Com um contexto cada dia mais árduo “lá fora”, não chega a ser surpresa que “aqui dentro” as barreiras tenham sido vencidas e séries e filmes como Ted Lasso (Apple TV) e A Barraca do Beijo (Netflix) estejam bombando e liderando os mais comentados e assistidos.
É deles que vou falar um pouco com vocês hoje.
Primeiro, Ted Lasso. Eu sei que está ficando complicado lidar com tantas assinaturas, mas se você quer estar por dentro da nova febre tipo “Fleabag” tem que assistir.
É a série mais comentada e adorada do momento porque é leve, é divertida, tem drama mas é 100% pela positividade.
Ted Lasso é o técnico americano que acredita nas pessoas, acredita nos pequenos gestos, acredita na vitória e acredita na felicidade, mesmo com seu próprio coração partido.
A segunda temporada estreou há duas semanas, está ainda tentando se encontrar agora como um fenômeno, mas cada episódio te deixa com um sorriso no rosto.
E precisamos de muitos motivos para voltar a sorrir.
Foi buscando sorrisos que corri para ver o capítulo final da história de Elle Evans, personagem de Joey King na trilogia A Barraca do Beijo.
O primeiro longa, de 2018, foi um estrondoso sucesso mundial, levou para a continuação em 2020 e, na onda da pandemia, esticaram para uma corrida produção em 2021.
Minha sinceridade impede de elogiar plenamente o terceiro filme, o mais fraco de todos por parar no tempo e insistir na fórmula mais uma vez.
Filmes de adolescentes é um escapismo só, especialmente com tantas referências dos anos 1980s, mas ficou aquém das expectativas.
Ainda assim, A Barraca do Beijo 3 também é para deixar o astral para cima. Xô sexta-feira 13! Aqui a gente acredita!