Por Flavia Viana
Bom, eu acredito que o título da coluna de hoje possa causar um pouco de estranheza em vocês.
Justamente porque quando falamos em “troféu” (nesse sentido) nos referimos muito as mulheres não é mesmo? Pois é! Mas hoje eu vou falar da situação contrária.
Como de costume, vamos conversar um pouco...
Bom, já vivi muitas situações (eu sempre vivo né gente?), que é inevitável não parar para refletir, é importante fazermos sempre isso!
E dessa vez, para vocês entrarem em cena comigo, vou compartilhar a história de uma amiga minha com vocês brevemente...
Já faz algum tempo (hoje ela está incrivelmente maravilhosa), uma amiga minha namorou um cara que até casamento marcou com ela.
Gritou aos sete ventos e cantos do planeta que a amava e só faltou colocar uma faixa na entrada da cidade para dizer que estavam namorando. Isso tudo lá em São Paulo.
Em todos os momentos, ele dizia que queria uma vida nova, se libertar de tanta infelicidade, de inúmeras traições que cometeu, tentativas de se separar e que não aguentava mais fingir.
Ele sempre dizia que jamais imaginava que poderia viver o que estava vivendo com ela.
Vocês conhecem aquela expressão, “pinto no lixo”? Era ele de tão feliz! Chegaram a morar juntos por um tempo breve...
Conseguiram entrar na cena? Então venham...
Pois é... Eu converso todos os dias com a minha melhor amiga e sempre falamos de mulheres que possuem atitudes que não nos representam como mulheres, porque de fato, se colocando no lugar de algumas delas é impossível acreditar que após tanto desrespeito e humilhação alguém consiga confiar e se submeter a algumas situações porque se separam e voltam o tempo todo com homens assim, além de viverem de migalhas e do sentimento de culpa deles (ele se separou dela e voltou com a ex-mulher).
É impossível acreditar que as mulheres possam realmente pensar que exista algo sincero em uma situação como essa, porque é o que eu sempre falo: culpa não é amor e esse tipo de atitude também não.
No caso dela (minha amiga), um livramento, claro! Mas essa história que acabei de compartilhar de uma maneira resumida com vocês, fala muito de temas diferentes que já abordamos por aqui, entre eles o recomeço, o amor próprio, a dependência emocional e a falta de responsabilidade afetiva.
Às vezes eu paro e penso que em pleno ano de 2021, não é possível que as mulheres não achem que possam se amar mais e se respeitarem acima de tudo.
Aí vem o título da coluna de hoje: Não, eles não são troféus! Mulhereda, não são!
A moral da história, é que precisamos entender que somos sim capazes de seguir.
Já falei por aqui (e vou falar de novo), que as mulheres devem apoiar mais umas às outras, estarem mais unidas e que em hipótese alguma devem achar que exista uma competição entre elas, porque isso não existe e não deve existir jamais...
Que possamos viver a felicidade baseada no respeito, no amor e na reciprocidade.
Temos que nos amar, nos apoiar e sermos a nossa melhor companhia, sempre!
Eles não são troféus, e nós merecemos sempre mais, inclusive a paz que homens assim jamais irão nos proporcionar porque não mudam, e se precisarem, fingirão a vida inteira, seja em seus pensamentos e também pelas suas costas.
Quero fechar o texto com uma fala da maravilhosa atriz Kate Winslet quando ganhou o prêmio de melhor atriz ontem no Emmy:
“Eu quero reconhecer as indicadas nessa categoria comigo. Nessa década em que as mulheres devem apoiar umas às outras: Eu te apoio, eu te saúdo e eu tenho orgulho de vocês”.