E uma das semanas de moda mais importantes do mundo, a Paris Fashion Week voltou presencialmente após a pandemia para a felicidade dos fashionistas.
O evento vai contar com a apresentação de 30 marcas ao longo dos dias, e um dos destaques foi a gigante DIOR que tem direção criativa de Maria Grazia Chiuri.
Maria mudou a rota da marca radicalmente, apresentando uma coleção lúdica, gráfica e colorida.
A ideia é também promover o bem-estar, uma nova moda com transformações e propósitos no pós pandemia com cores fortes e modelagens que nos abrace e proporcionem conforto.
"Há uma mudança em como nos sentimos, todos nos vemos mais vulneráveis, e cada um responde à sua maneira, alguns querem se isolar e outros vivem intensamente. Para mim, você tem que viver todos os dias", explicou a estilista Maria Grazia à AFP.
A inspiração no ex-diretor criativo da Dior teve como destaque a coleção de 1961, chamada Slim Look, em que Marc Bohan se inspirou nos anos de 1920 para tirar os excessos de tecidos e exageros da moda.
A silhueta reta também foi marcante nos anos 1960.
Na época, a linha foi descrita pela imprensa de moda da seguinte forma:
"Muda completamente a moda, assim como o New Look em 1947″.
O New Look foi lançado pelo próprio Christian Dior no pós-guerra, trazendo silhuetas amplas nas saias e dorsos ajustados, imagem que marcou os anos 1950.
Na passarela cores vivas, inspirações esportivas, minissaias, vestidos trapézios, laços, casacos e jaquetas. Os vestidos com bolsos e estruturados e tecidos técnicos como o neopreme.
"A coleção nasceu da necessidade de mostrar até que ponto a moda é um jogo com aspectos lúdicos muito importantes, mas também educativos", destaca Maria Grazia.
A cenografia do desfile, desenhada pela italiana Anna Paparatti, figura da cena romana dos anos 60, acompanhou a sensação do inesperado, assim como a coleção, entre o “jogo do absurdo” e a performance.
As modelos desfilaram ao som da música eletrônica do grupo italiano Il Quadro di Troisi, em um palco que girava em torno de uma enorme plataforma circular e escalonada como algo saído de um game show.
“As pessoas usam a moda como forma de expressão, para brincar, para se representar. No final, a moda é uma grande performance”, finaliza Maria.
Dior, sempre Dior...