Por Denise Neves – Colaboradora direto do RJ
Edição Flávia Viana
Nascida em uma família de pessoas conhecidas da grande mídia, a atriz e estudante de cinema, Giulia Costa está trilhando a sua carreira profissional seguindo os mesmos passos de seus pais, a atriz Flávia Alessandra e o saudoso ator e diretor Marcos Paulo.
A jovem de 21 anos, que já possui passagens marcantes pela TV como atriz de novelas da TV Globo, está cursando o último período da faculdade no curso de Cinema e vive um momento de descobertas na indústria audiovisual, no qual explora o outro lado de um universo que ela já conhecia, mas dessa vez de forma diferente: por detrás das câmeras.
Por ser filha de quem é, inevitavelmente Giulia Costa acaba tendo a sua imagem atrelada à da sua família, no entanto, a atriz afirma não se incomodar com isso.
“Como eu cresci nesse meio, eu fui me acostumando. A minha mãe lida com isso de uma forma muito saudável e acredito que ela conseguiu passar isso para mim também”, explica.
Ainda sobre sua mãe, a jovem estudante de Cinema conta que gostaria de algum dia dirigir um projeto no qual a atriz Flávia Alessandra fizesse parte do elenco.
“Seria muito divertido. Minha mãe é maravilhosa, uma pessoa que eu sou fã. No dia que eu tiver experiência e conhecimento, e estiver apta, com certeza gostaria de fazer algo dirigindo ela”, afirma.
Além de se dedicar aos estudos, Giulia aproveita o seu tempo praticando exercícios físicos e também possui uma alimentação saudável.
A jovem, que é vegetariana, adota na prática o seu discurso em defesa das causas socioambientais fazendo da sustentabilidade o seu estilo de vida nos mais diversos aspectos.
E busca, inclusive, influenciar os seus seguidores em causas sociais defendidas por ela nas redes.
“A gente que tem voz, tem que usar mesmo para conscientizar”, diz a atriz e ativista, que apoia um projeto do Greenpeace chamado Proteja Os Oceanos.
“Eu tenho uma ligação muito forte com o mar. A gente vê muito lixo nas praias, por exemplo, e isso vai acabando com a nossa biodiversidade..."
"Nós vivemos em um ecossistema, então se o mar, o ar e a terra estão desequilibrados, consequentemente, os seres vivos também, que somos nós. Tudo está conectado”, conscientiza ela.
CE: Você é vegetariana, certo? Gostaria que você contasse como foi o processo de mudança na sua alimentação.
GC: “Primeiro, eu parei com a carne vermelha e de uns seis anos para cá, parei com os frutos do mar também. De carne vermelha, eu nunca gostei na verdade, eu comia por pura obrigação, então foi bem fácil.
Frutos do mar é o que eu sinto mais falta. Sei que eu sou muito privilegiada, mas acredito que também tudo seja um processo de adaptação.
No início eu pensava que faltava algo no meu prato, mas depois eu fui me adaptando e entendo várias outras coisas que existem e hoje em dia eu como muito melhor do que quando eu não era vegetariana, porque o prato fica muito mais diversificado.”
Em entrevista exclusiva para o Correio B+ dessa semana, Giulia Costa revelou essas e outras virtudes que nem todos conhecem, mas deveriam...
Sua mãe a atriz Flávia Alessandra e o seu padrasto Otaviano Costa, juntos estrearam a primeira Capa do B+ aqui no Correio do Estado com a gente, e agora é a vez de Giulia. Confira na íntegra a entrevista completa:
CE: Como é a rotina da Giulia fora da TV?
GC: “Eu estudo, acordo, vou para a academia, passeio com os meus cachorros, leio alguma coisa, como uma pessoa normal mesmo (risos).”
CE: E você tem vontade de se tornar vegana?
GC: “Vontade tenho muita, mas eu amo leite condensado (risos). Eu confesso que durante a semana eu como quase nada de origem animal, mas final de semana eu gosto de comer um ovo, uns queijos, um bolo ou brigadeiro etc.”
CE: Como defensora das causas socioambientais, vi que você apoia um projeto do Greenpeace chamado “Proteja Os Oceanos”. Qual a sua relação com esse projeto?
GC: “Há alguns anos, eles chamaram alguns influenciadores que possuem visibilidade para ajudar a chamar mais atenção para a causa. E eu tenho uma ligação muito forte com o mar. A gente vê muito lixo nas praias, por exemplo, e isso vai acabando com a nossa biodiversidade..."
"Nós vivemos em um ecossistema, então se o mar, o ar e a terra estão desequilibrados, consequentemente, os seres vivos também, que somos nós. Tudo está conectado.”
CE: Você atua na linha de frente de outras causas parecidas? Se sim, quais e de que maneira?
GC: “Não. Eu e a minha mãe estamos sempre querendo ajudar no dia a dia mesmo, qualquer projeto que apareça e a gente se identifique, a gente tenta ajudar de alguma forma. Estamos vivendo tempos tão difíceis, não custa a gente assustar.”
CE: Por fazer parte de uma família de celebridades da TV Globo, inevitavelmente as pessoas acabam atrelando a sua carreira profissional a esse fator. Como que você lida com isso? Te incomoda?
GC: “Como eu cresci nesse meio, eu fui me acostumando. A minha mãe lida com isso de uma forma muito saudável e acredito que ela conseguiu passar isso para mim também.”
CE: Para a Giulia Costa, o que a fama tem de bom e de ruim?
GC: “Eu adoro ter a oportunidade de poder influenciar pessoas. Seja na redução de lixo, no consumo de carne, ou em até outras questões voltadas para o machismo, o racismo... Eu gosto de poder usar a minha visibilidade para isso."
"Eu acho que a gente que tem voz tem que usar mesmo para conscientizar. O lado chato é que as pessoas pensam que por você ser uma pessoa pública, elas podem falar tudo, se meter em tudo etc.”
CE: Se a Giulia pudesse ter um superpoder, qual seria?
GC: “Voar.”
CE: Tem algo na personalidade da Giulia que as pessoas não sabem e você gostaria de revelar?
GC: “Não sei, eu sou tão verdadeira. Óbvio que a gente acaba mostrando o lado bom (risos). Eu sou uma pessoa que tem o pavio muito curto, puxei ao meu pai.”
CE: Você, que já possui experiência interpretando papéis na TV, e agora está cursando Cinema... Como tem sido a experiência de explorar outras vertentes da indústria audiovisual?
GC: “De uma forma ou outra, a televisão sempre esteve presente na minha vida. Mas por detrás das câmeras, apesar de eu ter acompanhado muito o meu pai, está sendo um mundo novo que está se abrindo. Eu tô muito empolgada, ansiosa, deslumbrada, louca para conhecer mais e meter a mão na massa mesmo.”
CE: Você tem vontade de dirigir algum projeto em específico? Qual?
GC: “Tenho muita vontade de fazer longas que abordem questões sociais como machismo, lgbtfobia, sustentabilidade, ditadura militar etc. Nós vivemos uma das ditaduras mais violentas, por exemplo, e eu acho que para a ditadura não ser rasgada, nós temos que conscientizar as pessoas. E o cinema é uma ferramenta de conscientização e educação. Não é só entretenimento.”
CE: Recentemente, você fez uma participação especial em "Quanto Mais Vida Melhor", que foi gravada em um formato diferente devido a situação da pandemia. Como foi essa experiência?
GC: “Foi muito doido. Como ela foi toda gravada durante a pandemia, a sensação que dava é que estávamos gravando uma série, por exemplo. Porque geralmente as novelas são gravadas simultaneamente enquanto passam na TV, né. Fora o risco de sair algum spoiler (risos).”
CE: Você também atuou no filme O Segredo de Sara. Para você, qual que é a diferença entre atuar em um filme e em uma novela? E o que você prefere?
GC: “É muito diferente. Na novela, normalmente você ter uma construção do personagem, tem os altos e baixos no decorrer do tempo. Já no filme, você grava tudo em um mês, por exemplo. Tudo tem os seus prós e contras, no final eu gosto de tudo.”
CE: Você tem vontade de dirigir algum projeto que contasse com a sua mãe no elenco?
GC: “Claro, seria muito divertido. Minha mãe é maravilhosa, uma pessoa que eu sou fã. No dia que eu tiver experiência e conhecimento, e estiver apta, com certeza gostaria de fazer algo dirigindo ela”.
CE: Agora prestes a encerrar a faculdade de Cinema, você tem algum planejamento acadêmico para o futuro?
GC: “Eu tenho vontade de fazer alguma pós-graduação de algo voltado para direção, talvez fora do Brasil.”
CE: Você já estudou fora do Brasil?
“Não. Sou loucamente apaixonada pelo Rio de Janeiro, pelo Brasil, pelas pessoas, pelo clima, pela minha família. Então, para mim, se algum dia eu for estudar lá fora, será só para ir e voltar.”
CE: E quais são os projetos previstos para 2022? Pode adiantar algo para a gente?
GC: “Por enquanto, o que eu posso falar é só a novela (Quanto Mais Vida Melhor), na qual a minha participação deve ficar para o ano que vem”.