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Musicais com força nos cinemas e plataformas: duas dicas para quem gosta do gênero

Conheça as sugestões para assistir com amigos

Nélida Navarro

17/12/2021 - 06h00

Aos poucos nossas vidas estão voltando à rotina pré-pandemia, mesmo que o vírus ainda nos ronde e a insegurança seja real. 

Muitas áreas (e vidas) foram impactadas com o novo Coronavírus e o Cinema foi uma das principais indústrias que se precisou revisitar conceitos e estratégias. 

Afinal, com o avanço da tecnologia das TVs, foi crescendo o número de pessoas que preferem o conforto de casa e as plataformas de streaming e serviços de VOD vieram para munir de conteúdo esse mercado crescente. 

Com a necessidade de manter distanciamento? O empurrão final foi dado.

Agora, tentando recuperar o hábito das salas de cinema, filmes que estavam sendo guardados estão disponíveis. 

É o caso da revisitação de Amor, Sublime Amor (West Side Story), dirigida por Steven Spielberg, que ficou pronta para chegar aos cinemas em 2020, mas segurou o lançamento até o final de 2021, justamente para pegar as salas de cinema abertas e – claro – estar elegível ao Oscar. 

A parte da premiação parece que vai dar certo, mas as bilheterias demonstraram que o apelo dos cinemas ainda está sentindo a mudança de comportamento. 

Se você não quer se arriscar lá fora, antes do Oscar o filme certamente estará disponível na Disney Plus. 

Mas, se estiver vacinado e tomar os cuidados devidos, sugiro ver no cinema para conferir o espetáculo como imaginado pelo diretor. 

O filme está lindo, atualizado, contextualizado e emociona. O elenco jovem, adequado aos papéis, traz uma dinâmica incrível para o clássico. Lembra quando chamávamos uma obra de “filmaço”? É esse o caso.

Aproveitando se gosta do gênero musical - e quer estar por dentro do que vai aparecer em todas as premiações - tenho outra recomendação: Tick Tick... Boom!, da Netflix. 

Já está disponível há alguns meses e tem uma atuação forte de Andrew Garfield, com chances de ter reconhecimento no Golden Globes (em janeiro) e até no Oscar. 

Andrew interpreta o autor e compositor de musicais, Jonathan Larson , que morreu tragicamente em 1996, aos 35 anos, literalmente na véspera da estreia da peça que viria a ser um fenômeno, Rent. 

Apesar de ter buscado ajuda quando se sentiu mal, os médicos erraram no diagnóstico, apontando para estresse, quando na verdade sofria da Síndrome de Marfan, uma doença genética que atinge o coração, causando a dilatação da aorta. 

Se tivesse sido diagnosticada, havia tempo para uma cirurgia e ele poderia ter sobrevivido. Muito triste. 

O musical, Tick Tick... Boom!  não é o chamamos de uma “biopic”. É biográfico sim, mas é um musical que Jonathan escreveu antes de Rent e que fez algum sucesso na Broadway.

 Como toda obra dele, é como se soubesse que teria pouco tempo e Jonathan levou para os palcos sua luta pela fama, deixando outra pérola criativa, resgatada por Lin-Manuel Miranda (em sua estréia como diretor) e abraçada com fervor por Andrew Garfield. 

Com a perspectiva de uma vida correndo contra o tempo, é emocionante que algumas das canções falem justamente da urgência e imediatismo.

Para quem é Broadway-freak como eu, sabendo que a “canção das 23h”, que é aquela canção de todo musical que marca a virada da personagem e fica na nossa cabeça quando acaba o filme, Come to Your Senses vai emocionar. 

Assim como Rita Moreno cantando Somewhere, em Amor, Sublime Amor (West Side Story). 

Nos aproximando das festas de fim-de-ano, nada melhor do que uma linda canção, não é verdade?

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