Se o tilintar das canções natalinas não combina tanto com um bom pagode, Papai Noel vai poder mostrar que tem samba no pé em pleno 25 de dezembro.
É que o bloco Capivara Blasé não interrompe o calendário de atrações do projeto Esquenta Verão, aos sábados na Casa da Árvore (Avenida da Capital, nº 100), nem no santo dia do nascimento de Cristo.
As noites do esquenta começaram no sábado passado e avançam verão adentro até o dia 5 de março.
Quem comanda a festa amanhã, a partir das 20h, são Dieguinho, Samba Pop e Chokito, com direito a ingresso mais barato e outras promoções, “como presente de Natal para quem vai passar as festas de fim de ano na cidade”, informa a produção do Capivara.
Os ingressos vão custar, no máximo, R$ 35 para quem deixar para comprar na última hora, já na entrada do evento. Na semana passada, saíram por R$ 50.
Quem se antecipar e adquirir via Pix ainda hoje vai pagar apenas R$ 20. Amanhã, antes das 21h, os preços variam de R$ 25 a R$ 30.
“Fazer parte dessa festa é uma honra”, anima-se Chokito. “Vamos ter diversão, alegria e animação para celebrar a vida com os amigos e com muito samba no pé”, promete o artista.
Mais informações pelo WhatsApp (67) 99238-2717 e pelo Instagram @capivarablase.
Se não o “bom velhinho”, quem sabe outro Noel, o Rosa, não marca presença na Casa da Árvore por meio de suas canções.
O compositor carioca, que faleceu em 1937, com apenas 26 anos, é o criador de sambas antológicos, ainda hoje gravados e executados ao vivo, a exemplo de “Com Que Roupa?”, “Feitiço da Vila”, “Conversa de Botequim”, “Fita Amarela”, “Palpite Infeliz”, “São Nossas Coisas” e “Último Desejo”.
HI-TECH
Em cartaz desde o dia 13 no mundo virtual, a quarta edição da M.A.D.I: Mostra de Arte Digital é um prato cheio para quem gosta de processos de criação artística que se desenvolvem em contextos hi-tech, ou seja, tendo como suporte tecnologias como a computação gráfica, a fotografia e o vídeo.
Parceria do Museu da Imagem e do Som (MIS) com o curso de Artes Visuais da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), a mostra destaca, justamente, trabalhos realizados ao longo deste ano por estudantes de graduação da Faculdade de Artes, Letras e Comunicação (Faalc) da UFMS.
Por meio de computadores, smartphones, tablets, óculos de realidade virtual ou qualquer outro dispositivo de interação, a proposta busca estimular a imersão do visitante em ambientes simulados para um mergulho mais engajado na sensibilidade da cultura eletrônica contemporânea a partir da experiência estética.
Para conferir, basta acessar o endereço: bit.ly/madi-2021. Mais informações estão disponíveis nas redes sociais da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul. O passeio virtual na M.A.D.I. é gratuito.
FILME DE ARTISTA
O conceito de “filme de artista” nasce praticamente com a criação do cinema, no fim do século 19, e sua definição pode ser bem elástica.
Mas o que predomina nesse veio tão fértil da chamada sétima arte é a assinatura de criadores com origem ou percurso em outras linguagens, ou ainda a ocorrência de procedimentos emprestados das mais diversas práticas que renovam a constituição da poética audiovisual.
São ideias que vêm, como se disse, desde há muito irrigando o pensar e o fazer artístico e que miram sempre longe, seja na abordagem, nos temas e nos materiais menos comuns ou na distância que buscam manter da adesão ao gosto médio.
Nos anos setenta e meados dos oitenta, o uso das pequenas e ágeis câmeras de Super-8 representou um fio de pólvora capaz de alta voltagem em um ambiente de surpreendente carga criativa que, à sua maneira, permanece a lampejar suas faíscas em diversos pontos do País e do mundo.
Uma parte significativa desse rico percurso, que recua ao pré Super-8 e avança pela expressão da imagem digital, pode ser conhecida na mostra Filmes e Vídeos de Artista na Coleção Itaú Cultural.
Disponibilizada na plataforma Superviz, que pode ser acessada gratuitamente pelo site itaucultural.org.br, a mostra apresenta uma seleção de criações audiovisuais produzidas no Brasil ao longo de cinquenta anos que integram o acervo permanente do Itaú.
Após várias temporadas presenciais, um recorte dessa produção experimental, iniciada nos anos 1970 e que anteriormente pouco tinha sido vista, ganha o formato virtual pela primeira vez.
Além do visionamento e da acessibilidade em Libras para algumas obras, fichas técnicas e depoimentos em áudios ampliam a visita, que, a exemplo da M.A.D.I., pode ser percorrida por navegação em dispositivos digitais.
Sob a curadoria de Roberto Moreira Cruz, os quatro núcleos temáticos são formados por obras de artistas como Anna Bella Geiger, Analivia Cordeiro, Paulo Bruscky, Rubens Gerchman, Sara Ramo, Aline Motta.
Eder Santos, Cao Guimarães, Nelson Leirner, Regina Silveira, Lia Chaia, Thiago Rocha Pitta, Berna Reale, Paulo Nazareth, Rafael França, Rivane e Sergio Neuenschwander. Cada sala virtual é identificada por uma cor.
BABENCO E GAITÁN
Já na plataforma de streaming de cinema brasileiro itaucultural play.com.br, também de acesso gratuito, as novas estreias são os menus dedicados a Hector Babenco (1946-2016) e a Paula Gaitán.
Do diretor argentino radicado no Brasil estão disponíveis: “Lúcio Flávio – O Passageiro da Agonia”, “Pixote – A Lei do Mais Fraco” (1980), “O Beijo da Mulher-Aranha” (1985), “Brincando nos Campos do Senhor” (1991) e “Carandiru” (2003).
Da cineasta colombiana, que costuma dialogar com o filme de artista e que foi casada com Glauber Rocha (1939-1981), podem ser conferidos três longas – “Uaka” (1988), “Diário de Sintra” (2007) e “Noite” (2015) – e mais dois curtas – os episódios 8 e 14 da “Mostra Gemini 8” (2014).
Além de muito estimulantes, são duas experiências bem distintas e fundamentais para qualquer interessado em conhecer a produção nacional e as filmografias de Babenco e de Paula.
O viés biográfico de terem nascido em outros países sul-americanos e construído carreiras em território brasuca aguça ainda mais o olhar. Valem, os dois, a maratona.
CINEMAS DE SHOPPING
Nas telonas das salas de cinema dos shopping centers de Campo Grande, que vão funcionar normalmente todos os dias, conforme horário de programação de cada complexo exibidor.
As opções vão dos blockbusters de franquias longevas – “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” e a estreia “Matrix Resurrections” –, passando pelo desenho animado “Encanto”, nova produção da Disney, que, aliás, a partir deste sábado também estará disponível na plataforma de streaming do estúdio, o Disney+.
No Cinemark (Shopping Campo Grande), além desses três títulos, destaca-se “Casa Gucci”, de Ridley Scott, com Lady Gaga, Jared Leto, Al Pacino, Jeremy Irons e Adam Driver.
O drama é baseado na história real de Patrizia Reggiani, que havia sido casada com Maurizio Gucci, um dos herdeiros da poderosa família italiana que fez fama no mundo da alta-costura.
Acusada de tramar o assassinato do então ex-marido, Patrizia foi condenada a quase 30 anos de prisão.