Como é vestir-se, cantar e dançar igualzinho a Elvis Presley (1935-1977) para uma plateia lotada?
“A sensação é maravilhosa, porque eu escutava Elvis sempre com a caixa de som no ouvido e, de uma maneira humilde e simples, me imaginava sendo ele. Sempre sonhei ser ele e estar como ele em um palco”, responde o cantor Edson Galhardi, de 53 anos, nascido em Iguaraçu (PR) e que há mais de 30 dedica-se a imitar, no palco, o colega ilustre.
Galhardi e o seu Elvis campeão ocupam o Teatro Dom Bosco no dia 23 (domingo), a partir das 19h, com ingressos de R$ 40 a R$ 120.
“Isso começou a acontecer na minha vida depois da adolescência. A sensação de estar em um palco cantando para uma plateia atenta transforma tudo. A plateia demonstra emoção, você vê muitas pessoas chorando felizes, algumas tristes. Tem música do Elvis que marcou momentos tristes. No geral, é um contentamento, tanto meu quanto da plateia”, afirma Galhardi.
PATENTE DE REI
Vencedor do SP Elvis Festival, mais importante concurso de sósias do ídolo realizado na América Latina, que conta com a chancela da Elvis Presley Enterprises, representante oficial do espólio do artista, Galhardi promete um show “honesto, limpo e agradável”, com duração aproximada de 80 minutos.
Ou seja, pelo que se indica, tem tudo para ser uma viagem musical com direito às cores, aos figurinos, aos requebros e ao topete extravagante do cantor celebridade, que, aliás, se vivo fosse, completaria 87 anos no sábado, dia 8.
“Love Me Tender”, “It’s Now or Never”, “Kiss Me Quick”, “Suspicious Mind” e por aí vai, não faltarão motivos e sucessos para os fãs de todas as idades cantarem juntos.
“É um repertório que eu chamo de lado A. O lado B é o fã que conhece e adora. A plateia, não necessariamente. A gente canta músicas que todos possam ter uma familiaridade com essas canções”, diz Edson Galhardi, que se apresenta acompanhado de um sexteto formado por “especialistas” na guitarra, no contrabaixo, na bateria, no piano e nos backing vocals.
O espetáculo é recomendado para maiores de 10 anos, mas, conforme a legislação, crianças de menor idade poderão comparecer desde que acompanhadas dos pais ou responsáveis. Assinantes do Correio do Estado contam com desconto de 50% na aquisição de ingressos.
“O público pode esperar canções lindíssimas. Faço gosto que eles aproveitem, se divirtam. Gosto muito quando eu canto e as pessoas se entregam. Elas deixam os problemas fora do teatro e entram comigo nessa viagem, nesse tributo ao rei do rock. O tributo quem faz, quem canta, sou eu, mas a homenagem não sou só eu. Estamos prestando uma homenagem ao maior astro musical de todos os tempos”, afirma Galhardi, ao telefone, diretamente do Paraná, onde esteve até terça-feira visitando a família.
No momento da ligação, o Elvis brasileiro estava cuidando do carango que o levaria de volta a São Paulo, onde vive.
IMERSÃO TOTAL
Do outro lado da linha, o repórter estremece com o vozeirão do crooner e evita fechar os olhos para não ter uma visão da realeza em pessoa.
Mas Galhardi dá duro para manter-se à imagem e semelhança do ídolo, que, mesmo com a reivindicação dos admiradores de outros pioneiros do rock, jamais perdeu, pelo menos no ambiente do showbiz, o título de rei do gênero.
Já esteve, por exemplo, em Graceland, a icônica mansão do cantor, em Memphis, no estado do Tennessee (EUA).
“Por ser o campeão desse concurso, fiquei 15 dias nos EUA conhecendo tudo que você possa imaginar, desde a cidade em que ele nasceu [Tupelo, no Mississipi, em 8 de janeiro de 1935] à cidade em que ele está sepultado [Memphis], todos os objetos, aviões, carros, joias, roupas. Depois disso, fui novamente algumas vezes”, conta o sósia.
“Há muitos anos venho comprando os meus trajes nos EUA. Tem uma empresa que faz os trajes sob medida e são bordados, por assim dizer, pelo mesmo designer que bordava para Elvis. Um deles, pelo menos, está vivo ainda. São roupas belíssimas, muito próximas das originais, não tem nada mais próximo do original do que isso”, completa Galhardi.
“Não ando de Elvis na rua, mas para o show é feita uma escova no cabelo, uma fixagem, a costeleta é uma prótese alemã, a roupa é americana. É toda uma indumentária voltada para essa imagem do Elvis que a gente tem dos anos 1970, aquela boca de sino com fenda, bem bacana e bem diferente. O Elvis era um artista bem diferente de tudo”, detalha.
A mesmice, de fato, passou longe da trajetória do cantor, que detestava que pisassem em seus sapatos de camurça azul – como diz a letra de “Blue Suede Shoes”, um de seus vários sucessos – e que também brilhou nas telas de cinema, em filmes como “Balada Sangrenta” (1958), “Saudades de Um Pracinha” (1960) ou “Viva Um Pouquinho, Ame Um Pouquinho” (1968).
DESDE CRIANÇA
“Conheci Elvis muito novo, na faixa dos meus 10 anos, e cantarolava as músicas dele. Achava uma figura fascinante. Para mim era um super-herói, assim como Superman ou Batman e Robin. Ele se vestia de uma maneira diferente, com golas altas, boca de sino. Eu achava o máximo aquela coisa toda”, relata Galhardi.
“Depois, eu conheci a voz e juntou tudo, me tornei fanzaço do Elvis. Aos meus 14, 15 anos, comecei a cantar, ou cantarolar, em Maringá (PR). Eu estudava, trabalhava e cantava. Com o tempo, fiz o primeiro show nessa casa onde eu dava uma canja e deu muito mais gente que o esperado. Vivo da música desde então”, finaliza Elvis Presl…, quer dizer, Edson Galhardi.
Figurino importado
As roupas são feitas por uma empresa nos Estados Unidos, sob medida, e a costeleta é uma prótese alemã.
SERVIÇO
Os ingressos podem ser adquiridos pelo site www.pedrosilvapromocoes.com.br e no Comper Jardim dos Estados.
Mais informações pelo WhatsApp: (67) 99296-6565.