Dica da Semana: “Euphoria”
Sem medo de retratar os conflitos da Geração Z de forma explícita, “Euphoria” é o grande sucesso da HBO dos últimos dois anos
Lançada em 2019, “Euphoria” é um dos seriados originais mais bem-sucedidos da HBO dos últimos anos. Com uma abordagem diferenciada sobre o período da adolescência, a série conquistou muitos fãs ao redor do mundo e, também, o reconhecimento dos críticos, principalmente por conta da atuação de Zendaya, protagonista da trama.
Inclusive, com a sua participação em “Euphoria”, a atriz de 24 anos se tornou a pessoa mais jovem a receber o Emmy de “Melhor Atriz em Série Dramática” e fez história na premiação de 2020. Por conta de todo esse sucesso, em janeiro de 2022 a HBO disponibilizou a segunda temporada da série, que já conta com diversas avaliações positivas.
A história de “Euphoria” é centrada em Rue Bennet (Zendaya), uma jovem de 17 anos que, por conta de diversos problemas que passou na infância (como distúrbios mentais e a morte do seu pai de câncer), se torna viciada em drogas. Sem cair na romantização, a série aborda o abuso de substâncias da protagonista de forma brutalmente honesta, o que causa um desconforto intencional.
A primeira temporada começa com a saída de Rue da reabilitação e explora o seu desejo de se manter limpa e se reintegrar na sociedade. Para tal, uma peça chave será Jules, uma menina trans que é nova na cidade.
Além de Rue, a série também irá explorar – ao longo de se suas duas temporadas – os conflitos de vários outros personagens, passando por temáticas que vão desde descobertas de identidade até abuso sexual e racismo. “Euphoria” promete ser um retrato fiel da Geração Z e, por conta disso, não tem medo de trazer temas sérios de forma explícita.
Tal característica agradou muitas pessoas, mas, ao mesmo tempo, fez com que a série se tornasse imprópria para os próprios adolescentes, uma vez que é classificada como recomendada para maiores de 18 anos.
Link para o trailer de “Euphoria”.
Amigas até o fim
A nova produção original da Netflix conta a história de amizade entre Anne Frank e Hannah Goslar durante a Segunda Guerra Mundial
Anne Frank talvez seja uma das mais conhecidas vítimas do antissemitismo nazista que assolou a Europa durante a Segunda Guerra Mundial. Seu diário, que contava o dia-a-dia de uma família judia escondida em um “anexo secreto” na Holanda durante o conflito, foi preservado e o próprio pai da Anne o publicou em 1947, com o título de “O Diário de Anne Frank”.
A obra se tornou um testemunho comovente das atrocidades que foram cometidas na guerra, tendo sido traduzido para mais de 30 idiomas e recebido uma adaptação cinematográfica em 1959. Por mais que Anne não tenha sobrevivido, o seu legado continua sensibilizando gerações por todo mundo e, por conta disso, a Netflix lançou o original “Minha Amiga Anne Frank” no dia 1º de fevereiro.
O longa irá abordar a história pela perspectiva de Hannah Goslar, amiga de infância de Anne e cuja família também havia fugido da Alemanha depois da ascensão de Hitler ao poder.
Por possuírem várias coisas em comum (inclusive a questão de serem judias e todas as ameaças que sofriam), as duas logo desenvolveram uma relação de cumplicidade, que iria ser muito importante. Porém, com a chegada dos alemães à Holanda, as tensões foram se aflorando e as duas famílias se tornaram alvo dos nazistas.
Apesar de Anne ter ficado um bom tempo escondida com sua família, no final, tanto ela quanto Hannah acabaram sendo levadas para os campos de concentração. Coincidentemente foi lá onde as duas se reuniram, já que ambas foram enviadas para Bergen-Belsen, no norte da Alemanha.
Lá, mesmo separadas por um muro, Anne foi capaz de reconhecer a voz de Hannah, que chegou a lhe atirar comida pelo muro (mesmo correndo risco de vida ao fazê-lo). Assim, “O Diário de Anne Frank” é um filme bastante comovente sobre a amizade de duas meninas que, mesmo nos piores momentos, buscam ajudar uma à outra.
Link para o trailer de “Minha Amiga Anne Frank”.
Recomeços
Amazon Prime Video lança nova série sobre Jack Reacher no início de fevereiro
Com 26 livros publicados e dois filmes protagonizados por Tom Cruise, a saga de “Jack Reacher” já conquistou milhares de fãs ao redor do globo.
Por isso, quando a Amazon Prime Video anunciou que lançará uma nova adaptação da história, em formato de série, no dia 4 de fevereiro, houve uma certa estranheza quanto a necessidade desta produção.
Porém, a intitulada “Reacher” busca manter a cronologia dos livros, além de conferir às cenas de ação mais brutalidade e, ao personagem principal, uma maior correspondência à vigorosa descrição física original – uma das principais críticas dos fãs da saga à escolha do franzino Tom Cruise para interpretar o personagem no passado.
Ao longo dos oito episódios que compõem a primeira temporada, são retratados os eventos de “Dinheiro Sujo”, o livro de apresentação de Jack Reacher (interpretado por Alan Ritchson nesta adaptação). Trata-se de um militar recém aposentado que, com mais de 1,90 metro de altura e 106 kg, sempre foi uma presença inconfundível e, de cara, ameaçadora.
Apesar de ter ganho várias condecorações ao longo da carreira, após dar baixa, Reacher vive como andarilho nos Estados Unidos, sem residência fixa ou sequer um telefone, sobrevive da pensão que recebe do Exército.
Porém, tudo muda quando ele chega na pacata cidade Margrave, no estado da Georgia, onde acaba de acontecer o primeiro homicídio em 20 anos.
Imediatamente Reacher se torna o suspeito número um do caso e após algumas testemunhas afirmarem tê-lo visto no dia do assassinato, o ex-militar é levado para cadeia local.
Após descobrirem seu passado, os policiais encarregados do caso estranham a possibilidade de Reacher ter cometido o crime e propõem que ele os ajude nas investigações para, então, conseguir provar sua inocência.
Sem nada a perder, Reacher aceita a proposta e, ao longo das investigações, ele se vê cada vez mais próximo de desbancar uma das maiores operações criminosas do país.
Link para o trailer de “Reacher”.