Claudia Leitte é cantora, compositora, mãe, esposa, empresária... Ela também é sinônimo de alegria, beleza, autenticidade, animação, festa e comemoração.
Tudo isso sem dúvida nenhuma se conecta ao momento do Correio do Estado e a essa Capa (dupla), exclusiva e especial com uma das maiores cantoras da atualidade com enorme reconhecimento internacional.
Essa baiana linda e arretada, praticamente nasceu artista.
Ela subiu ao palco ainda criança, para cantar uma música muito conhecida da década de 80 e 90: Emília a Boneca Gente, trilha sonora do saudoso Sítio do Pica Pau Amarelo.
“A primeira vez que eu subi num palco foi para cantar ´Emília, Emília´, do Sítio do Pica Pau Amarelo e eu tinha, praticamente, a idade de minha filha mais nova hoje, 3 anos de idade”, relembra.
Claudia Leitte cresceu em Salvador (BA). Na adolescência fez sua estreia nos palcos como backing vocal do cantor Nando Borges e depois integrou a Banda Violeta.
Até que, em 2001, Claudia se tornou a vocalista do Babado Novo, que a fez ter visibilidade nacional ao lançar vários hits. Sua entrada na banda
“O Babado foi a minha escola, foi onde os meus primeiros sonhos começaram a se realizar e eu e todos que me cercavam tiveram a plena certeza de que viveríamos da arte de cantar, porque essa é a nossa missão. Foi lindo e sempre me emociono quando paro e penso”, explica a cantora.
Depois de alguns anos na Banda que a consagrou, Claudia só trilhou com muito trabalho e dedicação ainda mais sucessos, conquistando um público fiel e apaixonado por ela e suas músicas contagiantes que também refletem atualmente em quase 24 milhões de seguidores no Instagram.
Ela é realmente um fenômeno!
Em 2008, a cantora iniciou sua carreira solo com o álbum “Claudia Leitte Ao Vivo em Copacabana”, que foi gravado ao vivo na praia de Copacabana (RJ) e reuniu mais de um milhão de pessoas.
O álbum recebeu discos de ouro e platina triplo, além de apresentar novos hits da cantora, como “Exttravasa”, “Beijar Na Boca” e “Pássaros”.
“Nunca vou esquecer que, esperando e pedindo a Deus que tivessem umas 40, 50 mil pessoas em Copacabana, no show de transição, Ele (Deus) mandou 1 milhão. Quem poderia imaginar isso? Sequer sonhar isso?”, se emociona.
Em 2010 lançou o álbum “As Máscaras”, que a fez ser indicada na categoria de “Melhor Álbum Pop Contemporâneo” no Grammy Latino.
No ano seguinte, em 2011, a cantora fez uma performance de “Locomotion Batucada”, televisionada para duas bilhões de pessoas em 190 países durante a final do concurso Miss Universo. No ano de 2012, Claudia lança o álbum “Negalora - Íntimo”.
Já em 2014, o ano começa com mais um sucesso de vendas em seus Blocos do Carnaval de Salvador, que trouxe a Zumba Fitness, da qual é embaixadora no Brasil, como tema.
Seu projeto seguinte homenageou suas raízes do axé music com o DVD “Axemusic”, gravado na Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata (PE), que trouxe hits como “Claudinha Bagunceira”, “Tarraxinha” e “Amor Toda Hora”.
“Todo o reconhecimento vem disso: das conexões, dos encontros. A música certa, a estratégia, o prêmio, tudo nasce de encontros corretos e eu valorizo muito isso. Sem dúvida, minhas maiores conquistas foram alguns - muitos (felizmente!)- encontros, e isso me anima ainda mais para o futuro”, explica a cantora.
No mesmo ano recebeu convite para ser jurada da atração The Voice Brasil, na Rede Globo, onde permanece nos rodízios da emissora há dez temporadas do programa.
Claudia já era fã da atração e fica feliz quando fala sobre ser jurada no Brasil.
“Já conhecia o The Voice. Inclusive, teve um ano em que visitei os estúdios e conheci tudo por lá, inclusive a Shakira, que era técnica na época”, relembra ela.
Ainda em 2014, Claudinha lançou o EP “Sette” e se apresentou na grandiosa abertura da Copa do Mundo FIFA realizada no Brasil, com a música “We Are One” cantada ao lado de Pitbull, Jennifer Lopez.
A faixa é a canção oficial da Copa do Mundo daquele ano, e entoada pela representante brasileira, a fez ganhar destaque na imprensa internacional.
Quando ela relembra do momento desabafa:
São muitos sucessos, produtos licenciados, projetos e momentos marcantes ao longo dessa caminhada de 30 anos.
Quando a pandemia chegou uma difícil adaptação como para a maioria das pessoas, mas agora está tudo bem como Claudinha mesmo diz.
Ficar longe dos palcos foi difícil, mesmo que já tenha retornado ainda não é a mesma coisa.
“Ainda não conseguimos voltar da maneira como antes, mas já foi importante para pegar um pouco de fôlego”, afirma.
Sobre o Carnaval: “Falar sobre isso considerando que estamos há dois anos sem carnaval dói um pouquinho, não vou mentir (risos)”, reflete a cantora.
Na Capa dupla e exclusiva do Correio B+ dessa semana de aniversário do jornal, a cantora Claudia Leite comemora com a gente conversando sobre trajetória, ser mãe, paixão pelo que faz, momentos marcantes e responde pra gente o que é que a baiana tem...
CE - Em que momento você se descobriu artista e cantora?
CL - Desde muito pequena. A primeira vez que eu subi num palco foi para cantar ´Emília, Emília´, do Sítio do Pica Pau Amarelo e eu tinha, praticamente, a idade de minha filha mais nova hoje, três anos de idade.
Desde sempre eu fui tocada pela música até porque eu ouvia os ensaios do Olodum de casa mesmo, no bairro da Saúde, centro histórico de Salvador.
CE - Você ficou conhecida nacionalmente no Babado novo, como foi sua trajetória na Banda?
CL - Foi uma trajetória muito importante e que me trouxe muitas das seguranças que tenho hoje.
Foi de aprendizados muito árduos, mas muito feliz. Imagine só uma menina, no auge dos seus vinte e poucos anos, em meio a uma banda toda de homens...
Tivemos momentos bem complicados, mas sempre nos respeitamos muito! O Babado foi a minha escola, foi onde os meus primeiros sonhos começaram a se realizar e eu e todos que me cercavam tiveram a plena certeza de que viveríamos da arte de cantar, porque essa é a nossa missão.
Foi lindo e sempre me emociono quando paro e penso!
CE - Claudinha, em que momento sentiu que deveria seguir carreira solo?
CL - Foi muito natural! Não aconteceu nada que tivesse me despertado que não daria pra seguir mais daquela forma, por exemplo, vejo como algo que foi fazendo cada vez mais sentido com o tempo. Não foi um grande start, sabe?
Tanto que, quando fizemos essa transição de Babado para carreira solo, minha banda e equipe seguiram comigo.
CE - Como foi essa transição?
CL - Para mim, um turbilhão de emoções. Mesmo! Imagine que eu tinha de 27 para 28 anos e estava em uma banda de reconhecimento nacional e internacional.
É uma decisão e responsabilidade bastante pesada pra carregar com essa idade. Tive momentos de muita insegurança e medo, não vou mentir, mas tive pessoas certas ao meu redor e muita fé.
Nunca vou esquecer que, esperando e pedindo a Deus que tivessem umas 40, 50 mil pessoas em Copacabana, no show de transição, Ele (Deus) mandou 1 milhão.
Quem poderia imaginar isso? Sequer sonhar isso?
CE - Seus álbuns e hits são conhecidos mundialmente, inclusive com indicações e prêmios, homenagens... Como é pra você um caminho de tantas conquistas e reconhecimentos?
É pura gratidão. Muito, por isso, além, obviamente, da minha fé, eu sou uma pessoa muito positiva e otimista.
Eu olho pra trás e, apesar dos pesares, vejo beleza em tudo, sabe?! Mesmo nos momentos mais difíceis.
E quando enxergo as pessoas ao redor, tudo ainda faz mais sentido. Todo o reconhecimento vem disso: das conexões, dos encontros.
A música certa, a estratégia, o prêmio, tudo nasce de encontros corretos e eu valorizo muito isso. Sem dúvida, minhas maiores conquistas foram alguns - muitos (felizmente!)- encontros, e isso me anima ainda mais para o futuro.
CE - Carnaval da Bahia. Trio. Milhares de pessoas. Como é toda a sua preparação para o Carnaval e tanta gente que puxa no trio?
CL - Falar sobre isso considerando que estamos há dois anos sem carnaval dói um pouquinho, não vou mentir (risos). Rapaz... Além de malhar, o fato mais crucial pra mim é a alimentação e meu preparo emocional. Imagine aí se tenho uma dor de barriga, se tenho um mal-estar durante um dia de carnaval.
É loucura! Eu corro o risco de estragar a festa de milhares de pessoas e famílias, então, também por isso, a alimentação e toda a disposição física, é, em primeiro lugar para cumprir meu papel, que ouso comparar ao de um atleta, por exemplo.
São, praticamente, seis horas pulando, dançando e cantando.
Eu brinco falando que sou atleta da música, porque, de fato, é muito sobre isso.
Ah, o preparo emocional, estar com a cabeça no lugar, focada, também é muito importante. Principalmente considerando o fato de que eu posso entrar na festa pendurada num cabo de aço a metros e mais metros de altura, como fiz em 2020 (risos).
Eu gosto de tudo isso! Gosto da liberdade do carnaval, mas tudo isso demanda um preparo, com certeza.
Ce - Claudinha como foi o convite para o The Voice no Brasil?
CL - Fiquei lisonjeada! Há dez anos, quando recebi o convite para a estreia do programa aqui no Brasil, eu vibrei muito!!!
E se eu soubesse que essa jornada duraria todo esse tempo e que seria um prazer imensurável como é a cada edição, a cada ano... meu Deus!
Eu sou apaixonada pelo programa e pelas pessoas que fazem aquilo acontecer. Totalmente apaixonada!
CE - Você conhecia a atração lá fora?
CL - Conhecia, sim! Inclusive, teve um ano em que visitei os estúdios e conheci tudo por lá, inclusive Shakira, que era técnica na época.
CE - Você já fez parte de um dos momentos mais importantes do esporte no mundo, a Copa. Como foi todo o processo até a abertura ali ao vivo?
CL - Foi muito mágico! Eu me vi vivendo algo inacreditável, sabe?!
Quem é que tem a ousadia de sonhar em estar na abertura da copa do mundo, no seu país, para bilhões de pessoas, cantando nosso bom e velho português...
É uma realização inacreditável e a única explicação que eu consigo encontrar e acreditar os méritos é Deus, mesmo. Todo o processo foi um tanto quanto rápido. Recebi o convite de Pitbull, escrevi meu verso, gravei minha parte, ele a dele, Jennifer Lopez a dela e logo fomos gravar o clipe.
Depois disso tivemos a apresentação no Billboard Music Awards, outra realização pra mim, e logo depois de algo tão grande que já veio de outra coisa gigante, veio a abertura da Copa.
Aí, rapaz, não tem como as pernas não tremerem (risos). Foi muita emoção! Lembrança boa demais!
CE - Claudinha, um momento profissional importante na sua carreira…
CL - Acredito que estou próxima de algo marcante, mas devo dizer que minha transição para a carreira solo. Aquilo foi tão indescritível quanto cantar para bilhões numa abertura de copa no Brasil.
CE - Um álbum e uma música muito marcante? Porque?
CL - Meu álbum intimista, porque eu me descobri no palco sendo algo que eu sempre quis ser mesmo sem ter tanta consciência disso. Até hoje mesmo, quando ouço algo, quando vejo algo desse projeto me toca muito. Uma música: Exttravasa... Ela é o que há em minha alma.
CE - Você se imaginou mãe de três filhos?
CL - Sim!!! Eu amo ser mãe e sempre amei cuidar. Ah, e sempre gostei de trio, né?! (risos)
CE - Como é a Claudinha mãe?
CL - Uma mulher em constante aprendizado com os próprios filhos. Meu Deus! Eu aprendo com eles coisas que nunca aprendi com ninguém. Me emociono sempre! E sou uma mãe babona também. Oxe! (risos)
CE - Como concilia profissional e pessoal?
CL - Eis a questão do milhão (risos). Concilia sabendo que será difícil e que às vezes é uma questão de abrir mão de algo e acabar não conciliando mesmo.
Isso tudo, principalmente na pandemia, vem sendo um fator de aprendizado muito grande, mas algo fundamental é você ter uma rede de apoio.
Eu trabalho com uma equipe, por exemplo, que me vê como um ser humano, respeita meus momentos, e isso é um privilégio muito grande.
CE - Você está sempre em ótima forma? Qual o segredo e cuidados que você tem?
CL - Acho que essa ´ótima forma´ não existe e meus cuidados são muito comuns.
Eu tenho um biotipo que me favorece em relação à disposição para realizar as minhas atividades, tanto profissionais quanto pessoais, mas, obviamente me cuido tendo uma boa alimentação, tomo muita água, mas tudo de forma muito tranquila mesmo, sabe?! Muito comum mesmo.
Não faço nada fora da casinha.
Estou há muito tempo sem malhar e sem nadar, mas caminho, ando de bicicleta, faço Zumba em casa...
Para não ficar parada, ainda mais agora que, com as restrições sanitárias mais rígidas a minha rotina muda, assim como a de todo o setor de entretenimento.
CE - Como foram os seus momentos de isolamento e pandemia?
CL - Difíceis. Principalmente no começo. A adaptação a tudo isso foi algo muito difícil pra mim, porque eu, literalmente, nunca fiquei sem subir num palco, sem estar nessa rotina de cantora que estou desde que me entendo por gente, então foi bem puxado. Mas agora está mais leve de conduzir.
CE - E como foi a volta aos palcos?
CL - Um mix de sentimentos. Todo o cuidado envolvido, a saudade de estar ali, foi um momento que vai se repetir, a gente sabe, pois ainda não conseguimos voltar da maneira como antes, mas já foi importante para pegar um pouco de fôlego.
CE - Foram muitas parcerias de sucesso ao longo de tanto tempo, fale de alguma ou algumas marcante e importante pra você!
CL - Rapaz, tem várias internacionais, mas preciso dizer que, quando cantei com Roberto Carlos foi algo que me marcou muito. Muito mesmo! É uma honra que celebro até hoje.
CE - Como é ser mãe, esposa, artista, empresária…
É loucamente imprevisível, mas bom (risos). Eu amo fazer o que faço, então existe leveza em ser cada uma dessas que você disse. Não é fácil, não é tranquilo muitas vezes, mas é isso aí. A gente não precisa carregar nenhum fardo sozinha, principalmente nós mulheres, então acredito que eu sou o que sou graças às pessoas que me cercam.
CE – Pergunta inevitável Claudinha... E... O que é que a baiana tem?
Tudo o que ela ousar querer ter.