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Vikings Valhalla: Mesmo conceito, mesmo drama... ainda falta alguma coisa

A primeira pergunta é se "Vikings Valhalla é tão boa quanto Vikings?" e a resposta obviamente é complexa. Sim

Denis Felipe

Denis Felipe

04/03/2022 - 06h00

Por Ana Claudia Paixão

Quando Michael Hirst decidiu fazer uma série para o History Channel, em 2013, sobre o Rei Alfred, esbarrou com a incrível saga da invasão Viking no Reino Unido e percebeu que tinha em mãos um material ainda mais rico para a uma série. 

Ao criar Vikings, mais do que isso, nasceu uma franquia com fãs apaixonados ao redor do mundo. 

E, por anos (até 2020), foi um dos melhores conteúdos à sombra da febre de Game of Thrones.

Portanto, quando a Netflix anunciou que iria fazer a continuação, a comunidade que acompanhava de perto a série, reagiu com ceticismo e ansiedade. 

A produção tem a assinatura de Hirst, mas não mais seus (ótimos) roteiros e sofreu bastante com a Covid-19, mas, finalmente chegou à plataforma a tempo do Carnaval. 

Fiz a maratona e vou evitar spoilers, mas não tenho como pular todos. Fica o aviso!

A primeira pergunta é se “Vikings Valhalla é tão boa quanto Vikings?” e a resposta obviamente é complexa. 

Sim, vale a pena, mas não, não tem o charme e carisma de uma personagem tão fascinante como Ragnar Lothbrok, nem um intérprete como Travis Fimmell, o que não é necessariamente negativo. 

A proposta é interessante e traz tantos easter eggs e citações de personagens, como o próprio Ragnar, o Seer, Ivar, Alfred e Harald Finehair, uma delícia para quem acompanhou a original.

A trama se passa cerca de 150 anos depois de onde paramos e mais uma vez tem em fatos reais a âncora para a história de ficção. 

Sim, existiu o Rei Canute, assim como Leif Eriksson, mas há alguns “reajustes” das liberdades que Hirst tomou em sua primeira versão. 

Do tipo, Harald ter sido morto sem herdeiros e começarmos a sequência acompanhando seus bisnetos. 

Ou Erik Thorvaldsson, ou Erik The Red, que colonizou a Groelândia (em vez de Ubbe). Fazendo essa pesquisa para entender o novo caminho, voltamos aos mesmos conflitos de Vikings sendo “vikings”, querendo pilhar, se vingar e invadir a Inglaterra e os ingleses, católicos, à mercê da força escandinava. A diferença agora está interna. 

Após tantas passagens e colônias fora de suas terras, houve vikings que se converteram ao Cristianismo e eles querem erradicar os velhos hábitos pagãos.

No coração dessa aventura temos os irmãos Leif e Freydis, filhos de Erik, e Harald Sigurdsson, bisneto de Harald e hoje um viking católico. 

Os três representam para nós, de alguma forma, Ragnar, Lagertha e Bjorn, heroicos e corajosos, mas volta e meia apenas reacendo a saudade do original.

As partes mais absurdas da história de Viking Valhalla, no entanto, são verdadeiras, como o Rei Canute sendo um rei Viking e inglês. 

Há muita coisa ainda por vir nas próximas temporadas, com tempo de acertar o que ainda pode ter ficado com cara de solto. 

Sam Corlett, a grande aposta da franquia, tem uma primeira temporada mais discreta, coadjuvante de Leo Sutter e Frida Gustavsson. 

Para quem gostou de Vikings, a série não desaponta. Vamos aguardar se teremos mais em 2023!

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