Tom Cruise despontou para o estrelato em 1986, ao fazer o papel de um piloto destemido e sonhador em “Top Gun: Ases Indomáveis”, do diretor Tony Scott (1944-2012).
Trinta e seis anos depois, na quarta-feira da semana passada, o astro foi ovacionado no tapete vermelho do Festival de Cannes, pouco antes da sessão da estreia mundial de “Top Gun: Maverick”, sequência do clássico dos anos 1980 e principal lançamento entre os filmes que entraram em cartaz ontem nos cinemas de Campo Grande.
São dezenas de horários disponíveis, com as versões dubladas e legendadas do longa-metragem, nos complexos de salas dos shopping centers da Capital. No Cinemark do Shopping Campo Grande, por exemplo, o espectador, a depender do dia escolhido, chega a ter 18 sessões para conferir o Capitão Pete Maverick Mitchell, personagem de Cruise, salvar o planeta novamente.
DE SURPRESA
Com mais de três décadas de bons serviços prestados à Marinha norte-americana, Pete continua superando limites. Mas, agora, terá de enfrentar uma guerra em que a corrida tecnológica anda bem mais acirrada.
Ou melhor, anda não, voa na velocidade hi-tech de drones letais, que põem à prova a superioridade do fator humano, tão exaltada pelo aguerrido piloto, que continua desafiando a morte com suas manobras e planos de voo.
Na vida real, o que fez o coração do ator, hoje com 59 anos, disparar foram outras manobras em Cannes. De surpresa, oito aeronaves da Patrouille de France, a “Esquadrilha da Fumaça” francesa, cobriram o céu do balneário, no Côte d’Azur, de vermelho, branco e azul, as cores da bandeira nacional tanto da França quanto dos EUA.
TAKE MY BREATH AWAY
Na imprensa especializada, os críticos que já assistiram foram, até agora, unânimes em afirmar a maestria de Cruise na retomada do papel e do filme como um todo, que tem mais de duas horas de duração (130 min) e leva a assinatura do diretor Joseph Kosinski, o mesmo de “Tron: o Legado” (2010), o bem-sucedido remake de “Tron: Uma Odisseia Eletrônica” (1982).
Kosinski já havia trabalhado com o ator em seu longa-metragem anterior, “Oblivion” (2013).
Com a sequência de “Top Gun”, os dois retomaram a parceria, inclusive atrás das câmeras. Tom Cruise é um dos produtores de “Maverick”. Na trilha sonora, sai o clássico “Take My Breath Away”, que alçou o grupo Berlin ao sucesso mundial, e entra a canção “Hold My Hand”, com os vocais da cantora Lady Gaga.
KILMER FALA
Falando em voz, outra dose extra de emoção – pelo menos para os fãs mais nostálgicos – é a participação de Val Kilmer, que interpreta o oponente Iceman no filme de 1986.
Kilmer perdeu a voz em decorrência de um câncer na garganta, diagnosticado em 2014, e só pôde ser ouvido, na ponta que faz na nova produção, graças à inteligência artificial, que se valeu de antigos registros sonoros do ator. Cruise fez questão da presença do amigo no remake. “Top Gun: Maverick” é recomendado para maiores de 12 anos.
JOGO ESPETÁCULO
Amanhã, às 14h30min, em vez de dramas e aventuras hollywoodianas, é o futebol europeu que ganha a tela do Cinemark, na sala 8 do complexo. Os espectadores boleiros poderão acompanhar, ao vivo, a final da Champions League 2022, entre Real Madrid e Liverpool, diretamente de Paris. Quem pagar o ingresso de R$ 70 (inteira) poderá se juntar aos 80 mil torcedores que devem lotar o Stade de France.
SESC DIGITAL
Nas telas domésticas, os cinéfilos podem conferir, de graça, os novos títulos do menu #emcasacomsesc, da plataforma Sesc Digital (sesc.digital/colecao/cinema-em-casa-com-sesc).
Entre as opções estão três longas que integram a versão on-line da Virada Cultural paulistana e ficam disponíveis por apenas 24 horas, das 16h deste sábado às 17h30min de domingo: “The Square” (2017), de Ruben Östlund, vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes; “O Homem que Vendeu sua Pele” (2020), de Kaouther Ben Hania; e “Camille Claudel 1915” (2013), de Bruno Dumont.
BINOCHE
O primeiro mostra o desespero de um curador de arte de Estocolmo ao ter o celular roubado. No segundo, um jovem sírio que vive no Líbano aceita ter as costas tatuadas por um artista renomado para viver um grande amor na Europa.
E no filme do diretor francês Bruno Dumont, reencontramos o drama da escultora Camille Claudel (1864-1943), ex-amante de Auguste Rodin (1940-1917), que, contra a própria vontade, passou anos em uma instituição psiquiátrica. Juliette Binoche faz o papel principal.
SEXTOU
O Sextou na Praça desta semana, hoje, a partir das 18h30min, na Praça Ary Coelho, promove dois shows: primeiro, sobe ao palco o cantor mpb-pop-eclético Renato Jackson; em seguida, a banda Haiwanna, criada em 1997, apresenta músicas novas do seu repertório e também faz um tributo a bandas do rock nacional dos anos 1980, como Legião Urbana, Barão Vermelho, Ira!, Titãs, Nenhum de Nós, Engenheiros do Hawaii e outras.
BLUEASY
Já o power-trio de blues-rock Blueasy, embalado pelo recente lançamento do single “Hot Woman”, apresenta-se, na noite desta sexta-feira, no Old Sheep Steak Bar (Av. Min. João Arinos, nº 527, Tiradentes). Mais informações: (67) 3306-9636.
Formado por Miguelito (bateria), Flávio Mota (baixo e vocais) e William Nogueira, o Blueasy volta a se apresentar amanhã, no formato duo, sem a participação do batera, no motoclube DDW Motorcycles (R. Flamboiant, nº 195, Cidade Jardim). Mais informações: (67) 99234-8326.
MONOTIPIA
No Sesc Cultura (Avenida Afonso Pena, nº 2.270, Centro), o projeto Sesc Arte para Crianças realiza oficina de pintura e da arte da monotipia, amanhã, a partir das 15h, na sala de artes visuais, com o professor Kaio Ratier.
É necessário levar um pincel, uma fita-crepe e folhas naturais de diferentes tamanhos. A monotipia é uma técnica de impressão muito simples em que é possível a reprodução de um desenho ou de uma mancha de cor em uma prova única, daí a origem de seu nome.
TEATRO DE BONECOS
Em Dourados, após circular por outras escolas da cidade desde segunda-feira, a companhia de teatro de bonecos BuZum! faz a última apresentação do espetáculo “O Grande Perigo” na Escola Municipal Prefeito Luiz Antonio Álvares Gonçalves (Rua Eurides de Matos Pedroso, 1.100, Jardim Novo Horizonte), com sessões gratuitas, abertas ao público, em vários horários: 9h30min, 10h10min, 10h50min, 11h30min, 13h30min, 14h10min e 14h40min.
“O Grande Perigo” narra a história de Tata, uma pequena tartaruga que logo ao nascer volta para o mar em busca de sua mãe. Tata enfrenta vários perigos comuns à vida das tartarugas marinhas, como uma andorinha que tenta comê-la, um caranguejo que a persegue, peixes elétricos, um polvo, um perigoso tubarão e uma enorme baleia.