A cobra Gaby recebeu nesta quinta-feira (9), um “batismo” realizado por alunos do Centro Estadual de Atendimento Multidisciplinar para Altas Habilidades/Superdotação (Ceam/Ahs). Sem a presença da cobra, por meio de danças e pinturas, Ryam Paes (20) e Ieza Souza (15), participaram do momento, realizado no Bioparque Pantanal.
O batismo foi feito na semana do meio ambiente e contou com a participação da exposição de serpentes do Biotério da Universidade Católica Dom Bosco (Ucdb). A mostra contou com 10 espécies de repteis, quatro delas peçonhentas, ou seja, com veneno.
A diretora do Bioparque, Maria Fernanda Balestieri, relevou que a presença dos alunos aconteceu após um convite para uma apresentação "prévia" da mostra "pulsar do pantanal", que o centro realizará em outubro no Bioparque.
“ Lá eu vi uma pintura de uma cobra, comentei que havia feito uma campanha para escolher o nome da sucuri (Gabi) e daí veio a ideia de trazê-los para o batismo. Pedi que os alunos do centro realizassem uma apresentação aqui”. pontuou.
Conforme Balestieri, a proposta do bioparque não é apenas de contemplação de tanques, e sim de agregar conhecimento aos visitantes.
Ieza Souza Costa, dançarina e interprete de uma sucuri, se mostrou ansiosa com a apresentação. Para ela a preparação para o evento foi o maior desafio.
“Tudo foi feito em pouco tempo, mas no final acho que deu tudo certo. Tenho uma base de dança e a partir disso me preparei. Foram apenas algumas horas de preparação”, disse Costa, que soube da apresentação nesta terça, comentou rindo.
A menina de 15 anos acrescentou que achou que tudo daria errado. "As outras vezes foram mais tranquilas, porque eu tive mais tempo”, finaliza.
Para o pintor e dançarino Ryam Paès o momento foi emocionante. “Quando a gente sai do desenho, sempre é uma coisa mais profunda porque pintei com o meu corpo, com o momento, então para mim é muito sentimental”, disse.
Perguntado sobre seus trabalhos, dançarino há cinco anos, Paès disse que “sempre pinta o que gosta, ama, os répteis. "Amo sucuri, cobras. Trabalhei mais a dança orgânica, e da dança trouxe a ideia e a visualidade do desenho”.
Sobre a eternização da obra no Bioparque, o jovem artista revelou que as expectativas estavam "lá em cima", pois o momento e a homenagem ficarão fixadas no espaço.
Exposição de serpentes
De acordo Maria Fernanda, cada semana será representada por um animal diferente, nesta foi a vez das cobras.
Um dos guias da mostra de serpentes, Luka Moraes explicou que o intuito da exposição é conscientizar a população sobre como preservar a natureza, as espécies e destacar a importância das serpentes para a criação de antídotos e remédios.
Entre as 10 espécies presentes na mostra, quatro são peçonhentas {Cascavel, Jararaca, Rabo Branco e Boca de Sapo (espécie nativa da região pantaneira).}. Outras três são exóticas, entre elas duas Pitons, uma de origem asiática, outra encontrada na Ásia e África. A última espécie rara é a cobra do milho, nativa nos países norte-americanos.
"O pessoal está curtindo bastante, as crianças ficam encantadas. Já os idosos estão mais receosos.", pontuou Luka.
A exposição fica aberta ao público até este sábado (11).