Mangá, stop motion e tecido acrobático, as três expressões são o foco das oficinas que o Museu de Arte Contemporânea (Marco) realiza em Campo Grande, a partir de segunda-feira, para dar uma movimentada na agenda da garotada durante a temporada de férias.
As aulas estão programadas para o período de 18 a 22 de julho, das 14h às 17h, nas dependências e no jardim do museu, que se localiza no Parque das Nações Indígenas (Rua Antônio Maria Coelho, nº 6.000).
As turmas, com 15 participantes no máximo, estão abertas para crianças com idade a partir de cinco anos e para adolescentes, a depender do curso. O custo de cada oficina é de R$ 150, e as inscrições podem ser feitas por telefone: (67) 3326-7449.
STOP MOTION
A oficina de animação em stop motion será ministrada pelo artista visual Bruno Muniz Godoy, e a idade mínima para participar é de oito anos.
Godoy vai abordar as possibilidades para a contação de histórias que a técnica oferece e seus fundamentos básicos dentro de uma produção cinematográfica.
Experimentações serão construídas com a animação de objetos, brinquedos, desenhos e até mesmo efeitos especiais com pessoas.
A oficina também envolve modelagem e criação de bonecos articulados para animação e construção de cenários. A ideia de Bruno Godoy é que os alunos possam explorar, de modo prático, uma proposta criativa para as ferramentas tecnológicas.
“Os participantes, durante uma semana, entenderão o processo e a relação da linguagem da fotografia e da animação, conhecendo os materiais expressivos mais utilizados na técnica do stop motion: criação de personagens, modelagem, storyboard, equipamentos básicos e softwares para animação em dispositivos variados, como smartphones e computadores”, afirma Godoy.
Conhecido pelo apelido de Migalhas, o ilustrador e oficineiro tem formação em Artes Visuais, é professor da Rede Municipal de Ensino da Capital e ministra aulas durante as temporadas de férias do Marco desde 2015.
Os materiais necessários para a oficina de stop motion são: estojo com lápis, borracha e lápis de cor, sulfite e celulares/tablets/câmeras digitais. A quem tiver possibilidade, Godoy pede que leve um tripé para celular.
“Creio que o que mais fascina os participantes é o processo de contar histórias com objetos e materiais expressivos, que ganham vida por meio da técnica. A mágica envolvida na ilusão de movimento dos objetos inanimados e as várias possibilidades que envolvem a aplicação também encantam” diz o responsável pelas aulas de animação em stop motion.
MANGÁ
O curso de mangá e criação de personagens será ministrado pelo professor Leonn Gondin, e para participar a idade mínima é de cinco anos.
Nesse módulo, como o nome da atividade indica, os alunos aprenderão a criar seu próprio personagem mangá, tendo acesso a técnicas específicas que vão auxiliar no processo de confecção.
A face e seus componentes, a proporção dos corpos (masculino, feminino e infantil), os membros e suas articulações, efeitos de luz e sombra, vestimenta e drapeado, movimento corporal e construção de cenário são assuntos abordados. Os desenhos serão finalizados em caneta nanquim ou hidrográfica.
Leonn Gondin já realizou outras edições do curso sobre a técnica oriental no museu (2010 a 2019). O professor possui licenciatura com habilitação em Artes Plásticas pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e especialização em arte-educação e cultura regional.
O educador tem experiência em várias linguagens – desenho, pintura, ilustração digital, circo, poesia, histórias infantis e contação de histórias – e atua como técnico de Artes Visuais da Secretaria Municipal de Educação. Gondin também está à frente do grupo circense Cia Habilidoces. Confira a lista de materiais necessários para essa oficina: papel sulfite A4, lápis ou grafite, borracha, caneta nanquim ou hidrográfica e lápis de cor.
TECIDO ACROBÁTICO
O curso de tecido acrobático, conduzido por Renata Cáceres, é aberto para quem tem, pelo menos, oito anos de idade.
As técnicas circenses serão apresentadas para mobilizar jovens não iniciados. O tecido acrobático proporciona o desenvolvimento da força, do equilíbrio, da flexibilidade, da coordenação motora e da criatividade.
“Como o Marco tem algumas árvores bem bonitas ali na frente, a oficina acontece ao ar livre. Se o tempo estiver um pouco ruim, chuvoso, a gente consegue armar a estrutura dos tecidos lá dentro, no hall de entrada, e a oficina acontece normalmente também. Mas temos preferência que seja ao ar livre, até porque as crianças gostam dessa vivência lúdica que o tecido proporciona, e ainda mais com esse contato com a natureza”, diz Renata.
“A oficina é voltada para exercícios lúdicos. Vou trabalhar força, habilidades, alongamento e fortalecimento, tudo de uma forma muito prazerosa. É essa a questão que o circo traz”, afirma a acrobata, que é formada em Artes Plásticas pela UFMS, onde desenvolve atualmente uma pesquisa de mestrado sobre o tema “A Linguagem do Circo: Um Panorama do Entre-lugar na Trajetória de Campo Grande – MS”.
Acrobata aerelista, Renata Cáceres domina diversas técnicas do picadeiro, não importa a gravidade em que estiver, a exemplo das modalidades de solo, lira acrobática, trapézio, perna de pau e tecido acrobático.
“O tecido é uma vertente do circo, mais especificamente dos aéreos, onde as crianças conseguem trabalhar diversas figuras, poses e até montar uma pequena coreografia. Durante esta semana, elas serão capazes de fazer, aprender a subir, fazer figuras iniciantes, ao mesmo tempo brincando e se divertindo bastante”, promete a artista.
Para a oficina com Renata Cáceres, o participante deve vestir peças confortáveis, que permitam a realização dos exercícios corporais sem dificuldade, como roupas de malha, bermudas, calça legging, etc.
SERVIÇO
Stop motion, mangá e tecido acrobático
18 a 22 de julho, das 14h às 17h
R$ 150 por oficina
15 vagas por turma
Informações e inscrições:
(67) 3326-7449