Correio B

CULINÁRIA

Moqueca pantaneira é receita autoral trazida pela Chef Dani Costa

Na receita autoral da chef Dani Costa, o diferencial é a junção do palmito de guabiroba com a banana-da-terra

Fim de semana é o momento de testar novas receitas para sair da rotina. E Mato Grosso do Sul é território fértil de ingredientes que garantem um sabor único aos pratos que podem ser feitos em casa. A personal chef Dani Costa sugere a preparação de uma moqueca pantaneira que é uma receita autoral.  

O Estado é formado por diferentes culturas, colônias japonesa, árabe, as influências mineira, gaúcha, paulista, além dos nordestinos, e ainda abriga a segunda maior população indígena do Brasil.  

Também não podem ficar de fora as conexões com as fronteiras boliviana e paraguaia, que possibilitam uma variedade de opções na mesa do sul-mato-grossense.  

A culinária permite demonstrar os costumes de um local e por meio dela é possível conhecer as diferenças entre as pessoas de um mesmo espaço geográfico, em razão das contribuições das migrações ocorridas.  

Existem várias histórias sobre a moqueca no Brasil e seu surgimento ainda é discutido. Os baianos reivindicam a receita original, que leva azeite de dendê e leite de coco. Sua influência é africana e utiliza peixes como dourado, cação, badejo e robalo.  

Já a população capixaba defende que a receita foi criada no Espírito Santo e não leva nem azeite de dendê nem leite de coco. Sua origem possui traços indígenas, pode ter camarões e o peixe amazônico filhote, além de o sabor ser mais suave do que a baiana.  

A chef Dani, que é especialista em comida regional, fez uma releitura de uma receita de família e agregou ingrediente sul-mato-grossense à moqueca. “Eu cresci vendo meu pai fazer a moqueca, ele mora na região do Pantanal, hoje está em Corumbá, sempre gostou muito de pescar, então ele gosta de preparar pratos com peixe. E eu, como cozinheira, aprendendo novas técnicas e amando a moqueca do meu pai, resolvi adaptar a receita dele e fazer uma releitura”, conta.

O diferencial da receita é o palmito de guabiroba. A espécie nativa, que também é conhecida como gabiroba, está presente nos biomas Cerrado e Mata Atlântica. O seu nome é de origem tupi e quer dizer “árvore da casca amarga”.  

Para a chef, a junção do palmito com a banana-da-terra transforma a moqueca em um mix de sabores e a torna perfeita para servir com arroz branco.

Moqueca pantaneira 

Ingredientes

> 200 g de filé de pintado ou tilápia cortada em cubos médios;

> 1 banana-da-terra picada em cubos pequenos;

> 30 g de pimentão vermelho picado;

> 30 g de pimentão amarelo picado;  

> 2 tomates maduros picados;  

> 1 cebola picada;

> 1 colher de sopa de colorau;  

> 1 pimenta dedo de moça picada sem sementes;

> 30 g de palmito de guariroba em conserva;

> 200 ml de leite de coco;  

> 1/2 xícara de água;  

> 2 colheres de óleo de soja ou azeite;  

> Coentro picado ou salsinha a gosto;

> Sal a gosto.

MODO DE FAZER

Em uma panela, coloque o óleo, a cebola picada, a pimenta picada e os pimentões coloridos para refogar.

Adicione o colorau e o tomate picado, mexa bem e acrescente o peixe em cubos, a água, o sal, a banana-da-terra, parte do coentro picado e o leite de coco. Mexa bem, tampe a panela e cozinhe por aproximadamente 10 minutos em fogo médio.

Acrescente o palmito de guariroba picado, mexa, coloque o restante do coentro a gosto e acerte o sal, se necessário.  

Pode servir acompanhado de arroz branco e farofa.  

Rendimento: Serve duas pessoas. 

Diálogo

Prefeitos de Mato Grosso do Sul rasgaram o verbo para demonstrar toda a ira após... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quinta-feira (5)

05/11/2026 00h02

Prefeitos de Mato Grosso do Sul rasgaram o verbo para demonstrar toda a ira após... Leia na coluna de hoje

Prefeitos de Mato Grosso do Sul rasgaram o verbo para demonstrar toda a ira após... Leia na coluna de hoje Foto: Arquivo

Continue Lendo...

representando ms

Idealizador do 'Tereré e Quadrinhos' vai pela 4.ª vez à FIQ em BH

Emmanuel Merlotti participa pela quarta vez do Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte, um dos principais palcos para os produtores desse formato de histórias que buscam catapultar projetos

04/11/2026 10h07

correio b terere

correio b terere Emmanuel Merlotti participa pela quarta vez do Festival Internacional de Quadrinhos de BH / Acervo Pessoal

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).