O nome do show: “Abdução”. O nome da banda: Alien Sputnik. Com repertório autoral, regado a melodias eletrônicas e letras obtusas, o trio formado por Marino Filho (teclado e vocal), Alessandro Fonseca (vocal) e Leiliane Assis (teclado e vocal) é a primeira atração a subir no palco da Concha Acústica Helena Meirelles neste domingo, às 18h, pelo projeto Som na Concha.
O Alien Sputnik chegou na praça há tempos – desde 1998 –, mas mantém uma presença meio errática no showbiz local. O batismo do grupo veio da junção do nome de duas bandas do pós-punk britânico dos anos 1980: Alien Sex Fiend e Sigue Sigue Sputnik.
Tudo começou quando Alessandro Fonseca levou alguns poemas concretos de sua autoria para Marino Filho musicar. O parceiro já vinha debulhando seu Casio PT-85 – um teclado, digamos, bem rústico – há vários meses, em busca de “algum tipo de ruído sincronizado”.
O resultado foram duas canções, ou algo próximo disso, a partir dos poemas “Satélite Demente” e “Salsa para o Blues”. A dupla deu sequência à experimentação e foi compondo mais novidades até se dar conta de que estava com nove faixas prontas.
Com essas canções, em março de 2000, chegou “Míssil Transmissível”, a primeira fita demo. Enquanto retoma as apresentações presenciais, o Alien Sputnik finaliza um novo trabalho, que deve ser lançado nos próximos meses.
“TRINCA DO MATO”
Depois da banda, quem toma conta do Som na Concha é o multi-instrumentista Murilo Martinez, com o show “Trinca do Mato”. Utilizando afinações alternativas e instrumentos de diversas regiões do mundo, o músico, acompanhado de Lucas Medina na bateria e Edgar Henrique no baixo, vai alinhavar sonoridades de várias partes do globo com a música regional de suas raízes pantaneiras.
Vai também, na mistura de Martinez, que já morou em diferentes regiões do País, a “estrutura musical e experimental absorvida ao longo de sua trajetória na música instrumental”.
O artista procura desenvolver um estilo singular, no qual elementos do imaginário musical sul-mato-grossense são retrabalhados com afinações alternativas no violão e muitas doses de intuição e intimismo.
Murilo Martinez está divulgando o álbum que dá nome ao show ao mesmo tempo em que grava “Perto de Casa”, seu segundo disco solo. Quem for à Concha, no Parque das Nações Indígenas, poderá conferir, durante o show, o som de instrumentos que calam fundo na sensibilidade sul-mato-grossense – a exemplo da viola caipira e do violão-harpa – e outros mais exóticos, a exemplo do kalimbelê, de origem africana. Os dois shows são gratuitos.
GAIVOTA NO AQUÁRIO
Os visitantes do Bioparque Pantanal terão a oportunidade, na manhã deste sábado, de apreciar a Cia de Dança do Pantanal, que, às 10h, vai apresentar o espetáculo “Fernão Capelo Gaivota”.
É preciso estar cadastrado previamente para visitação ao local para assistir à performance, baseada no famoso livro de Richard Bach, lançado em 1970, que também virou filme de sucesso.
A obra narra a história de uma gaivota para a qual voar não seria simplesmente um gesto de locomoção, mas uma arte, que, como tal, deve ser treinada, praticada e compartilhada com todos à volta.
A adaptação a ser apresentada tem partitura musical do maestro Rodrigo Toffolo, a partir de composições de Tim Rescala. A narração, que já contou com a voz de intérpretes como Zezé Motta, é conduzida pela atriz Nina Vogel.
PRINCESA NO BOSQUE
No Shopping Bosque dos Ipês, a boa pedida de amanhã, às 15h, é “A Princesa Engasgada”.
O espetáculo do Teatral Grupo de Risco, que será apresentado na Arena Sesc, utiliza a linguagem da farsa como forma de expressão para contar a história de um camponês que é confundido com um médico.
No enredo da peça, o doutor por acidente acaba sendo obrigado a curar a filha do rei, uma princesa que estava engasgada com uma espinha de peixe. Os atores dão vida às peripécias de cinco personagens, revezando-se nos papéis.
Os figurinos e a cenografia da montagem remetem às cortes medievais. Entrada franca.
LOBO OU CORDEIRO?
O desenho animado russo “Um Lobo em Pele de Cordeiro” (2016), de Maxim Volkov e Andrey Galat, é um dos destaques entre os lançamentos desta semana da plataforma de streaming Sesc Digital.
Com 88 minutos de duração, a trama põe em cena uma pequena aldeia onde um rebanho de ovelhas vive em paz até a chegada de um bando de lobos nas proximidades.
Prestes a pendurar as chuteiras, o líder da matilha decide que o futuro sucessor seja definido em um embate entre os aspirantes ao posto. Quando o poderoso e violento Ragear se apresenta, o único lobo corajoso o suficiente para desafiá-lo é Grey, que faz de tudo para ganhar a liderança e, de lambuja, recuperar o amor de Bianca.
Mas, ao beber uma poção mágica de uma coelha cartomante, Grey vira um carneiro.
ARANHA E GÊNIO
Nas salas de projeção dos shopping centers de Campo Grande, além de “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa – Versão Estendida”, o destaque vai para “Era Uma Vez Um Gênio”, descrito como “um conto de fadas para adultos”, com Idris Elba e Tilda Swinton no elenco, e o longa nacional “Predestinado”, sobre o médium Zé Arigó, com Danton Mello no papel principal e direção de Gustavo Fernandez, que assina também a direção artística da novela “Pantanal”.
Às vésperas do 7 de Setembro, em que se comemora oficialmente os 200 anos da Independência brasileira, e com a presença na tela do galã Cauã Reymond, que chega a aparecer nu em pelo, como Dom Pedro I, causa estranheza e frustração em muita gente a ausência de “A Viagem de Pedro” da lista de estreias da semana. Dirigido por Laís Bodanzky, o longa-metragem flagra o então ex-monarca, em 1831, durante a travessia de volta à Europa.