Dica da Semana: “Ilha do Medo”
Com Leonardo Di Caprio e Mark Ruffulo no elenco, o longa trata de uma investigação policial dentro de um isolado manicômio para assassinos condenados
Numa homenagem ao terror gótico, Martin Scorsese adaptou para o cinema o livro “Ilha do Medo”, de Dennis Lehane, autor americano muito conhecido por seu trabalho no gênero investigativo. O longa, estrelado por nada menos que Leonardo Di Caprio e Mark Ruffalo, abraça a atmosfera dos filmes noir da década de 1940, ao mesmo tempo em que não perde o mistério característico das obras do diretor. Chegou aos cinemas em março de 2010 e, atualmente, pode ser assistido na Netflix, Telecine, Apple TV, YouTube, Google Play Filmes e na Amazon Prime Video.
Toda a história de “Ilha do Medo” gira em torno de uma investigação policial dentro de um manicômio para condenados chamado Shutter Island. Quando uma das pacientes é dada como desaparecida, os detetives Teddy Daniels e Chuck Aule são convocados para resolver esse mistério, uma vez que era muito suspeita a fuga de um hospital psiquiátrico de alta segurança e localizado em uma pequena ilha isolada. Assim, os dois são obrigados a interagirem tanto com os pacientes –cada um condenado por um motivo mais brutal que o outro – quanto com os médicos, cujas verdadeiras intenções se mostram um mistério.
Mas a premissa do filme acaba rapidamente, uma vez que o mistério acaba por se resolver sozinho, da mesma forma inacreditável que começou. Porém, com a aproximação de uma grande tempestade, os detetives acabam tendo que ficar mais tempo do que o planejado na ilha. Nesse contexto, Teddy vai ficando cada vez mais desconfortável com as emoções e lembranças que aquele local o provoca. A partir de flashbacks – e algumas alucinações –, o público consegue conhecer fragmentos da história do protagonista que, conforme vai se aprofundando na investigação, começa a perder a linha que separa a realidade da loucura. E leva a audiência junto.
Link para o trailer de “Ilha do Medo”
Como o diabo gosta
Quando a sua melhor amiga é possuída por um demônio durante uma viagem de final de semana, uma jovem irá fazer de tudo para tentar trazer a menina de volta
Em 2016, o premiado autor e jornalista americano Grady Hendrix lançava o livro “O Exorcismo da Minha Melhor Amiga”, uma obra de terror bem-humorada que será adaptada e distribuída pela Amazon Prime Video em formato de filme. Com estreia marcada para o dia 30 de setembro, o original do serviço de streaming teve o acompanhamento do autor em todas as etapas de concepção do longa, que chegará na plataforma com o mesmo título do livro que lhe deu origem. Além de ser a primeira vez que uma das obras de Hendrix ganha vida nas telas, curiosamente “O Exorcismo da Minha Melhor Amiga” também foi o seu primeiro livro a ser publicado no Brasil.
Em plenos anos 1980, duas melhores amigas desde a quarta série do fundamental são as protagonistas. Já no segundo ano do ensino médio, Abby Rivers (Elsie Fisher) e Gretchen Lang (Amiah Miller) estão sempre grudadas e não há nada que aconteça na vida de uma que a outra não saiba. Porém, quando Abby chega com a notícia que terá que se mudar no verão, as duas sentem a necessidade de aproveitar o máximo possível o tempo que elas ainda têm para saírem juntas. Assim, no meio do outono, as duas e mais algumas amigas irão viajar no final de semana para uma casa próxima a um lago.
Como em quase todo o filme de terror, o destino das meninas é também coberto de mistérios e histórias assustadoras. Isso porque, na floresta próxima à casa que as protagonistas estão, existe a lenda de que uma menina havia sido sacrificada em um ritual satânico. Curiosas, as jovens irão se aventurar pela mata à noite e, no meio da investigação, Gretchen irá desaparecer. No dia seguinte, a personagem ressurge aparentemente igual, mas com maneiras muito diferentes. Depois de alguns incidentes bizarros, Abby chega à conclusão que sua amiga foi possuída por um demônio e irá fazer de tudo para tentar exorcizá-la.
Link para o trailer de “O Exorcismo da Minha Melhor Amiga”
Tudo pelo palco
Nova série original da Disney Plus é um projeto idealizado por Miguel Falabella e retrata o corre de um grupo de jovens que desejam viver do teatro brasileiro
Criada, produzida e dirigida por Miguel Falabella, a nova série original da Disney Plus é brasileira e estreia na plataforma de streaming no dia 31 de setembro. Com o título de “Coro: Sucesso, Aqui Vou Eu”, a obra é uma mistura de drama e comédia musical. Em meio a tudo isso, relata uma história que valoriza a importância de correr atrás dos sonhos e buscar na arte um lugar de expressão da identidade e dos sentimentos. E ainda coloca em foco as batalhas dos artistas tanto no contexto de produção quanto no de sobrevivência, ao abordar questões do mercado de trabalho brasileiro para esse ramo.
A trama se passa em São Paulo e tem seu ponto de partida quando uma famosa companhia de teatro musical da cidade anuncia a abertura de um processo seletivo para integrar o seu elenco de jovens atores e cantores. Assim, a série de 10 episódios irá acompanhar um grupo de talentosos artistas – cada um com um diferente “background” – que irão passar por diversos testes para tentar realizar o sonho de construir uma carreira no universo do teatro. Porém, como em toda a seletiva, somente alguns deles serão escolhidos para integrar a companhia no final.
Ao longo das diversas fases da audição, os jovens que foram aprovados em uma primeira triagem – que consistia em mandar um vídeo de pré-seleção para os diretores – terão a oportunidade de vivenciar os bastidores do cenário artístico nacional. Tal realidade, apesar do deslumbramento inicial, irá causar nos concorrentes uma mistura de sentimentos, sejam eles bons ou ruins. Ao mesmo tempo, novos amores, desilusões, intrigas e amizades irão surgir entre o grupo de personagens principais. Como em qualquer musical, existe uma atenção especial para a trilha sonora da série, que passa pelo rock brasileiro de Raul Seixas, chega à MPB (Jovem Guarda, Rita Lee, Chico Buarque etc) e atinge até os clássicos de Pixinguinha.