Por Ana Claudia Paixão
Todo 5 de outubro se celebra o James Bond Day, como os fãs sabem.
A data é ligada ao lançamento do primeiro longa, 007 Contra o Satânico Dr. No, nos cinemas britânicos em 1962, dando início a uma das franquias mais bem sucedidas do cinema mundial.

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Isso mesmo, tem 60 anos de franquia! Portanto dá licença Marvel, Harry Potter, Star Wars ou qualquer outro, bater a longevidade de James Bond é uma “missão impossível”.
007 contra o Satânico Dr. No pode ter sido a primeira adaptação da história dos best sellers de Ian Fleming para o cinema, mas não é necessariamente o melhor.
Estrelado por um desconhecido escocês, Sean Connery, criou um fenômeno cultural que seis décadas depois ainda encanta diferentes gerações.
Divulgação Amazon(O resto do mundo o conheceu em 1963). Neste filme, James Bond é apresentado como um espião ao serviço de Sua Majestade e enviado para Jamaica para investigar o desaparecimento misterioso de um agente britânico.
As pistas o levam a uma ilha suspeita, controlada pelo cientista Dr. Julius No, um agente da S.P.E.C.T.R.E. que tem um plano maléfico de destruir o programa espacial dos Estados Unidos.
Com o tema de James Bond assinado por John Barry e Monty Norman, o filme é um dos únicos sem a tradicional canção de abertura que passaria a ter em seguida. No mais recente filme, Sem Tempo Para Morrer, James acaba retornando à ilha com uma conclusão um tanto polêmica entre os tradicionalistas.
Mas em todos os 25 anos a melodia do tema do agente – e as canções tema – amarram a trajetória que tanto encanta o público. Era mais do que a hora reconhecer os talentos envolvidos.
No aniversário de 60 anos de James Bond os apaixonados pelo espião inglês ganharam um documentário de quase duas horas que é nada menos do que sensacional: The Sound of 007, que obviamente revisita todas as trilhas sonoras dos 25 filmes, com maior espaço para suas mais famosas.
A qualidade das imagens se destaca, as imagens de arquivo e os depoimentos, sem se esquivar das canções que fizeram menos sucesso ou que soam estranhas, até a emocionante parte em que fala da “quase” canção de Amy Winehouse para Quantum of Solace (e o mal entendido com a banda Radiohead).
Não entram em detalhes na histórica briga judicial entre os compositores Monty Norman e John Barry, mas dão a cara a tapa para falar da canção do filme Moonraker, que nem Shirley Bassey gostou.
O roteiro amarra a viagem no tempo de forma agradável, fácil de acompanhar e sempre surpreendente. Um programaço para fãs e uma super curiosidade para os menos apaixonados.
Vale muito conferir! Ah sim, se ainda querem maratonar os filmes, claro que todos estão disponíveis na mesma plataforma! Bom fim de semana!