“Pinóquio” em versão mais sombria de clássico infantil é assinada por Guilherme Del Toro e ganha Oscar de Melhor Animação
Um dos contos infantis mais famosos, “Pinóquio” ganhou popularidade com os filmes feitos pela Disney – tendo a sua primeira animação sido lançada em 1940. Porém, assim como outras histórias que foram adaptadas pela empresa – como “Cinderela”, “Branca de Neve” e “Rapunzel” – muito do que era retratado no romance original foi filtrado, uma vez que eles possuíam um tom muito mais obscuro do que se é apropriado para uma obra infantil. Mesmo assim, ao longo dos anos diversas foram as tentativas de revisitar a história do boneco de madeira que ganhava vida. E, em 2022, foi a vez do premiado diretor Guillermo Del Toro.
Apostando em uma animação em stop motion (quadro a quadro), o cineasta tinha como pretensão dar uma nova perspectiva mais politizada para a história. Para isso, transporta os personagens para Itália dos anos 1930, em plena Segunda Guerra Mundial e auge do governo fascista. Nesse contexto, Gepetto é um senhor de idade que, apesar de já ter sido um artista respeitado, hoje é um alcoólatra que vive preso em sua própria tristeza, fruto da perda precoce de seu filho, que morreu vítima de um bombardeio militar que aconteceu na cidade onde moravam.
Sem conseguir seguir em frente, o artista decide construir um boneco de madeira, com uma forma similar a de um menino. Com a intervenção da Fada da Floresta, a criação de Gepetto ganha vida, mas isso não irá deixar o homem feliz. Na verdade, o personagem trata Pinóquio como uma força demoníaca, um estranho que invade sua casa. Por medo de ser acusado de bruxaria, Gepetto se sente na obrigação de esconder Pinóquio do mundo. No entanto, uma hora a cidade descobre e o boneco terá que frequentar a escola. A partir daí, os dois irão se envolver em várias aventuras. O filme, que conseguiu arrematar o Oscar de Melhor Animação na edição de 2023, se encontra disponível na Netflix.
Quando o mundo está à beira do colapso ambiental, oito histórias diferentes se unem na luta por um futuro possível
A série “Extrapolations”, é a nova produção da Apple TVDesde o século passado, os cientistas vêm alertando o mundo sobre os impactos negativos que o estilo de vida exploratório da humanidade vem causando no planeta Terra. Com mudanças climáticas cada vez mais evidentes, a extinção de várias espécies e o surgimento de doenças novas (como o que ocorreu na pandemia de covid-19), tem se tornado cada vez mais claro que é preciso mudar a forma como os seres humanos se relacionam com a natureza. E essa mudança é urgente. São vários os filmes e produções cinematográficas que tratam sobre o assunto, inclusive a nova produção da Apple TV “Extrapolations”.
A série, que estreia com exclusividade na plataforma de streaming no dia 17 de março, é ambientada em um futuro não tão distante onde os seres humanos conseguiram superar diversos obstáculos – foi encontrada a cura para o câncer, por exemplo – e criaram várias tecnologias de ponta (inclusive permitindo a permanência de humanos em Marte). Ao mesmo tempo, o colapso da existência de vida é uma realidade quase que palpável, uma vez que as mudanças ambientais têm sido mais rápidas do que as da própria sociedade. A história especula sobre o aumento brutal das temperaturas, descongelamento de calotas polares, poluição do ar e muitos outros aspectos quase apocalípticos.
Em meio a esse cenário, “Extrapolations” pretende contar 8 histórias diferentes – cada uma será o centro de um episódio diferente – que, de alguma forma, estão entrelaçadas no final. A série também trata de temas como amor, fé, família e trabalho. Um dos grandes atrativos da produção é o seu elenco, repleto de nomes conhecidos e premiados na indústria. Dentre eles, o que mais se destaca é o de Maryl Streep, cujo papel ainda não foi divulgado pela Apple Tv, em um de seus raros trabalhos para a televisão. Além dela, o elenco é composto por Gemma Chan, Kit Harington, Tahar Rahim, Matthew Rhys, Sienna Miller e Daveed Diggs.
Nova série de Donald Glover para a Amazon Prime Video é livremente inspirada na legião de fãs de uma das maiores cantoras pop das últimas décadas: Beyoncé
“Enxame” é a nova série original da Amazon Prime VideoDesde o início, a cultura pop sempre foi especialista em criar ídolos com uma legião de fãs fervorosos que acompanham os seus artistas favoritos de todas as formas. De Elvis e Beatles a Beyoncé e BTS, são inúmeros os exemplos de fandoms – como hoje se chamam os grupos de fãs de um determinado artista – que são tão grandes e organizados que têm a capacidade de dar prêmios aos ídolos, mudar datas de shows, cancelar pessoas e muitas outras coisas. Com a internet, o alcance é ainda maior. Mas, será que toda essa dedicação não pode ser transformada em uma obsessão doentia?
É justamente sobre isso que trata a nova série original da Prime Video, “Enxame”, que chega na plataforma de streaming no dia 17 de março. Com um elenco majoritariamente formado por pessoas pretas, a produção tem como protagonista Dre (Dominique Fishback), uma jovem que é muito fã da estrela pop Ni’Jah que, quando a história começa, está em turnê pelos Estados Unidos. Para tentar encontrar com ela pessoalmente, a personagem irá fazer uma viagem pelos pelo país, assim como outros fãs da cantora. Porém, essa jornada irá conduzir Dre a lugares sombrios de sua própria mente, levando-a a cometer vários crimes.
“Enxame” tem Donald Glover como um dos seus criadores. O ator, roteirista e humorista americano ficou muito conhecido pelo seu “alterego” rapper Childish Gambino, o que lhe permitiu um grande contato com essa cultura de fãs obsessivos. Inclusive, “Enxame” é inspirada no fandom de Beyoncé – conhecidos como beehive, onde a cantora é vista como a abelha rainha e os seus fãs como suas seguidoras. As referências são surpreendentemente diretas, o que pode ter sido uma estratégia de seus criadores para causar um desconforto ainda maior nos espectadores. Além de abordar sobre a cultura de obsessão e consumismo em torno de ídolos pop, “Enxame” também se debruça sobre os gêneros de thriller psicológico e drama familiar.