Filme argentino disponível na Amazon Prime Video retrata o primeiro julgamento civil de uma ditadura militar na história e faz refletir sobre impunidade
Assim como o Brasil e outros países da América Latina, a Argentina também tem como um capítulo de sua história uma sangrenta ditadura militar, de regime totalitário e anulação de direitos básicos. A mais recente e dura delas é chamada de Junta Militar, que começou em 1976, quando a então presidenta María Estela Martínez de Perón (mais conhecida como Isabelita Perón) foi deposta por uma união das três forças armadas, e se estendeu até 1983. Um momento de grande represália e perseguição, muitas pessoas foram mortas, torturadas e, até hoje, algumas ainda se encontram desaparecidas.
Porém, diferentemente de outros países, a Argentina fez algo pioneiro: colocar no banco dos réus os principais comandantes do regime militar. Com isso, em 1985, iniciou-se um severo julgamento que pretendia punir os integrantes das juntas militares por todos os crimes que foram cometidos durante a ditadura militar. O acontecimento histórico ficou conhecido como o “Julgamento das Juntas”, tendo sido o primeiro tribunal civil a condenar uma ditadura militar. Tal feito é relatado com sensibilidade e maestria pelo filme “Argentina, 1985”, que foi dirigido pelo cineasta argentino Santiago Mitre e lançado mundialmente pelo serviço de streaming da Amazon Prime Video, plataforma na qual a produção se encontra.
Inspirado em uma história real, o filme foca na dupla de promotores Julio Strassera (Ricardo Darín) e Luis Moreno Ocampo (Peter Lanzani), que tiveram a coragem de investigar e levar a julgamento os militares de alto escalão que haviam comandado a ditadura anos antes. Apesar de, no início, nem os protagonistas quererem se envolver no processo por não acreditarem que ele iria levar a lugar algum, com o tempo eles – juntamente com uma equipe de advogados – conseguem enfrentar as dificuldades e construir um caso contra esses militares, contando com testemunhos de vítimas e familiares. Porém, essa empreitada irá colocar em risco os próprios promotores e suas famílias, que irão receber diversas ameaças de morte.
História de como um dos jogos mais populares da história do videogame conseguiu sair da União Soviética para ser comercializado no Ocidente vira filme pela Apple Tv
“Tetris” estreia na Apple Tv no dia 31 de marçoOs videogames são um fenômeno mundial que, além de possuírem uma quantidade enorme de jogadores (muitas vezes verdadeiros fãs das histórias e dos sistemas desenvolvidos), possui um mercado riquíssimo por trás. Isso porque várias empresas se especializaram em desenvolver jogos cada vez mais interessantes e cheios de tecnologia. Porém, não faz muito tempo que esse tipo de entretenimento surgiu, uma vez que os primeiros videogames foram criados apenas na década de 1970 e, nos anos 1980, tiveram uma popularização e evolução gigantesca com a criação de clássicos do console. Foi o jogo “Tetris”, cuja criação inspirou o novo filme da Apple Tv.
Diferentemente do que muitos filmes sobre o tema fazem, “Tetris” não conta a história por trás da criação do jogo – que foi concebido pelo matemático russo Alexey Pajintov –, mas tem como protagonista o designer de jogos holandês Henk Rogers (interpretado por Taron Egerton, vencedor do Globo de Ouro por sua performance em “Rocketman”), que foi a pessoa responsável por trazer o jogo para ser comercializado no Ocidente. Porém, essa empreitada não foi nada fácil, uma vez que Alexey vivia na extinta União Soviética, em um regime fechado para a maior parte do mundo.
Sendo assim, o que era produzido em território soviético deveria ser comercializado lá dentro, dificultando a vontade de Rogers de ganhar muito dinheiro levando o jogo para fora do país. Portanto, o holandês irá viajar até a União Soviética e, junto com Alexey, os dois irão travar uma verdadeira Guerra Fria para levar o jogo para as massas (como acabam por conseguir). Baseado em uma história verídica, “Tetris”, que estreia na Apple Tv no dia 31 de março, irá explorar diversos temas, como corrupção, política e traição em um verdadeiro thriller de Guerra Fria.
Nova série original da Netflix fala da disputa de ódio de duas pessoas desconhecidas que se envolvem em um acidente de trânsito
Original da Netflix, a série “Treta” contará com 10 episódiosApesar de muitas pessoas gostarem de dirigir, o trânsito certamente é um ambiente bastante estressante, ainda mais quando o motorista é confrontado com situações nas quais a sua paciência é colocada à prova. Na nova série da Netflix – em parceria com a produtora A24, cujas empreitadas (“Tudo Em Todo Lugar Ao Mesmo Tempo”, “A Baleia”, “Euphoria” entre outros) tem chamado muito atenção nos últimos anos –, essa é uma questão central da história. Marcada para estreia no dia 6 de abril, a série “Treta” contará com 10 episódios, cada um com certa de 30 minutos de duração, e terá como protagonistas Ali Wong (“Meu Eterno Talvez”) e Steven Yeun (“The Walking Dead”).
Tudo começa quando dois estranhos acabam se envolvendo em uma discussão de trânsito, depois dos automóveis dos personagens quase se baterem ao tentarem sair de um estacionamento. Nesse contexto, um dos motoristas é Danny Cho (Yeun), um empreiteiro frustrado e sem dinheiro que mora junto com o seu irmão mais novo e carrega em suas costas o peso de suas escolhas passadas. Já no outro carro está a empresária batalhadora e bem-sucedida Amy Lau (Ali Wong), que leva uma vida de classe média, qual muitas pessoas sonham em ter.
Assim como as suas realidades são conflitantes, os dos personagens irão entrar em um embate constante, em que um sempre busca desenvolver um esquema melhor de vingança para o outro. Movidos pela raiva, os dois irão ultrapassar os limites que eles mesmo achavam ter, o que irá colocar em cheque as suas escolhas e a própria vida que levam. “Treta” é uma série regada de humor ácido e de tensão que utiliza dessas ferramentas para contar a história de duas pessoas que se deixam levar por uma espiral de ódio que, em pouco tempo, irá consumi-los por completo.