“Fazendo Arte com Crianças de Ontem, de Hoje e de Amanhã”. Comprido e cheio de esperança, é esse o tema da quarta edição da Mostra Cerrado Abierto. Neste ano, o evento, que conta com a realização da produtora Arado Cultural, será dedicado ao público infantil, com apresentações de espetáculos de diversas linguagens artísticas, oficinas e atividades lúdicas, além da instalação de espaços brincantes.
Tudo isso vai acontecer no Parque das Nações Indígenas, nos dias 1º, 2 e 3 de setembro, com acesso gratuito. Para a mostra de espetáculos propriamente dita, um dos destaques da Cerrado Abierto, a equipe de curadoria selecionou, entre dezenas de propostas recebidas, três montagens: “Sementes”, da artista Caísa Tibúrcio (DF); “Chaos”, da Cie LeMooveNeMent (Montpellier-França); e “Navegantes”, do sul-mato-grossense Grupo Deslimites.
Esta edição conta com o incentivo do Fundo Municipal de Investimentos Culturais (Fmic/2021), da Prefeitura Municipal de Campo Grande, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Sectur).
“Nosso propósito é promover a fruição de espetáculos de diversas linguagens criados especialmente para as infâncias, proporcionando ações formativas para crianças. E, com isso, sensibilizar e conscientizar os tutores e a sociedade em geral sobre a relevância da arte e da cultura para o desenvolvimento sensível e cognitivo do público infantil”, afirma Renata Leoni, produtora da Arado Cultural.
Ao mesmo tempo, a Mostra Cerrado Abierto também busca estimular e explorar o grande potencial criativo de grupos e companhias brasileiras com seus trabalhos para o público infantil, divulgá-los, promover a troca entre o público e os artistas por meio dos espetáculos e das oficinas e, assim, fortalecer o ambiente cultural.
ECOLOGIA
Para oportunizar apresentações de companhias e artistas, tanto de Mato Grosso do Sul quanto de diferentes regiões do Brasil, na mostra, a produtora Arado Cultural realizou uma convocatória para o envio de propostas.
O chamamento foi aberto para profissionais e companhias capazes de apresentar, no portfólio, trabalhos de múltiplas linguagens artísticas, acompanhados de atividades lúdicas (no formato de oficinas), com foco na gurizada. Também foram priorizadas, de acordo com o recorte curatorial, pesquisas e criações cujas temáticas estivessem relacionadas à fauna e à flora, ao meio ambiente e aos povos originários.
Segundo Renata Leoni, a convocatória recebeu 34 inscrições de proponentes do Brasil e de mais três países – Argentina, Espanha e França. Para fazer a seleção, a Arado Cultural montou uma equipe de curadoria composta por três profissionais com atuação em diferentes linguagens e temáticas: Miraíra Manfroi, Iris Isis Rowena Campos e Gleycielli Nonato Guató.
“Escolhemos essas profissionais porque elas atuam na área cultural e têm diferentes experiências com as infâncias e as linguagens. A Miraíra é educadora física, tem uma pesquisa ampla sobre crianças no Pantanal; a Iris atua na Casa de Ensaio e tem experiência em literatura e cinema; e a Gleycielle é indígena e atua com contação de histórias”, credita Renata Leoni.
LÚDICO-SENSÓRIO-MOTOR
Todos os trabalhos foram analisados minuciosamente pela equipe de curadoria, sob o acompanhamento da dupla de produtoras da Arado Cultural, Renata Leoni e Roberta Siqueira, em uma troca muito rica.
Para a escolha de “Sementes”, “Chaos” e “Navegantes”, as curadoras levaram em conta os critérios de “qualidade e excelência dos espetáculos e das oficinas propostas” e ainda a viabilidade técnica das ações.
Além dos três espetáculos, outros trabalhos e ações vão compor a Mostra Cerrado Abierto. A Arado Cultural promete para breve a divulgação de toda a programação da edição “Fazendo Arte com Crianças de Ontem, de Hoje e de Amanhã”.
“Também vamos ocupar os espaços do Parque das Nações Indígenas com ações interativas para experimentações lúdico-sensório-motoras pelas crianças, um mês antes e nos dias do evento, para proporcionar aos públicos uma experiência única, aberta a inúmeras e diferentes formas de experienciar os temas propostos, abrindo possibilidades de transformação na vida de cada um”, finaliza Renata.