Por nada menos do que 11 filmes ao longo do grande sucesso da Marvel contou com o ator Samuel L. Jackson como o superespião Nick Fury. Muitas dessas aparições foram breves e quase sempre como coadjuvante e o ator sempre carismático imprimiu sua assinatura, garantindo sua popularidade entre os fãs.
Seu “super poder” sempre foi astúcia, inclusive de unir e criar o time dos Vingadores, mas mesmo com o destaque em “Capitã Marvel”, é com “Invasão Secreta”, atualmente disponível na Disney Plus.
Eu adoro os vingadores e os heróis da Marvel, obviamente estou acompanhando de perto. A série estreou com recepção morna, o que tem sido uma temperatura comum para essa fase dos heróis. E é “diferente” das outras.
Antes do nosso reencontro com Fury na série, vimos que ele estava há alguns anos em uma estação espacial, supervisionando os trabalhos e meio que de ‘férias”, agora que voltou à Terra, está no aparente declínio de sua autoridade, ainda traumatizado pelo ‘Blip’(quando Thanos estalou os dedos e matou metade da população do planeta e Fury entre eles), mas atende o chamado de seu amigo Talos (Ben Mendelsohn), um dos metamorfos Skrulls que Fury ajudou a salvar em “Capitão Marvel”, que precisa de ajuda para abafar uma rebelião entre eles.
O líder é Gravik (Kingsley Ben-Adir), que logo de cara bombardeou uma praça pública em Moscou, matou milhares, incluindo uma personagem querida dos fãs.
Foto: Divulgação MarvelEle conta com a ajuda da filha de Talos, G’iah (Emilia Clarke), que ainda temos que decifrar para que lado vai ficar. E no segundo episódio descobrimos ainda mais sobre a vida de Fury na Terra, e é surpreendente.
“Invasão Secreta” faz parte dessa fase pra baixo dos Marvels, e se não fossem os Skrulls, teria poucos efeitos e muita estratégia. Quem nos mantém vibrando é justamente Samuel L.
Jackson e a entrada da antagonista britânica adepta de tortura e um diálogo passivo agressivo, brilhantemente vivida por Olivia Colman. A falta de “ação” nos primeiros episódios não deve nos enganar. A trama é a que vai nos mover para a nova fase e traz muitas surpresas, como já falei.
Não chega a ser inventiva como “Loki” ou “WandaVision” (a mais interessante de todas), não é profunda como “Moon Knight” ou divertida como “Ms. Marvel”, mas é um conteúdo importante para costurar as próximas tramas.
Foto: Divulgação MarvelO ritmo é o “tradicional”, há idas e vindas no tempo, mas sem demandar que a gente adivinhe muita coisa. É o que chamam de ‘filme de espião’ dentro do Universo Marvel e que é tão interessante como os de heróis. Até porque, como diz Fury, ele aprendeu a ler as pessoas com um jogo que tinha com sua mãe, chamado “me conta o que ainda não sei”.
Ela fazia uma pergunta e não importava se a resposta era uma mentira, porque omitir a verdade deixava claro para ela o que ele estaria tentando preservar ou alcançar.
Dessa forma, nós fechamos o segundo episódio com algo que nem em mais de 10 anos poderíamos saber e a questão é o que vai acontecer agora com essa informação.