Correio B

Correio B+

Entenda o que é alienação parental e a sua influência em processos de divórcio entre as celebridades

Comportamento B+: Advogado especialista em Direito de Família, esclarece dúvidas sobre o termo e reforça a importância do acordo em um processo litigioso, muito comum no mundo dos famosos

A alienação parental é o ato de interferir na formação psicológica da criança ou do adolescente induzida pelos pais ou responsáveis, sendo muito comum nos casos de divórcio litigioso.

No ano de 2010, o tema virou Lei de Alienação Parental, com o objetivo de tentar coibir tal prática de disputas emocionais entre familiares, vivenciada por muitos famosos ao anunciarem a separação em processos litigiosos, por exemplo.

Para explicar como tornar esse momento menos difícil, conversamos com o Dr. Daniel Oliveira, especialista na área do Direito Civil, com ênfase no Direito das Famílias e Sucessões e em consultoria de Planejamento Sucessório.

O Dr. Daniel Oliveira afirma que a prioridade nesses casos deve sempre ser a do bem-estar dos filhos. “Os adultos tendem a colocar as suas razões pessoais nas ações de família e deixam de pensar na criança ou adolescente, que são geralmente os que mais sofrem durante todo o processo de separação.

Ao entrar numa ação de família litigiosa, é importante estar atento para evitar qualquer ato de alienação parental contra o genitor(a), sendo importante que além da defesa judicial, que a parte recorra a ajuda de um psicólogo a instruir essa pessoa como melhor agir nessa situação tão delicada e emocional.

Nem tudo é sobre o ganho do bem material na justiça, alías, em matéria de direito de família, o melhor interesse da prole deve balizar tais decisões”, alerta.

O advogado declara não acreditar em uma boa solução nos litígios familiares, aconselhando sempre os seus clientes a solucionar a questão por acordo entre as partes, a evitar todo o desgaste emocional, a imprevisibilidade de uma solução judicial e a economia no pagamento de honorários de advogado em caso de a ação se tornar consensual:

“As brigas tendem a ser constantes na presença dos filhos, tornando o processo ainda mais difícil e fatalmente culminando em atos de alienação parental, sendo que na maioria dos casos uma boa conversa que aparasse as arestas e mágoas de parte a parte seria capaz de resolver a questão de forma amigável, sendo que, caso a situação se torne litigiosa, o processo não teria qualquer previsão de encerrar, a gerar muito tempo de duração, desgastes emocionais de parte a parte e honorários que podem aumentar substancialmente nas ações litigiosas”.

A prática de alienação parental é muito comum, sobretudo em casos envolvendo traição ou patrimônios de grande valor, ocorrendo bastante no mundo das celebridades.

Nos casos de litígios entre celebridades a coisa se complica, tendo em vista que a vida da família acaba sendo exposta nas mídias em geral em situações regidas pelo segredo de justiça e que, em tese, jamais poderiam ser divulgadas ao público em geral dessa forma.

Casos como esses tendem a chamar a atenção do público que acompanha de fora a briga, mas são dramáticos para quem vive do outro lado, principalmente quando envolvem crianças expostas as maldades típicas do ambiente escolar.

Com esse olhar, o Dr. Daniel Oliveira destaca que a melhor sentença para um processo de divórcio é a de homologação de um acordo consensual. “Eu digo para os meus seguidores que sou o ‘advogado do acordo’. Infelizmente, o sistema judiciário brasileiro é muito moroso, não funciona a contento para que as soluções sejam apresentadas de imediato e que os seus direitos sejam restabelecidos prontamente”, avalia.

Foto: Divulgação

Dr. Daniel ressalta ainda ser bastante costumeiro que seus clientes não saiam 100% satisfeitos, mas este sentimento ocorre pois o acordo deve ser encarado como uma situação de perde-perde, mas com um ganha-ganha que não é mensurado pelas partes, qual seja, a redução do litígio entre as partes, a diminuição dos custos e a felicidade da prole com a boa relação existente entre os seus pais.

A pessoa famosa precisa entender que a mídia adora expor tais litígios familiares, mas ele deve evitar ao máximo tal exposição, seja pelo efeito negativo que tais matérias podem enfatizar seja pelo bem estar e a privacidade da vida dos seus filhos.

O advogado Dr. Daniel Oliveira conclui destacando que “ceder” equivale à vitória de um processo litigioso e explica o porquê. “Às vezes, é melhor perder um pouco e ganhar, do que esperar para “talvez” ganhar sabe-se lá quando. Se não houver um motivo muito relevante como o abuso de álcool ou drogas por um dos genitores, a vivência da criança com um dos cônjuges em ambiente degradado ou a disputa dos cônjuges relacionada a partilha de bens de elevado valor não vale a pena a briga.

Infelizmente, muitos famosos preferem digladiar e estender por anos uma disputa nos tribunais que só resulta no desgaste emocional, financeiro e exposição da família na mídia. Defendo sempre que em litígio familiar deve-se tentar a todo o custo a busca por uma solução amigável, podendo ser considerada uma grande vitória para todos os envolvidos após a homologação judicial”, finaliza.

representando ms

Idealizador do 'Tereré e Quadrinhos' vai pela 4.ª vez à FIQ em BH

Emmanuel Merlotti participa pela quarta vez do Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte, um dos principais palcos para os produtores desse formato de histórias que buscam catapultar projetos

04/11/2026 10h07

correio b terere

correio b terere Emmanuel Merlotti participa pela quarta vez do Festival Internacional de Quadrinhos de BH / Acervo Pessoal

Continue Lendo...

DIÁLOGO

A reeleição de Lula para mais quatro anos de mandato jogou um balde de... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quarta-feira (4)

04/11/2026 00h02

8603c51d 751d 4b37 89cb fe2c5ad0fc99 13_2

8603c51d 751d 4b37 89cb fe2c5ad0fc99 13_2

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).