“High Life”, filme de Claire Dennins com Robert Pattinson vai para o espaço para fazer uma poderosa crítica à sociedade produtivista atual
Com uma roupagem de ficção científica, o filme “High Life”, da aclamada cineasta francesa Claire Dennins, questiona o papel do trabalhador na sociedade capitalista atual. A produção foi lançada em 2018 e trouxe como protagonista Robert Pattinson, mais conhecido como o vampiro Edward Cullen nas cinco adaptações cinematográficas da saga de filmes “Crepúsculo”, que interpreta o personagem Monte. Disponível na Apple Tv, o filme especula sobre um grupo de criminosos que aceitam um acordo com a justiça para substituir as suas penas por uma participação em uma missão espacial em busca de novas fontes de energia. Com uma carreira de sucesso, com filmes como “Beau Travail”, “The Intruder” e “35 Shots of Run”, “High Life” é mais uma história poderosa de Claire Dennins.
A trama é ambientada em uma estação espacial, na qual todos esses criminosos que fazem parte do programa de investigação científica estão. Em meio a uma missão praticamente suicida para testar a viabilidade de se extrair energia ilimitada de buracos negros – região do espaço com um campo gravitacional tão forte que nem mesmo a luz consegue escapar –, Monte precisa cuidar de sua filha recém-nascida e continuar desenvolvendo o seu ofício na nave. Caso não desempenhe corretamente o seu trabalho, o personagem é ameaçado de diversas punições – inclusive a morte.
A dinâmica de trabalho é extremamente opressora e os tripulantes são, constantemente, tratados de forma desumana. Mesmo assim, é nas interações entre eles que os instintos básicos de sobrevivência e reprodução da espécie humana são aflorados, afinal, eles ainda são pessoas. Para além dos instintos, os únicos resquícios de humanidade com os quais os tripulantes podem contar são as suas próprias memórias, lembranças distantes de um tempo em que a sua existência não era condicionada pela sua produtividade. Porém, quando uma tempestade de raios cósmicos atinge a nave, a viagem irá tomar rumos inesperados e a possibilidade de uma rebelião irá colocar tudo em risco.
Um dos maiores reality shows da cultura drag do mundo finalmente ganha a sua versão brasileira, apresentado por Grag Queen e disponível na Paramount+
O “RuPaul’s Drag Race” é um dos mais famosos – e bem-sucedidos – realities shows de drag queens da história do entretenimento. O programa foi criado em 2009 pela drag californiana RuPaul Charles, que também apresenta a competição. A sua principal premissa é levar o universo e a cultura drag para o público em geral. Mesmo não ganhando o programa, as participantes conseguem uma visibilidade grande por conta do sucesso de audiência que é o reality. Além disso, novas oportunidades de trabalho surgem. Com uma fórmula de sucesso criada nos Estados Unidos, não demorou muito para que o formato fosse levado para outros países.
RuPaul apresenta as versões dos Estados Unidos, Reino Unido e Austrália/Nova Zelândia, mas existem as edições Canadá, Tailândia, Alemanha, França, Itália, México, Filipinas, Espanha e Países Baixos, com outras apresentadoras. Por conta da variedade de lugares que recebem a competição e a paixão do público brasileiro pela cultura drag, a reivindicação por um “Drag Race Brasil” era antiga. Mas, apesar da demora, o reality chegou e já está de estreia marcada para o dia 30 de agosto, na Paramount+. Os episódios serão disponibilizados semanalmente, nos dias de quarta-feira, na plataforma e na MTV.
No Brasil quem apresentará o programa é Grag Queen, drag gaúcha e vencedora da competição “Queen of the Universe” – reality show musical produzido pela própria RuPaul. Ao longo dos episódios, o programa vai acompanhar a competição entre doze drag queens, de vários estados do Brasil, pelo título de Drag Superstar. As provas irão envolver as mais variadas habilidades das competidoras, que terão desafios de atuação, moda, comédia, canto e dança. As participantes já foram anunciadas pela Paramount+ e elas são: Aquarela, Betina Polaroid, Dallas De Vil, Diva Moe, Hellena Malditta, Melusine Sparke, Miranda Lebrão, Naza, Organzza, Rubi Ocena, Shannon Skarllet e Tristan Soledade. Só pelos nomes, promete muito.
Aguardada adaptação em live-action no mangá “One Piece” chega à Netflix no final de agosto e terá oito episódios
Sempre que uma obra clássica é adaptada para o audiovisual, os fãs se dividem entre empolgação e receio, principalmente quando se trata dos fãs de mangás. Com experiências passadas não muito boas, como a criticada série de “Death Note”, é compreensível que muita expectativa esteja envolvida quando se anuncia projetos do gênero. Por isso, quando a Netflix divulgou que seria responsável por fazer uma série do mangá “One Piece”, obra de Eiichiro Oda lançada em 1997 e que conta com 105 volumes (até o momento), os fãs receberam a notícia com descrença. Porém, com a divulgação dos visuais dos personagens, logo foram se empolgando.
“One Piece” terá os oito episódios de sua primeira temporada disponibilizados ao mesmo tempo, no dia 31 de agosto. Com o desejo de se colocar como uma das melhores adaptações de mangás para o formato de live-action, o original da Netflix teve consultoria do próprio Eiichiro Oda, que assumiu o papel de produtor executivo da série e teve papel decisivo nas tomadas de decisão. A trama acompanha o arco East Blue do mangá, que é a parte introdutória, na qual os principais personagens são apresentados, assim como seus objetivos.
A série começa com a morte do rei dos piratas, Gol D. Roger, cujas últimas palavras – antes de sua execução – revelam que ele havia escondido um grande tesouro e, caso algum pirata quisesse fama e poder, deveria ir atrás dele. Com isso, vários piratas do mundo partem para a ilha da Grand Line para tentar encontrar o tesouro, inclusive o protagonista Monkey D. Luffy, que sonha em encontrar o One Piece – nome do tesouro – e se tornar o rei dos piratas. Uma peculiaridade é que, quando criança, o protagonista comeu uma fruta que fez com que seu corpo adquirisse propriedades de borracha.