Maior abolicionista do país, Luiz Gama recebe um filme poderoso sobre sua trajetória dirigido por Jeferson De e estrelado por César Mello
A História do Brasil é repleta de personagens que foram apagados dos livros escolares, mas que tiveram uma contribuição muito importante para a formação do país. Em sua maioria membros de minorias, essas pessoas recentemente têm tido suas trajetórias resgatadas por músicas, filmes, séries e movimentos sociais que confrontam esse processo de apagamento histórico, levando esses personagens para um público leigo e, até, influenciando as próprias escolas. Esse é o caso do filme dirigido por Jeferson De, “Doutor Gama”. O longa, lançado em 2021 e disponível na plataforma de streaming da GloboPlay, conta a história de um dos maiores abolicionistas do país.
Personalidade importante do Século XIX, Luís Gama é considerado o primeiro advogado negro do Brasil. Nascido livre pela condição de liberta de sua mãe, ele foi vendido como escravo por seu pai biológico – um senhor de engenho português – aos 10 anos de idade como uma forma de pagar dívidas de jogo. Apesar da sua escravização ser ilegal na época, Luís foi vendido e transportado duas vezes, tendo ido morar em São Paulo como um escravo doméstico. Lá, aprendeu a ler sozinho aos 17 anos de idade. Ainda jovem, conseguiu fugir da casa onde era escravizado e chegou até frequentar aulas de Direito, mas nunca se formou.
Depois de ter conseguido provar que o processo de sua venda havia sido ilegal, Luís Gama trabalhou como praça, tipógrafo e jornalista. Porém, uma das suas maiores contribuições para a luta abolicionista foi a sua atuação como rábula (advogado sem formação acadêmica), título que lhe permitia advogar na defesa de negros escravizados. Ao todo, Gama defendeu e libertou 217 escravizados, tornando-se uma referência na luta antirracista e abolicionista no país. O drama biográfico, de cerca de uma hora e meia de duração, conta a sua trajetória desde a infância até a vida adulta.
Mulher não pode passar dos 100 batimentos cardíacos por minuto em nova série original de comédia da HBO Max
A nova comédia romântica original da HBO Max é uma produção argentina escrita e dirigida por Fernán Miras, cineasta e ator argentino. Com o nome de “Quase Morta” o filme é, na verdade, um remake do longa espanhol “Bypass”, lançado em 2012 e dirigido pela dupla Patxo Tellería e Aitor Mazo. Com críticas positivas desde o seu lançamento original, a história gira em torno de uma mulher que recebe o diagnóstico de uma doença terminal. Apesar de possuir um enredo, de certa forma, clichê, a maneira como os acontecimentos são construídos surpreendia o espectador em “Bypass”, uma qualidade que deve ser incorporada em “Quase Morta”.
Na história, Marí é uma mulher de meia idade que, depois de se envolver em um pequeno acidente de carro, descobre que possui miocardite – uma inflamação rara na parede do coração que vai lhe levar a morte em cerca de um mês. Para minimizar o desconforto da protagonista e não acelerar a sua morte, a médica recomenda que Marí não passe dos 100 batimentos cardíacos por minuto. E, para isso, deverá deixar de fazer uma série de atividades e, de maneira alguma, pode se estresse ou sofrer decepções.
Sabendo desse diagnóstico, os amigos de Marí entram em contato com Javi. Ele é um amigo de longa data com que a protagonista já viveu um grande amor, mas a vida de ambos tomou outros rumos e eles se afastaram. Apesar de estar em um outro momento da sua vida, morando no Uruguai e com uma nova namorada, Javi decide ir visitar Marí nesse seu último mês de vida. Confrontados com a morte de maneira tão intensa, a vida de todos os envolvidos virará de cabeça para baixo. O filme fará a sua estreia no dia 1° de setembro, exclusivamente na plataforma da HBO Max.
Primeira comédia romântica interativa é um original da Netflix e chega à plataforma no dia 31 de agosto
As histórias interativas são uma estratégia imersivo que tira o espectador de sua condução passiva (apenas observa o que está acontecendo em cena) e o traz para momentos chaves de tomada de decisão. Dependendo da escolha de cada espectador, a narrativa toma um rumo completamente diferente, criando um conjunto de finais possíveis e diferentes entre si. Apesar deste já ser um conceito muito utilizado em jogos, recentemente a interatividade já começou a dar as caras nas séries e filmes, principalmente com os esforços da Netflix. Assim como em “Black Mirror: Bandersnatch”, a nova comédia romântica do streaming deixará o telespectador tomar as decisões.
Com o título de “As Escolhas do Amor”, o longa norte-americano será estrelado por Laura Marano e chega na plataforma no dia 31 de agosto. Na trama, Marano interpreta a personagem Cami Conway, uma engenheira de gravação musical. Com um relacionamento saudável a anos e um emprego que gosta, a vida de Cami parece ser perfeita. Porém, algo (que ela não faz a menor ideia do que seja) parece estar faltando na vida da protagonista. Em busca de entender essa lacuna na sua vida, Cami procura uma taróloga. A partir daí, uma série de encontros confundirá a mente da protagonista.
Os questionamentos sobre suas escolhas de vida e carreira vão aflorar quando a protagonista reencontra o seu primeiro amor, Jack Menna (Jordi Webber). Apesar de não se falarem desde quando eram crianças, a conexão entre ressurge com uma facilidade enorme, o que será difícil para o relacionamento de Cami. Ao mesmo tempo, a protagonista acaba trabalhando no estúdio com o roqueiro britânico sexy Rex Galier (Avan Jogia), que também mexerá com a protagonista. Em meio a toda essa confusão, Cami ainda será confrontada com um antigo sonho de ser cantora, o qual abandonou por medo e pelo futuro que achava querer.