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Dia Mundial do Champagne é comemorado neste sábado

O Dia Mundial do Champagne, comemorado neste sábado, é uma boa oportunidade para que as borbulhas e os buquês da bebida que é sempre sinônimo de elegância e celebração invadam seus sentidos

Não se confunda. As duas datas existem: o Champagne Day, criado nos EUA, é em 23 de outubro; e o Dia Mundial do Champagne, data francesa, é em 28 de outubro. Separar as duas, muito mais que a curta distância de apenas cinco dias, é ressaltar a fidalguia da origem da bebida, que só pode ser chamada assim – champagne – se for produzida na região de mesmo nome, ao leste de Paris, em direção 
à fronteira com a Bélgica.

“O champagne é específico da região de Champagne, na França. Só pode ser chamado [assim] se sair de lá. Fora dali, tudo é espumante”, reforça o sommelier Charles de Carvalho, que ao longo da conversa não deixa de repetir a informação.

Também não é para menos. Há quase um século, em 1927, a província em território francês conquistou o selo AOC, isto é, Appellation d’Origine Contrôlée ou Denominação de Origem Controlada.

Essa patente garante, desde então, que somente as garrafas abastecidas com tipos específicos de uva, por sua vez, cultivadas obrigatoriamente na região de Champagne, dentro de métodos próprios, tem a chancela para a cobiçada nomenclatura de batismo.

A brasileira Peterlongo, de Garibaldi (RS), se gaba de, por força judicial, ser a única marca brasileira a manter em suas garrafas o termo em francês.

“As três uvas utilizadas e autorizadas para a produção de champagne são a chardonnay [branca], a pinot noir e a pinot meunier [tintas]. Fora dali, principalmente aqui no Brasil, no Sul, se usa muito a riesling itálica, a chardonnay. Hoje, estão utilizando para espumantes e vinhos rosé algumas uvas tintas, como a merlot, a malvasia, entre outras”, diz o sommelier, que atua há 27 anos na rede varejista Comper.

VALORES

“Na França, as [marcas] mais tradicionais são a Moet Chandon e a Veuve Clicquot. Mas temos excelentes champagnes, ainda mais caras, como a Dom Pérignon, a Krug, entre outras”, enumera Carvalho.

Uma garrafa de champagne – champagne mesmo – que podemos cotar como cara, como a Perrier Jouet, sai entre R$ 500 e R$ 5 mil.

A partir daí, o preço não para de subir. Há, por exemplo, a variedade Cristal, da casa francesa Louis Roederer, fundada no século 18, com valores que superam os R$ 20 mil por garrafa.

Acha pouco? Para arrematar o ranking, tome nota: a inglesa Gouts de Diamant dispõe de garrafas a US$ 1,8 milhão por unidade.

No rótulo, vai ouro branco 18 quilates e incrustação com diamantes. Mas não se desespere. Supermercados 
e adegas da Capital oferecem opções de espumantes bem abaixo dos três dígitos.

“Para Campo Grande, a gente recomenda muito três estilos. Um é o brut, que é um estilo um pouco mais seco. Aqueles adeptos a não gostarem de bebida muito seca vão para o demi-sec. Já aqueles que gostam um pouquinho mais doce procuram nas adegas espumantes produzidos com uva moscatel”, informa Carvalho.

“Pode-se consumir em Campo Grande a todo o momento, principalmente em dias quentes”, complementa o sommelier, que ensina outros detalhes, como a temperatura ideal.

MODO DE USAR

“Ela [a garrafa de champagne] sempre tem que ficar em uma boa temperatura. Recomendamos muito – principalmente para espumantes, champagnes, cavas e processos – entre 6ºC e 8ºC, para que a bebida fique um pouco mais gelada”, explica.

“E sempre [sirva a bebida] naquela taça um pouco maior, comprida. A gente não aera 
a champagne [abrir a garrafa para a bebida ter contato com o oxigênio durante um tempo]”, prossegue.

“Quando você coloca o espumante e ele bate no fundo da taça, sobe já aquela espuma, e você vê a intensidade da perlage, aquelas bolhinhas. Um grande ponto aí: quanto menor e mais viva for aquela bolhinha, mais qualidade tem a champagne, o espumante, o prosecco, a cava, o que seja”, orienta Carvalho.

A recomendação é “um baldinho com gelo para manter a temperatura” logo após servir. Serve-se a bebida em pequena quantidade, no máximo até a metade da taça – e então ir completando aos poucos. E para acomodar as garrafas?

“O ideal é guardar a garrafa deitada em local mais escuro, com umidade relativa [do ar] em 85%, que não seja tão quente e que seja longe da cozinha, porque lá tem muitos aromas, e eles passam para a rolha”, orienta.

“Ou deitadinha, repousando, dentro de uma adega climatizada ou em uma geladeira, isso se você for consumir nos próximos dias. Querendo ou não, o líquido tem que estar em contato com a rolha. Porque, se você deixa em pé e tiver uma variação muito grande de temperatura, a rolha vai murchar”, adverte o especialista.

Charles de Carvalho, que adora um Perrier Jouet, encerra a conversa com uma “nota técnica” alvissareira para quem é chegado nos brindes borbulhantes.

“Todo espumante, vinho branco, rosé ou tinto faz bem à saúde. É uma bebida de processo mais natural e tem muitos elementos que são benéficos a nossa saúde. Não tem um teor alcoólico muito forte. Dependendo do estilo, varia entre 7% e 11,5%, no máximo”, finaliza. Pronto. Agora você já pode brindar.

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