Novembro é o mês da campanha de conscientização sobre os cuidados com o diabetes, doença crônica que afeta a saúde de homens, mulheres, crianças e dos pets. Isso mesmo, ela acomete cães e gatos e necessita de um diagnóstico precoce para que cuidados especiais sejam aplicados no dia a dia, garantindo saúde e qualidade de vida ao animal.
O diabetes pode afetar os pets independentemente da idade ou sexo e está relacionada a obesidade e ao uso indiscriminado de drogas como glicocorticóides e progestagênios, afetando animais com idade entre 7 e 9 anos. As fêmeas possuem o dobro da probabilidade de serem afetadas e raças como poodle mini, samoieda, pug, poodle toy e schnauzer têm maior predisposição.
De acordo com a médica-veterinária e supervisora da Clínica de Pequenos Animais do Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ), do Grupo UniEduK, Dra. Ana Cláudia Bengezen, a doença impede que o organismo produza insulina ou até produza, mas em quantidade insuficiente.
“A Diabetes mellitus é considerada a principal doença do pâncreas endócrino em cães, representada como um grupo de doenças metabólicas de múltiplas origens e caracterizada por hiperglicemia crônica, glicosúria e distúrbios no metabolismo de carboidratos, gorduras e proteínas, que surge como resultado de defeitos na secreção ou na ação da insulina, ou em ambos”, explica Ana.
Foto: DivulgaçãoO diagnóstico é confirmado por exames de urina e glicemia de jejum, que nos animais os índices considerados “normais” variam entre 55 e 110 mg/dL. A presença de glicosúria (glicose na urina) e hiperglicemia de jejum indicam que o animal sofre de diabetes. Além dos exames de rotina, é fundamental ficar atento ao comportamento do animal no dia a dia, que pode apresentar sinais como:
- Sede excessiva
- Perda de peso
- Aumento de apetite
- Cansaço
- Sedentarismo
- Maior frequência de vontade de urinar.
Com os cuidados especiais, é possível ter qualidade de vida:
Assim como ocorre com os humanos, entre os pets a diabetes também não tem cura. Mas, com tratamento adequado e uma rotina toda especial, é possível que o animal tenha uma vida saudável. De acordo com a médica-veterinária da UniFAJ, uma vez diagnosticada a doença é necessário que o pet passe por acompanhado constante.
“O tratamento da diabetes em cães e felinos consiste na aplicação de insulina, sendo que ação é eficaz para o animal”, revela Ana Cláudia. “Também durante o tratamento é importante que o tutor faça o acompanhamento glicêmico, com modelos de aparelhos semelhantes aos utilizados pelos humanos.”
De acordo ainda com a médica-veterinária do Centro Universitário de Jaguariúna, é necessário ainda fazer mudanças alimentares, pois esses animais necessitam de uma alimentação diferenciada.
Foto: Divulgação“Atualmente há no mercado várias rações específicas para esses pacientes, como as terapêuticas, bem como alimentos naturais, cuja dieta deve ser recomendada por um nutrólogo veterinário”, ressalta Ana. “É recomendado ainda adotar novos hábitos como exercícios físicos e brincadeiras. E, no caso das fêmeas, a castração também é indicada, porque a progesterona interfere na ação da insulina”, conclui.
Com excesso de açúcar no sangue e sem o tratamento adequado, o animal pode sofrer uma série de complicações, tais como: êmese, convulsões, taquipneia, catarata, fraqueza, pancreatite, dor abdominal, diarreia, perda de peso, hepatomegalia, insuficiência renal, infecções bacterianas secundárias, cistite e bacteriana cutâneas piodermites.