Em uma alusão à história dos três reis magos, animação japonesa “Os Padrinhos de Tóquio” conta a história de 3 moradores de rua que encontram um recém-nascido no lixo de Tóquio
Com a aproximação do Natal, alguns filmes natalinos clássicos começam a ser reprisados na televisão. Porém, com a chegada dos serviços de streaming, é possível acessar uma variedade muito maior de produções natalinas, para além dos velhos longas hollywoodianos. Um grande destaque é a animação japonesa “Padrinhos de Tóquio”, lançada em 2003 e inspirada no livro “The Three Godfathers”, escrito por Peter B. Kyne e lançado em 1913. Dirigido por Satoshi Kon, que é conhecido por sua abordagem de deturpar a realidade através de seus personagens, o longa aborda temas como perdão, o conceito de família e preconceitos de uma forma mais sensível e humorística do que seus outros filmes. O filme está disponível na HBO Max, na Amazon Prime Video e na Apple TV.
A história se passa em Tóquio, na época das festas de fim de ano. Nesse contexto, Hana, Gin e Miyuki são moradores de rua que formam uma espécie de família disfuncional, cada um com as suas personalidades, histórias e traumas próprios que os levaram até aquela condição. Quando o filme começa, os três encontram um bebê recém-nascido abandonado no lixo na véspera de Natal. Em um primeiro momento, os personagens ficam indecisos se adotam a criança ou levam ela para a polícia. Porém, depois de conseguirem algumas informações sobre ela, o trio decide fazer de tudo para encontrar os seus pais antes do Ano Novo.
“Os Padrinhos de Tóquio” é influenciado pela história bíblica dos Três Reis Magos – que, na narrativa cristã, eram sábios do Oriente que vieram à procura do menino Jesus. O interessante do filme é que ele faz essa analogia bíblica através de 3 moradores de rua, pessoas marginalizadas que sofrem diversos preconceitos ao longo de toda a história. Ao mesmo tempo, eles possuem uma relação de amor e cumplicidade características de uma família – mesmo que diferente do usual. O longa também indaga sobre se, algum dia, os personagens vão enfrentar os seus traumas do passado e sair das ruas – uma questão que depende muito mais deles perdoarem a si mesmos.
A volta do cunhado de uma longa estadia na Europa vai trazer desconforto e desconfiança para uma família na nova comédia de Leandro Hassum na Netflix
Leandro Hassum é um dos nomes mais conhecidos da comédia brasileira atualmente. O ator ganhou notoriedade ao entrar no elenco de “Zorra Total” e, depois, teve sua fama mais consolidada com a série “Os Caras de Pau” – ambos programas da emissora aberto da Rede Globo. Porém, apesar da sua história muito interligada com a televisão, atualmente o comediante vem explorando novas plataformas para alavancar os seus projetos. E, a principal delas é a Netflix, com quem vem realizando diversos filmes e séries desde 2020, com o lançamento de “Tudo Bem no Natal Que Vem” – que foi assistido em mais de 26 milhões de residências ao redor do mundo.
Em 2023, Hassum protagonizou a sua primeira série da plataforma (intitulada de “B.O.”) em setembro. Agora, no dia 24 de dezembro, o comediante é a cara de mais um original da plataforma, o filme “Meu Cunhado é um Vampiro”. O longa possui um elenco repleto de nomes conhecidos. Dentre eles estão Mel Maia, Monique Alfradique, Rômulo Arantes Neto e Edson Celulari. Na trama, Hassum interpreta o pai de família e ex-jogador de futebol Fernandinho. Tendo se aposentado há vários anos, o personagem passa os seus dias dedicados aos filhos e a apresentar o seu podcast esportivo.
Apesar de ter grande parte da sua vida resolvida, Fernandinho vive em constante pé de guerra com a sua ex-esposa – que quer sempre tirar mais dinheiro do personagem. Mesmo assim, a convivência dentro de casa é um aspecto tranquilo no dia a dia do protagonista. Porém, isso tudo irá mudar quando Greg, o irmão caçula de sua atual esposa, decide voltar da Europa e fica hospedado na casa de Fernandinho. Folgado e com alguns hábitos estranhos, o protagonista logo começa a suspeitar que o cunhado é, na verdade, um vampiro. Junto com os filhos, Fernandinho irá bolar um plano para desmascarar o cunhado e impedir que ele ataque todos da vizinhança.
Um estudante de Oxford deslocado é atraído para o mundo de luxo e riqueza de seu colega em um verão que nunca será esquecido
Diretora, roteirista e atriz, a britânica Emerald Fennell vem chamando bastante a atenção da indústria cinematográfica pela sua forma ousada – e por vezes polêmica – de contar suas histórias. Seu primeiro longa como diretora, intitulado “Bela Vingança” e lançado em 2021, lhe rendeu duas indicações ao Oscar (por Melhor Filme e Melhor Roteiro Original, categoria em que venceu). Na história, a cineasta explorava temas como sexualidade e obsessão, que irão se repetir em “Saltburn”, o seu novo filme original para a Amazon Prime Video – que chegará na plataforma de streaming no dia 22 de dezembro.
Ambientada nos anos 2000, a história gira em torno de Oliver Quick (Barry Keoghan), um estudante que começa a frequentar a Universidade de Oxford. Misterioso, o jovem vem de uma família corroída por problemas mentais e com uma condição financeira bem mais modesta do que a maioria dos seus colegas. Por conta disso, o protagonista é desprezado por outros alunos. Uma exceção é Felix (Jacob Elordi), filho de um milionário, que acaba desenvolvendo uma afeição por Oliver depois de ouvir sobre sua família. Porém, essa amizade não surge espontaneamente. Na verdade, Felix já era um interesse quase que obsessivo do protagonista desde o seu primeiro dia em Oxford.
Chocado com o relato de Oliver sobre os seus problemas familiares, Felix decide levá-lo para passar as férias de verão em sua mansão, também conhecida como Saltburn. Lá, o protagonista irá conhecer o pai James Catton (Richard E. Grant), a mãe Elsepth (Rosamund Park) e a irmã mais nova Venetia (Alison Oliver). Além da família, algumas outras pessoas (agregados) também vão passar as férias na mansão. É em Saltburn que as coisas começam a ficar cada vez mais obsessivas e a trama ganha um quê de thriller maníaco, com cenas que parecem ter sido feitas para chocar a audiência – e conseguem.