Quem disse que a folia acabou? Todos os caminhos levam os mais animados para o Armazém Cultural (Avenida Calógeras, nº 3.065), na Esplanada Ferroviária, onde será realizada, na noite de hoje, a partir das 19h, a cerimônia de premiação das escolas de samba que venceram o concurso de desfiles do Carnaval 2024 em Campo Grande.
A festança no Armazém, sob a organização da Liga das Escolas de Samba de Campo Grande (Lienca), tem entrada franca e contará com apresentações das agremiações que conquistaram as três melhores posições na disputa de segunda e terça-feira na Passarela do Samba (Praça do Papa).
Criado em 2011, o Grêmio Recreativo Escola de Samba Deixa Falar tem o mesmo nome da primeira escola de samba carioca, fundada há quase um século. E repetiu a façanha de 2023 ao ganhar o título de campeã pela terceira vez consecutiva.
Agora, a Deixa Falar de MS é dona de seis troféus de primeiro lugar no Carnaval da Capital, 2014, 2018, 2020, 2022 e 2023, além do título deste ano. A conquista, anunciada no fim da tarde de quarta-feira, veio com os 178,1 pontos atribuídos por 18 jurados, que julgaram, em dupla, cada uma das nove categorias de avaliação, com notas variando de sete a 10, o desfile criado sob o samba-enredo “Igbagbo (Andar com Fé)”.
Além da Deixa Falar, voltam a brilhar na noite de hoje, na Esplanada, a Igrejinha, que, com o samba-enredo “Mysterium – Enigmas da Humanidade”, ficou em segundo lugar, e a escola Os Catedráticos do Samba, a terceira colocada, que desfilou ao som do samba-enredo “Por Amor a Você, Me Apaixonei pelo Carnaval”.
As três campeãs receberão prêmios em dinheiro de R$ 30 mil (1º lugar), R$ 20 mil (2º lugar) e R$ 10 mil (3º lugar). Mas o maior presente certamente vai ser o calor humano dos sedentos foliões desta sexta-feira.
SARAU NO AMAMBAÍ
No Espaço Chico Xavier, que realiza encontros culturais desde 2002, o sábado ganha mais um sarau matinal que vai celebrar a música em diferentes estilos e formatos.
Um dos destaques é o Duo Manhães, formado por dois rapazes, os irmãos Artur e Elias, que são violonistas de talento, seguindo uma tradição que vem de família e tem sido aperfeiçoada com a presença da dupla nas aulas do projeto Escola de Música, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).
Também se apresentam no espaço da Fundação Chico Xavier a dupla Cidinha & Geraldo, com uma performance de canto e violão, e o grupo Angelis, quarteto formado por Angélica Jado, Isadora Cristóforo, Talita Mendes e a pianista Eliseba Manhães. As apresentações terão início às 10h. Endereço: Rua Dom Aquino, nº 431, Bairro Amambaí. Mais informações: (67) 3029-0357.
CINEMA
Nos cinemas, o destaque fica por conta do aguardado longa-metragem “Bob Marley: One Love”, com direção de Reinaldo Marcus Green, que narra uma parte da trajetória do jamaicano Robert Nesta Marley, falecido aos 36 anos em 1981.
Cantor, compositor e guitarrista, Marley permanece ainda hoje, passadas mais de quatro décadas de sua partida, como a maior personalidade surgida do reggae, gênero musical que ele mesmo ajudou, e muito, a criar e a consolidar.
Mas a importância do artista vai bem além de canções como “No Woman No Cry”, “Exodus”, “I Shot the Sheriff”, “Could You Be Loved” e a própria “One Love” do título do filme. A trama central foca em um momento de turbulência política na Jamaica, que acaba levando Bob a se exilar na Inglaterra depois de um atentado a tiros.
Foi em Londres que o reggae-man concebeu o álbum “Exodus” (1977), base para um show, no ano seguinte, o “One Love Peace Concert”, que se tornou uma das mais antológicas apresentações de Marley.
“Capturar a vida de um homem em duas horas é difícil. Foi necessário encontrar a janela que nos permitiu fazer isso para mostrar o lado humano dele”, diz o diretor Reinaldo Marcus Green, destacando que o peso do nome Bob Marley só aumentou o seu desafio.
“Nossa responsabilidade é tentar ser o mais autêntico possível”, afirma Green, que fez um filme para atingir as novas gerações com o legado e a mensagem de amor e paz do biografado.
Quem encarna Marley no longa é o ator inglês Kingsley Ben-Adir, atualmente com 38 anos. A esposa Rita Marley é interpretada pela também inglesa Lashana Lynch. “Meu pai passou por muita coisa em um curto período. A tentativa de assassinato, depois foi exilado da Jamaica. Foi um momento de mudança de vida”, conta Ziggy Marley, filho de Bob e um dos produtores do longa-metragem, assim como a mãe Rita e a irmã Cedella Marley.
O astro Brad Pitt integra a equipe que assina a produção-executiva de “Bob Marley: One Love”.