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Especial Oscar B+: Oscar e o dilema: Todo ano é a mesma coisa... e é mesmo?

O Oscar alcança 96 anos mantendo seu prestígio, mas também previsibilidade

Flavia Viana

09/03/2024 - 11h00

A cada março ou fim de fevereiro, se voltar aos meus posts e colunas encontraremos as palavras de previsível, sem graça, tedioso, arrastado quando falarmos da festa do Oscar. Sabe aquele famoso que a gente acompanha cada passo, mas fica reclamando que é chato e exibido? Esse é o Oscar.

O prêmio da academia tem 96 anos. São quase 10 décadas, gente. Nasceu no tempo do rádio, ganhou popularidade com a TV, foi adaptado e depois criticado pelas regras da TV e agora está vivendo a fase da Era Digital sem perder sua relevância. Podemos questioná-la, mas nós mesmos a alimentamos. O Oscar merecia um Oscar.

Por causa de seu prestígio foram surgindo outros prêmios semelhantes, próximos em data e com os mesmos convidados. Ainda assim, o que importa é o Oscar.

O Oscar é ‘justo’? Nem Sempre.

O Oscar é inclusivo? Vem tentando.

O Oscar é previsível? Não por culpa própria.

Em 2024, assim como os anos anteriores, só vai ganhar sozinho o bolão quem apostar muito fora da caixa e DU-VI-DO que tenham sido muitos os loucos dizendo que Moonlight tiraria o prêmio de La La land em 2016.

Ou que Olivia Colman ganharia de Glenn Close em 2019. Ou até mesmo Anthony Hopkins tirar a homenagem póstuma à Chasewick Boseman como melhor ator em 2021 por Pai. Isso porque falar de mérito e Oscar pode cair em paradoxos fáceis.

Mas então o que esperar da noite de 10 de março? A consagração de Christopher Nolan com Oppenheimer. A essa altura, é difícil evitar a lavada técnica e artística do filme. E como Nolan faz campanha contra as plataformas digitais, insistindo não apenas na manutenção das janelas de cinema como sempre foram (6 meses antes da plataforma) e que filmes como o dele tenham salas IMAX em todo o mundo, ele é o Don Quixote lutando contra os moinhos. Conhece a máxima que Hollywood só gosta de uma coisa mais do que si mesma: falar bem de Hollywood. E Hollywood é, em sua alma, cinema.


Portanto alerto que as categorias de possíveis azarões estão restritas à de Melhor Ator e Melhor Atriz. Os coadjuvantes já estão definidos, assim como Diretor e Melhor Filme. Correndo o risco de errar, aqui vão os meus palpites. E fica o aviso: adoro errar!

Oscar 2024 - Divulgação

Melhor Filme

Ficção Americana 

Anatomia de uma Queda

Barbie

Os Rejeitados

Assassinos da Lua das Flores

Maestro

Oppenheimer

Vidas Passadas

Pobres Criaturas

Zona de Interesse


Melhor Diretor 

Justine Triet — “Anatomia de uma Queda”  

Martin Scorsese — “Assassinos da Lua das Flores”  

Christopher Nolan — “Oppenheimer”  

Yorgos Lanthimos — “Pobres Criaturas” 

Jonathan Glazer — “A Zona de Interesse”  


Melhor Ator

Bradley Cooper — “Maestro”  

Colman Domingo — “Rustin” 

Paul Giamatti — “Os Rejeitados”  

Cillian Murphy — “Oppenheimer”  

Jeffrey Wright — “Ficção Americana”  
 

Melhor Atriz 

Annette Bening — “Nyad”  

Lily Gladstone — “Assassinos da Lua das Flores”  

Sandra Hüller — “Anatomia de uma Queda”  

Carey Mulligan — “Maestro” 

Emma Stone — “Pobres Criaturas”  
 

Ator Coadjuvante

Sterling K. Brown — “Ficção Americana”  

Robert De Niro – “Assassinos da Lua das Flores”  

Robert Downey Jr. — “Oppenheimer”  

Ryan Gosling — “Barbie”  

Mark Ruffalo — “Pobres Criaturas”  
 

Atriz Coadjuvante

Emily Blunt — “Oppenheimer”  

Danielle Brooks — “A Cor Púrpura”  

America Ferrera – “Barbie”

Jodie Foster — “Nyad”  

Da’Vine Joy Randolph — “Os Rejeitados”  


Roteiro Adaptado

“Ficção Americana” 

“Barbie”

“Oppenheimer”

“Pobres Criaturas” 

“A Zona de Interesse” 
 

Roteiro Original

“Anatomia de uma Queda”

“Os Rejeitados”

“Maestro”

“May December”

“Vidas Passadas”
 

Fotografia

“El Conde” – Edward Lachman

“Assassinos da Lua das Flores” – Rodrigo Prieto

“Maestro” – Matthew Libatique

“Oppenheimer” – Hoyte van Hoytema

“Pobres Criaturas” – Robbie Ryan
 

Canção Original

“The Fire Inside” 

“I’m Just Ken” 

“It Never Went Away”

“Wahzhazhe (A Song For My People)” 

“What Was I Made For?” 

Figurino 

“Barbie” – Jacqueline Durran

“Assassinos da Lua das Flores” – Jacqueline West

“Napoleon” – Janty Yates and Dave Crossman

“Oppenheimer” – Ellen Mirojnick

“Pobres Criaturas” – Holly Waddington

Som

“The Creator”

“Maestro” 

“Mission: Impossible – Dead Reckoning Part One” 

“Oppenheimer” 

“A Zona de Interesse” 


Melhor Trilha Sonora 

“Ficção Americana” – Laura Karpman

“Indiana Jones and the Dial of Destiny” John Williams

“Assassinos da Lua das Flores” – Robbie Robertson

“Oppenheimer” – Ludwig Göransson

“Pobres Criaturas” – Jerskin Fendrix
 

Melhor Filme Internacional

“Io Capitano” (Italy)  

“Perfect Days” (Japan)  

“Sociedade da Neve” (Spain)  

“The Teachers’ Lounge” (Germany) 

“A Zona de Interesse” (United Kingdom) 


Melhor Maquiagem 

“Golda” 

“Maestro” 

“Oppenheimer” 

“Pobres Criaturas” 

“Sociedade da Neve” 
 

Cenários

“Barbie”

“Assassinos da Lua das Flores” 

“Napoleon” 

“Oppenheimer” 

“Pobres Criaturas” 
 

Edição

“Anatomia de uma Queda” – Laurent Sénéchal

“Os Rejeitados” – Kevin Tent

“Assassinos da Lua das Flores” – Thelma Schoonmaker

“Oppenheimer” – Jennifer Lame

“Pobres Criaturas” – Yorgos Mavropsaridis


Efeitos Visuais

“The Creator”

“Godzilla Minus One”
 
“Guardians of the Galaxy Vol. 3”
 
“Mission: Impossible – Dead Reckoning Part One” 

“Napoleon” 

                          Oscar 2024 - Divulgação

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