“Segunda Chamada” é uma série emocionante e dramática do Globoplay representa as dificuldades do ensino para jovens adultos em uma escola estadual da periferia de São Paulo
Apesar das dificuldades do ensino público e da grande evasão escolar por parte dos jovens ser algo muito presente e conhecido na realidade do Brasil, é curioso refletir que poucas são as obras (sejam elas filmes, séries ou livros) que retratam esse assunto.
Na contramão, vários sucessos norte-americanos, como “Mudança de Hábito” e “Mentes Perigosas”, abordam a importância da figura do professor em comunidades mais pobres, onde os alunos possuem menos oportunidades e são desacreditados.
Talvez por conta disso que a série original do Globoplay – em parceria com a O2 – intitulada “Segunda Chamada” tenha feito tanto sucesso desde o seu lançamento, em 2019.
Com duas temporadas disponíveis na plataforma de streaming, a produção tem como protagonista a personagem Lúcia (Débora Bloch), uma professora que volta a lecionar na Escola Estadual Carolina Maria de Jesus depois de alguns anos afastada devido a uma série de tragédias familiares que viveu em um curto espaço de tempo.
No seu retorno, a professora assume a turma de Educação para jovens adultos (EJA), que acontece no período noturno da escola.
Assim, ela terá a delicada tarefa de ajudar alunos com diferentes realidades e histórias de vida a retomarem os estudos, mesmo com todas as dificuldades e preconceitos de se retomar os estudos já adulto.
Apesar de existir uma certa rotatividade entre alguns dos alunos de Lúcia, alguns personagens são centrais para o desenrolar da trama.
Entre eles estão, a transexual Natasha (Linn da Quebrada), o mendigo Silvio (José Dumont) e a senhora religiosa (Dona Jurema).
Apesar de serem pessoas muito diferentes entre si, o que, por vezes, ocasiona alguns atritos entre eles, todos os personagens têm em comum a vontade de mudar de vida e veem na escola uma oportunidade quase que única de quebrar um ciclo de pobreza tão comum na sociedade brasileira.
Nova série da Amazon Prime Video irá adaptar a franquia de videogames “Fallout”, um dos maiores jogos de todos os tempos
Em 2023, a HBO mostrou para o mundo que é possível realizar boas adaptações de videogames para o audiovisual com o sucesso que foi a série “The Last of Us” – cuja segunda temporada já tem até sua data de estreia confirmada.
Nesse sentido, uma porta foi aberta para infinitas possibilidades.
Aproveitando desse sucesso, a Amazon Prime Video revelou que seria responsável por transformar o videogame “Fallout” em série, que chega na plataforma de streaming no dia 11 de abril.
Com oito episódios, a primeira temporada irá dar vida a personagens já existentes no jogo e explorar com mais detalhes algumas de suas histórias individuais.
O jogo “Fallout” foi lançado em 1997 e, devido ao seu grande sucesso logo de cara, deu origem a uma extensa franquia de videogames e spin-offs que exploram diversas vertentes do mesmo universo.
Na série da Amazon Prime, o espectador é apresentado a um mundo 200 anos depois do apocalipse, onde uma parte da civilização humana vive em bunkers subterrâneos chamados de Vault – para se protegerem da radiação e dos criminosos que vivem na superfície.
É importante destacar que a série não pretende adaptar nenhum jogo em específico, mas explorar esse universo pós-apocalíptico retrofuturista que permeia toda a saga.
Nesse sentido, a produção começa com a personagem Lucy (Ella Purnell), uma otimista moradora do Vault 33, decidindo sair do abrigo e se aventurar pela superfície da Terra, na esperança de tornar o mundo um lugar melhor.
Porém, logo ao sair do Vault, sua natureza pacífica e ideais são testados ao se deparar com uma realidade muito mais arrasada e violenta do que achava anteriormente.
Além dela, a série também acompanha os personagens Maximus (Aaron Moten), um jovem soldado da facção Brotherhood of Steel que irá fazer de tudo para concretizar o ideal do grupo de instaurar leis e ordens na superfície.
Outro personagem é The Ghoul (Walton Goggins), um misterioso sobrevivente do apocalipse de moral questionável que vive nas terras pós-apocalípticas há 200 anos.
Livro premiado que oferece uma nova perspectiva da Guerra do Vietnã ganha adaptação para o streaming, com Hoa Xuande e Robert Downey Jr. no elenco
A Guerra do Vietnã foi um dos conflitos armados que mais simbolizou o período de Guerra Fria, no qual os Estados Unidos e a Rússia travavam um combate ideológico por áreas de influência no mundo.
No Vietnã, os estados do Sul (capitalista) e do Norte (comunista) entraram em uma sangrenta guerra civil que culminou na morte de milhares de pessoas, incluindo civis e combatentes.
A guerra se encerrou com uma retirada patética das tropas americanas e a unificação do país. Esse período de grandes turbulências e manifestações sociais foi retratado no livro “O Simpatizante”, de Viet Thanh Nguyen, lançado em 2015 e vencedor do prêmio Pulitzer, que será adaptado para uma série na Max.
Com o mesmo título da obra original, a produção chegará a plataforma de streaming no dia 14 de abril e contará com sete episódios.
“O Simpatizante” é estrelado pelo ator Hoa Xuande (“Cowboy Bebop”), que interpreta um espião comunista meio francês e meio vietnamita. Depois da Guerra, o personagem é exilado para Los Angeles, onde é incorporado a uma comunidade de refugiados vietnamitas.
Lá, ele vai começar a trabalhar como consultor de filmes norte-americanos que contam sobre a história da Guerra do Vietnã. No processo, o personagem também irá conhecer pessoas novas e iniciar relacionamentos amorosos complicados.
O ator Robert Downey Jr. também está presente no elenco e na produção executiva de “O Simpatizante”. Uma questão curiosa é que ele não possui apenas um papel, mas dá vida a uma série de personagens com caracterizações e sotaques diferentes.
Cada um deles tem como objetivo representar uma faceta da elite social, econômica e política dos Estados Unidos, construindo uma crítica ao imperialismo norte-americano, que prega uma ideia de superioridade, missão divina e civilizatória do país em relação aos demais, defendendo a interferência estadunidense em questões políticas e sociais ao redor do mundo.