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Astrologia B+: Confira a energia do Tarô da semana entre 13 e 19 de janeiro

A carta da Imperatriz rege a presença deste arcano onde indica que este é o momento ideal para dar vida às suas ideias e projetos.

Ana Cristina Paixão

12/01/2025 - 12h00

A carta da Imperatriz no Tarô surge em um momento propício, coincidindo com a primeira Lua Cheia do ano, conhecida como Lua do Lobo, que ocorre no sensível signo de Câncer.

Essa denominação tem origem nas culturas indígenas da América do Norte e Europa, onde se observava um aumento dos uivos dos lobos nessa época. A Lua Cheia em Câncer, signo reconhecido por sua profundidade emocional, pode intensificar nossos sentimentos, nos deixando mais sensíveis.

Reconhecer e respeitar seus limites é essencial para manter o equilíbrio emocional durante os próximos dias. Estabelecer limites saudáveis irá ajudar você a evitar sobrecargas e a preservar sua energia.

Lembre-se de que dizer “não” quando necessário é um ato de autocuidado, permitindo que você se dedique ao que realmente importa sem se sentir exausto ou sobrecarregado. “Tenho meus limites. O primeiro deles é meu amor-próprio.” (Clarice Lispector)

A Imperatriz e a Lua do Lobo

A carta da Imperatriz no Tarô possui uma forte conexão com essa Lua do Lobo. Na mitologia romana, Rômulo e Remo, fundadores de Roma e filhos do deus Marte, foram amamentados por uma loba após serem abandonados, simbolizando cuidados maternos e a capacidade de nutrir.

Na mitologia grega, os lobos também estão associados à fertilidade. Zeus, ao assumir a forma de um lobo, recebia oferendas e sacrifícios daqueles que sofriam com a seca, tornando as terras férteis novamente.

No Tarô, a Imperatriz representa o feminino, o amor em essência, a generosidade e a compaixão, encarnando o arquétipo da mãe: cuidadora, fonte de vida e ordem, semelhante à Mãe Terra.

A Imperatriz simboliza o feminino, o amor essencial, a generosidade e a compaixão, representando o arquétipo da mãe: cuidadora, fonte de vida e ordem, semelhante à Mãe Terra. Quando estamos bem nutridos e cuidados, alcançamos melhores resultados na vida, facilitando nosso progresso e realizações.

As Luas Cheias marcam o encerramento de ciclos de seis meses, tornando esta primeira lua cheia de 2025 especialmente significativa. É um período propício para refletir sobre os acontecimentos da segunda metade de 2024, permitindo-nos liberar o que já não nos serve e preparar-nos para novos começos com o término deste ciclo lunar.

Pergunte a si mesmo: o que posso aprender com o meu passado? Embora a nostalgia possa trazer tristeza, também oferece uma oportunidade de catarse e renovação. Ao deixar para trás capítulos antigos, abrimos espaço para novas experiências. Permita que a energia de Câncer o ajude a processar o ano que passou, preparando-o para as oportunidades do ano novo que se inicia.

Com o Sol em Capricórnio em oposição à Lua Cheia em Câncer, é um momento ideal para reavaliar e superar estagnações. Apegar-se a antigas memórias e hábitos pode ser um obstáculo no novo ano. Considere o que já não lhe serve e esteja disposto a reestruturar sua vida, abrindo-se para transformações que favoreçam seu crescimento pessoal.

Alinhar nosso trabalho espiritual aos ciclos lunares potencializa nossas intenções. A Lua Cheia simboliza o ápice dessas intenções, como um ventre grávido prestes a dar à luz nossos desejos. Na espiritualidade da Deusa, a Lua Cheia representa a Mãe, enquanto as fases Crescente e Minguante correspondem à Donzela e à Anciã, respectivamente.

Carta da Imperatriz - Divulgação

Significado da Carta da Imperatriz no Tarô

No Tarô, a Imperatriz personifica o arquétipo materno. É a única figura grávida no baralho, simbolizando gravidez, nascimento, fertilidade, abundância, nutrição, instintos maternos e a conexão com a Deusa. A seu lado, um coração esculpido com o símbolo feminino representa o mistério sagrado e a compaixão da Mãe Terra. Sua barriga grávida reflete a união das energias masculina e feminina, convidando-nos a integrar essas forças em nós mesmos.

Seu vestido adornado com romãs remete à jornada de Perséfone ao submundo. A romã, cujo nome significa “maçã com muitas sementes”, simboliza abundância, fertilidade, prosperidade e generosidade. O trigo a seus pés evoca a deusa Deméter, mãe de Perséfone, reforçando a ligação com a fertilidade e a colheita. O cetro da Imperatriz, encimado por uma lua cheia, representa o conhecimento esotérico e o poder feminino. Sua coroa de doze estrelas pode aludir aos doze chacras, indicando uma conexão espiritual elevada. A cachoeira ao fundo simboliza a fluidez emocional, sugerindo que a sabedoria materna da Imperatriz está disponível para nutrir e guiar a todos.

A Imperatriz nos convida a nutrir nossa criatividade, a dar vida às nossas ideias e a permitir que projetos floresçam no mundo. Ao cuidarmos de nós mesmos e de nossas iniciativas, a abundância e a prosperidade se manifestarão. Esta carta também nos leva a refletir sobre a maternidade, seja literal ou simbólica: quem ou o que estamos nutrindo atualmente?

No cerne desta carta, reside a importância do amor-próprio, da autoaceitação e da autoestima. Ao nos nutrirmos, criamos o terreno fértil para que nossos sonhos se realizem.

Ao invocar a energia da Imperatriz e a sabedoria dos lobos com a Lua Cheia, somos inspirados a enfrentar desafios com coragem, a colaborar com os outros e a cultivar a força interior necessária para superar adversidades.

Tradicionalmente, estabelecemos intenções na Lua Nova — quando a lua está entre a Terra e o Sol — e expressamos gratidão na Lua Cheia, quando a Terra se posiciona entre a lua e o Sol. Portanto, esta é uma oportunidade propícia para agradecer pelas realizações já manifestadas ou que estão começando a se materializar.

Uma afirmação inspirada na energia da Imperatriz pode ser: “Eu me aceito e me amo plenamente, em alinhamento com o Divino.” Acho interessante encarar as afirmações positivas como pequenas decisões: escolher mudar a forma como você se dirige a si mesmo, focando em uma conversa interna fortalecedora e resgatando seu amor-próprio.

Essa prática de autoaceitação é fundamental para o crescimento pessoal e o bem-estar emocional. “A atitude mais assustadora que você pode fazer por si mesmo é aceitar-se por completo “(Carl Jung).

Uma ótima semana e muita luz,

Cris Paixão

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