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SAÚDE

Médica alerta para os cuidados que devem ser tomados ao utilizar canetas emagrecedoras

Dra. Mariana Vilela, referência médica em emagrecimento saudável, em Campo Grande, alerta para os cuidados que devem ser tomados ao utilizar canetas emagrecedoras

Mariana Piell

02/09/2025 - 10h30

O volume de buscas e a procura por tratamentos com as famosas canetas emagrecedoras, como Mounjaro e Ozempic, ou por procedimentos estéticos, como as enzimas para gordura localizada, têm crescido cada vez mais. Esse fenômeno reflete um movimento global em direção a soluções médicas e estéticas para o controle de peso e para a melhoria da autoimagem, influenciado amplamente por relatos de sucesso compartilhados publicamente.

A busca por métodos eficazes e relativamente rápidos impulsionou a popularidade desses tratamentos, colocando-os em evidência não apenas no Brasil, mas em todo o mundo.

Inicialmente desenvolvidas para tratar diabetes tipo 2, as canetas emagrecedoras ganharam notoriedade após serem utilizadas e terem seus resultados compartilhados por famosos nas redes sociais. A exposição midiática e o poder de influência de celebridades e criadores de conteúdo foram determinantes para que esses medicamentos saíssem do contexto puramente clínico e se tornassem um fenômeno de consumo amplamente discutido. O impacto visual das transformações corporais compartilhadas on-line gerou uma demanda massiva por informações e acesso a esses fármacos.

Desde então, diversos estudos foram conduzidos, culminando na atualidade com o uso desses ativos com a finalidade de emagrecimento, agora cientificamente comprovado e com reconhecimento de eficácia e segurança pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

020901bdAssim como o Ozempic, Mounjaro é uma das canetas emagrecedoras mais populares FOTO: Divulgação

A comunidade científica tem se dedicado intensamente a compreender os mecanismos de ação desses medicamentos e a validar sua aplicação no manejo da obesidade e do sobrepeso, condições que representam um significativo problema de saúde pública global.

O aval da Anvisa é um passo crucial para garantir que o uso seja feito dentro de parâmetros de segurança e eficácia estabelecidos. “É importante reforçar que são medicamentos injetáveis e com possíveis efeitos colaterais, que precisam de acompanhamento médico e estratégia para serem utilizados”, ressalta a dra. Mariana Vilela.

Os efeitos colaterais mais comuns dessas medicações são náuseas, vômitos e constipação intestinal, o que ocorre por conta do seu mecanismo de ação.

“Após serem injetadas na gordura abdominal, a substância entra na corrente sanguínea e exerce um efeito sacietógeno [composto que promove a sensação de saciedade] no indivíduo. Existe uma sinalização cerebral que responde com a liberação de substâncias como a leptina, hormônio da saciedade, liberado pelo tecido adiposo após nos alimentarmos”, explica a dra. Mariana.

É fundamental que os pacientes estejam cientes de que esses sintomas, embora frequentemente temporários e manejáveis, fazem parte do processo de adaptação do organismo ao medicamento.

RISCO DA AUTOMEDICAÇÃO

A Dra. Mariana Vilela alerta que o desequilíbrio hormonal é uma das facetas mais complexas da obesidade, tratando-se de uma doença multifatorial que vai muito além da simples equação de calorias ingeridas versus calorias gastas. 

A regulação do apetite é um processo neuroendócrino sofisticado, e sua disfunção, quando não tratada com acompanhamento médico, pode levar a um ciclo vicioso de ganho de peso e dificuldade de emagrecimento.

“Pode parecer difícil e, de fato, tem uma complexidade considerável esse mecanismo de fome e saciedade, mas de forma resumida, quando comemos liberamos hormônios como GLP-1, GIP e leptina, isso gera sinalização de saciedade e diminuição da fome. Acontece que, em muitas pessoas, isso não ocorre corretamente e o indivíduo começa a ter fome além do habitual e podendo desenvolver até compulsão alimentar”, afirma.

Existe uma grande preocupação com o uso abusivo e a automedicação dessas medicações. Diante disso, a Anvisa restringiu sua venda, que agora necessita de receita médica controlada.

Porém, a melhor forma de utilizá-las ainda é por meio de farmácias ou clínicas médicas, com acompanhamento próximo durante todo o processo de emagrecimento.

A medida regulatória foi uma resposta necessária aos riscos associados à automedicação, que incluem desde o agravamento de efeitos colaterais até o uso inadequado por pessoas para quem o medicamento não é indicado, como aquelas que desejam perder peso por motivos puramente estéticos sem apresentar um quadro clínico que justifique o tratamento.

“Hoje dentro da clínica eu aplico essas medicações após avaliação e consulta do paciente e faço o acompanhamento disso semanalmente, para reduzir o risco de complicações e maximizar os resultados dos pacientes que decidem investir na sua própria saúde, e fazemos tudo isso com uma equipe multidisciplinar de médicos, treinadores e nutricionistas”, diz a dra. Mariana Vilela.

Essa abordagem integrada é considerada o padrão-ouro no tratamento da obesidade, garantindo que o paciente seja acompanhado em todas as frentes necessárias para uma perda de peso segura, eficaz e sustentável a longo prazo, evitando o temido efeito sanfona.

EMAGRECIMENTO SAUDÁVEL

Lembre-se de construir uma rotina saudável que passa pelos cinco pilares de uma vida saudável e longeva: exercícios físicos, alimentação equilibrada, gerenciamento do estresse, higiene do sono e saúde intestinal.

Cada um desses pilares está intrinsecamente ligado aos outros, formando uma base sólida para o bem-estar geral. Negligenciar um deles pode comprometer todo o esforço dedicado aos demais, por isso, uma visão holística da saúde é fundamental.

Ter um médico que atue na área de prevenção é essencial para envelhecer com saúde. A medicina preventiva e de estilo de vida visa justamente identificar e mitigar riscos antes que eles se transformem em doenças, promovendo longevidade com qualidade de vida. Ter um profissional que guie esse processo é um investimento inestimável no seu futuro.

SERVIÇO

Dra. Mariana Vilela, CRM 12830 – MS, é a médica responsável pela sua mudança de vida. 
Especialista em emagrecimento saudável e performance, coleciona cursos e intermináveis horas de aprendizado para poder trazer o que há de melhor para Campo Grande. 

Seu profundo conhecimento em implantes de reposição hormonal e terapias com injetáveis torna a dra. Mariana uma referência em emagrecimento saudável em Campo Grande. 

Sua abordagem é pautada na ciência, na ética e no acolhimento personalizado de cada paciente, entendendo que cada jornada é única. Agenda agora mesmo uma consulta pelo Instagram @acasacg.

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