Madonna abriu o VMA 2026 ao lado de Sabrina Carpenter e Charli xcx, 23 anos depois de sua última apresentação na premiação. Taylor Swift encerrou a noite recebendo o prêmio de vídeo do ano. Entre uma e outra, a cerimônia de domingo (27), em Los Angeles, encontrou tempo para lembrar Dolly Parton, George Michael e Nirvana, além de apresentar ao grande público uma cantora que talvez ainda não estivesse em seu radar: Sienna Spiro.
A volta de Madonna era o acontecimento mais aguardado. Desde “Like a Virgin”, na primeira edição do VMA, em 1984, ela entende o palco e o vídeo como lugares para contar histórias, criar imagens e provocar reações.
Sua abertura com Sabrina e Charli tornou visível uma influência que atravessa gerações. Madonna também foi a maior vencedora da edição: conquistou sete prêmios, entre eles artista do ano e melhor álbum por Confessions II. Três troféus foram anunciados durante a transmissão.
Taylor saiu com vídeo do ano por “The Fate of Ophelia” e melhor direção por “Opalite”. Recebeu ainda o primeiro Artist Director Honors, concedido por sua trajetória atrás das câmeras, e aproveitou o palco para estrear “Patient Zero”, seu novo videoclipe, com Dakota Johnson e Colin Farrell.
Se Madonna ajudou a estabelecer o videoclipe como um acontecimento cultural, Taylor conhece sua vida depois da estreia: cada detalhe se torna uma conversa com os fãs, que voltam às imagens em busca de novas interpretações.
Uma das homenagens mais emocionantes foi dedicada a Dolly Parton, morta em agosto. A apresentação começou com imagens da própria cantora interpretando “I Will Always Love You”. Kacey Musgraves entrou acompanhando os últimos versos e assumiu a canção que Dolly escreveu e gravou em 1974, décadas antes de ela ganhar outra vida na voz de Whitney Houston.
Mais tarde, ao receber o prêmio principal, Taylor também dedicou sua vitória a Dolly. A homenagem, assim, continuou presente até o fim da cerimônia.
O tributo a George Michael percorreu diferentes momentos de sua carreira. Sombr abriu com “Faith” e “Father Figure”, RAYE cantou “I Knew You Were Waiting (For Me)”, parceria original de Michael com Aretha Franklin, e Teddy Swims ficou com “Careless Whisper”.
A surpresa veio no encerramento: Adam Lambert apareceu para cantar “Freedom! ’90”. Em vez de confiar uma obra tão variada a uma única voz, o VMA reuniu artistas de estilos distintos para mostrar quantas portas George Michael abriu no pop.
O Nirvana recebeu o Video Vanguard das mãos de Chuck D, do Public Enemy. Dave Grohl, Krist Novoselic e Pat Smear subiram juntos ao palco, mas não tocaram. A ausência de uma apresentação musical deu outro peso à homenagem: as imagens e a lembrança de Kurt Cobain ocuparam o espaço que uma reunião da banda jamais poderia preencher.
Novoselic falou da autenticidade que, para ele, ainda aproxima o Nirvana de novas gerações e recordou Cobain como um artista único.
Em meio a tantos nomes consagrados, Sienna Spiro ganhou o prêmio de artista revelação. A britânica cantou “Great Expectation” sobre um enorme toca-discos, começando de maneira contida antes de deixar a apresentação crescer com o acompanhamento da banda.
O troféu lhe deu visibilidade; a performance mostrou por que valia a pena prestar atenção nela. Lisa, por sua vez, venceu a categoria pop e levou ao palco um número de grande escala.
Apresentado por Snoop Dogg, o VMA passou boa parte da noite olhando para os artistas que marcaram sua história. Fez sentido: a própria premiação cresceu graças ao poder das imagens de Madonna, George Michael e Nirvana. Mas a presença de Sienna lembrou que celebrar esse passado só tem graça se ainda houver espaço para alguém subir ao palco e começar sua própria história.