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LUTO

Ator Leonardo Villar morre aos 96 anos

Artista participou de filmes como 'O Pagador de Promessas' e 'Lampião, o Rei do Cangaço'
04/07/2020 01:00 - Estadão Conteúdo


 

O ator paulista Leonardo Villar morreu nesta sexta-feira, 3, aos 96 anos, em São Paulo. Segundo informações da Rede Globo, ele estava internado em uma UTI desde a quinta-feira, 2, e sofreu uma parada cardíaca.

Villar alcançou fama nacional e internacional ao interpretar o Zé do Burro, personagem principal do filme O Pagador de Promessas, de Anselmo Duarte, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cinema de Cannes em 1963.

Ele também interpretou Lampião em Lampião, Rei do Cangaço (1964), de Carlos Coimbra, e Augusto Matraga, em A Hora e a Vez de Augusto Matraga (1965), de Roberto Santos.

Nas décadas seguintes, consolidou uma carreira na televisão ao participar de diversas novelas da Tupi e da Globo. Seu último trabalho foi na novela Passione, de 2010.

HISTÓRIA 

Nascido em Piracicaba, no interior de São Paulo, em 1923, ele ganhou notoriedade ao interpretar o personagem Zé do Burro, protagonista do filme "O Pagador de Promessas" (1962).

Dirigido por Anselmo Duarte e indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1963, o filme foi também vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes. Antes de ir para o cinema, o texto de Dias Gomes foi interpretado no teatro e Villar já era o Zé do Burro.

Com o nome de batismo de Leonildo Motta, Leonardo Villar foi aluno da Escola de Arte Dramática (EAD) da USP, onde se formou na turma de 1948.

Villar trabalhou no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) durante oito anos e estreou como ator profissional sendo dirigido por Bibi Ferreira na Companhia Dramática Nacional (CDN) com a peça "A Raposa e as Uvas".

Logo no começo da carreira continuou trabalhando com grandes nomes do teatro como o diretor Sérgio Cardoso em "Canção Dentro do Pão". Ele também participou de "A Falecida”, de Nelson Rodrigues.

Felpuda


Figurinha carimbada ganhou o apelido de “biruta”, instrumento que indica direção do vento e, por isso, muda constantemente. Dizem que a boa vontade até existente ficou no passado, e as reclamações são muitas, mas muitas mesmo, diante das decisões que vem tomando a cada mudança de humor do eleitorado. Como bem escreveu o poetinha Vinicius de Moraes: “Se foi pra desfazer, por que é que fez?”.