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B+: Impostos do MEI atrasados? Saiba como regularizar sua situação fiscal

Com o aumento da inadimplência entre os pequenos empreendedores, estar em dia com o pagamento de impostos é fundamental para garantir a saúde financeira dos negócios.

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Dados da Receita Federal de maio de 2024 revelam que a atual situação econômica brasileira impactou fortemente os pequenos empreendedores. Cerca de 35,4% das 5 milhões de empresas optantes pelo Simples Nacional estão com impostos em atraso, totalizando 1,77 milhão de negócios em situação irregular, o que pode comprometer suas operações.

Cumprir com as obrigações fiscais é de extrema importância e um dever para qualquer cidadão que deseja evitar multas e outras penalidades legais. Para pequenos empreendedores, essa responsabilidade se torna ainda mais importante, pois o pagamento regular de impostos garante que a empresa opere de forma regular e sustentável. 

Aqueles que possuem negócios em formato de MEI (Microempreendedor Individual) se beneficiam de um sistema tributário simplificado, em que é necessário o pagamento do DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), uma guia única que unifica todos os impostos que devem ser pagos por empreendedores que optaram pelo regime tributário do Simples Nacional, ao dia 20 de cada mês. Além disso, é necessário também fazer a declaração anual de faturamento. 

A contadora e especialista em finanças Dora Ramos, CEO da Fharos Contabilidade e Gestão Empresarial, explica que as consequências da inadimplência fiscal podem afetar não só o lucro, mas também a situação previdenciária.

“Estar em irregularidade com os impostos do MEI pode gerar muitos impactos negativos, como ser inscrito na Dívida Ativa do governo federal, o que impede a realização de empréstimos em bancos públicos; perder benefícios como aposentadoria, auxílio maternidade e doença; pagar multas com juros; ter CNPJ cancelado e a empresa excluída do Simples Nacional.”, explica. 

“Os efeitos da irregularidade do DAS impactam não apenas a pessoa jurídica, mas também a pessoa física. Por isso, é crucial manter-se regularizado e, se necessário, buscar a orientação de um profissional para auxiliar na regularização.”, conclui Dora. 
 

Então, como regularizar o DAS? 

O processo de regularização do MEI é bastante simples e pode ser feito em qualquer época do ano. Enquanto as dívidas não forem inscritas na Dívida Ativa, você pode quitá-las pelo portal do Simples Nacional (https://www8.receita.fazenda.gov.br/simplesnacional/). Para o pagamento à vista, é necessário emitir um boleto com todos os valores pendentes, acrescidos dos juros e multas legais.

Se preferir, é possível optar pelo parcelamento da dívida em até 60 vezes, com uma entrada e parcelas mínimas de R$50. A aprovação do pedido de parcelamento está condicionada ao pagamento da primeira parcela. Caso a primeira parcela não seja paga até a data de vencimento, o pedido de parcelamento será cancelado, e você poderá fazer uma nova solicitação. Após negociar a totalidade do valor ou pagar a primeira parcela, seu CNPJ será regularizado.

A situação já fica diferente para os débitos inscritos na ‘Dívida Ativa’. “Nesse caso, o parcelamento deverá ser solicitado junto a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional. Caso a situação esteja muito complicada, é recomendável consultar e contratar os serviços de um contador de confiança.”, sugere Dora. 

Estar regularizado abre portas para novas oportunidades de negócios, como a possibilidade de participar de licitações públicas e obter financiamentos com condições diferenciadas, além de ter controle sobre a situação financeira da empresa e poder gerir melhor as entradas e saídas do caixa. 
 

Moda Correio B+

Entre Costuras & Cultura: Quando a moda entra em campo

Os looks usados pelos atletas chamaram a atenção do público e rapidamente se tornaram assunto nas redes sociais, nos programas esportivos e na imprensa.

06/06/2026 16h00

Entre Costuras & Cultura: Quando a moda entra em campo

Entre Costuras & Cultura: Quando a moda entra em campo Foto: Divulgação

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Nos últimos dias, a chegada dos jogadores da Seleção Brasileira para os compromissos oficiais gerou uma discussão que ultrapassou o universo esportivo. Os looks usados pelos atletas chamaram a atenção do público e rapidamente se tornaram assunto nas redes sociais, nos programas esportivos e na imprensa.

Desta vez, porém, não se tratava de escolhas individuais dos jogadores. Os trajes foram desenvolvidos por Ricardo Almeida, um dos nomes mais conhecidos da alfaiataria masculina brasileira e responsável pela imagem institucional da delegação fora dos gramados.

O que poderia ser apenas uma apresentação oficial transformou-se em um interessante fenômeno cultural. As imagens despertaram diferentes reações e mostraram como a moda continua sendo uma poderosa ferramenta de comunicação.

As comparações com outras seleções surgiram rapidamente. Entre elas, a seleção do Japão recebeu diversos elogios nas redes sociais pela proposta considerada elegante, contemporânea e alinhada à sua identidade cultural. Ao mesmo tempo, muitos brasileiros passaram a discutir se os trajes escolhidos para a nossa seleção representavam aquilo que entendem como a imagem do Brasil.

Entre os comentários mais frequentes estava a percepção de que faltou “brasilidade” à composição. Para parte do público, a escolha poderia ter incorporado mais elementos associados à cultura nacional, seja por meio das cores, da criatividade ou de referências visuais que remetem imediatamente ao país.

Outros enxergaram na proposta uma tentativa de transmitir sofisticação, formalidade e uma imagem mais internacional da equipe.

Entre Costuras & Cultura: Quando a moda entra em campoO estilista Ricardo Almeida - Divulgação

Independentemente das opiniões, o episódio evidencia algo cada vez mais presente no esporte moderno: a construção da imagem vai muito além do desempenho em campo. Hoje, atletas, clubes e seleções são também marcas globais, observadas não apenas por suas conquistas, mas pela forma como se apresentam ao mundo.

A moda sempre desempenhou esse papel. Muito antes de falar sobre tendências, ela fala sobre identidade, pertencimento e representação, e quando o assunto envolve a Seleção Brasileira, qualquer escolha visual ganha ainda mais significado, afinal estamos falando de um dos símbolos mais reconhecidos do país.

Talvez seja justamente por isso que o debate tenha despertado tanto interesse. A discussão não ficou restrita ao corte do terno, à modelagem ou à escolha das peças. Ela abriu espaço para uma conversa maior sobre o que entendemos como elegância, identidade nacional e representação cultural.

Mais do que decidir se a escolha agradou ou não, vale observar o que essa repercussão revela sobre a relação dos brasileiros com seus símbolos. Em um mundo cada vez mais visual, a imagem comunica antes mesmo das palavras.

E você, o que achou dos trajes assinados por Ricardo Almeida para a Seleção Brasileira? A proposta representou bem a imagem do país ou você também sentiu falta de elementos que expressassem mais a brasilidade?

Antes de copiar tendências ou seguir padrões, vale lembrar que a verdadeira elegância nasce da identidade. Seja na moda pessoal ou na representação de uma nação, estilo é, acima de tudo, uma forma de comunicar quem somos.
 

Saúde Correio B+

Alergias no outono: especialista explica como prevenir as "ites" durante o período seco

Baixa umidade, frio e aumento da circulação de poeira e ácaros favorecem crises respiratórias e dermatológicas nesta época do ano

06/06/2026 14h30

Alergias no outono: especialista explica como prevenir as

Alergias no outono: especialista explica como prevenir as "ites" durante o período seco Foto: Divulgação

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Com a chegada do outono e a proximidade do inverno, é comum o aumento dos casos de alergias respiratórias e dermatológicas, especialmente entre pessoas que convivem com as chamadas “ites”, como rinite, sinusite, bronquite alérgica e dermatite.

O clima seco, as temperaturas mais baixas e a maior concentração de agentes irritantes no ar tornam este período ainda mais desafiador para quem já possui predisposição alérgica.

Polens, ácaros, mofo, poeira e poluição tendem a se intensificar nesta época do ano devido à baixa umidade relativa do ar, o que favorece sintomas como espirros, coriza, obstrução nasal, coceira no nariz, ouvido e garganta, além de tosse e falta de ar.

De acordo com o otorrinolaringologista Caio Simão, do Hospital HSANP, alguns hábitos podem ajudar o organismo a enfrentar melhor as alergias ao longo de todo o ano.

“Alimentação equilibrada, prática regular de atividades físicas e o consumo adequado de vitaminas, principalmente a vitamina C, contribuem para fortalecer o organismo. Mesmo quando não representam quadros graves, as alergias impactam diretamente a qualidade de vida dos pacientes”, explica.

Além das alergias respiratórias, as dermatites também se tornam mais frequentes no outono devido ao ressecamento da pele. Segundo o especialista, o uso prolongado de fones de ouvido em ambientes externos pode agravar casos de dermatite na região auricular.

“Coceira persistente, descamação da pele e vermelhidão são sintomas comuns. Em situações mais severas, também podem surgir secreções e sensação de ouvido tampado”, complementa Caio Simão.

Entre as principais recomendações para reduzir os sintomas alérgicos estão o uso de umidificadores de ar, a higienização frequente de roupas de cama, cortinas e ambientes fechados, além da ventilação adequada dos cômodos.

Para pacientes com alergias crônicas, a imunoterapia alérgeno-específica também pode ser uma alternativa. “Esse tratamento ajuda o sistema imunológico a responder melhor aos agentes causadores das alergias, reduzindo a intensidade das crises ao longo do tempo”, finaliza o otorrinolaringologista.

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